Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo dá férias coletivas até o dia 15 de julho

Ônibus de teste da Mercerdes-Benz

Motivo, mais uma vez, é a falta de peças e componentes para caminhões e chassis de ônibus

ADAMO BAZANI

Funcionários da produção de ônibus e caminhões da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, receberam nesta sexta-feira, 1º de julho de 2022, aviso de folga coletiva e licença remunerada.

O período é entre 04 e 15 de julho.

O motivo, mais uma vez, é a falta de peças e componentes que têm afetado a indústria automobilística.

A montadora tem cerca de cinco mil trabalhadores em geral nas linhas de produção de São Bernardo do Campo.

No caso dos ônibus, a falta de insumos tem prejudicado mais as linhas LO e OF, que são os micro-ônibus e os modelos convencionais de motor dianteiro, e, quanto aos caminhões, os impactos maiores são nas categorias de leves e de semipesados.

O Diário do Transporte confirmou a informação com a assessoria de imprensa da fabricante.

Segundo o comunicado, parte do pagamento será em licença remunerada e outra parte dos dias irá para banco de horas dependendo dos turnos de trabalho.

Já é a terceira paralisação de parte da produção somente neste ano de 2022.

De 18 de abril a 03 de maio deste ano, a Mercedes-Benz já havia concedido férias coletivas pelo mesmo motivo, a falta de peças na cadeia produtiva.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/04/04/mercedes-benz-concede-ferias-coletivas-de-15-dias-para-56-mil-funcionarios-em-sp-e-mg/

Entre 14 e 25 de março (12 dias), 600 trabalhadores das linhas de ônibus e caminhões entraram em férias coletivas também pela crise global de abastecimento de semicondutores.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/02/25/mercedes-benz-concede-ferias-coletivas-para-600-trabalhadores/

Outras fabricantes, tanto de veículos pesados, como de leves, também pararam a produção neste ano por algumas semanas por causa de falta de componentes, em especial, eletrônicos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

  1. Raimundo Manoel de Carvalho disse:

    Meu Deus até quando a indústria automobilística vão manter seus empregos.

Deixe uma resposta