Decreto de Rodrigo Garcia libera R$ 43,1 milhões para empresas de ônibus da EMTU na Grande São Paulo

Valor trata-se de repasse de custo pela prestação de serviços; Empresas chegaram sem autorização a cortar horários alegando aumentos de custos; Viações estão com contratos prorrogados e licitação não sai do papel desde 2016

ADAMO BAZANI/ALEXANDRE PELEGI

O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, publicou decreto nesta quinta-feira, 30 de junho de 2022, que libera R$ 43,1 milhões a empresas de ônibus que operam na Grande São Paulo linhas intermunicipais gerenciadas pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos).

A publicação oficial ocorreu nesta quinta-feira, 30 de junho de 2022.

Conforme o decreto, trata-se de uma “abertura de crédito suplementar ao Orçamento Fiscal na Secretaria dos Transportes Metropolitanos, visando ao atendimento de Despesas Correntes”

Por causa do remanejamento, ficou alterada a Programação Orçamentária da Despesa do Estado original.

O valor é um repasse pelos serviços prestados.

Como mostrou o Diário do Transporte, diversas empresas que operam o sistema chegaram em maio sem autorização a cortar horários, não realizar viagem e a tirar ônibus das ruas, alegando aumentos de custos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/05/19/emtu-continua-recebendo-reclamacoes-de-reducao-de-frota-nesta-quinta-19-e-reafirma-que-empresas-nao-foram-autorizadas-a-retirar-onibus-das-ruas/

As empresas estão operando com contratos prorrogados. A licitação de linhas que circulam em 32 das 39 cidades da Grande São Paulo não sai do papel desde 2016, após processos judiciais e problemas apontados pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) nas tentativas de concorrências.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/02/08/emtu-prorroga-sem-licitacao-ate-julho-de-2022-contratos-com-consorcios-de-onibus-da-grande-sao-paulo/

Já nas sete cidades do ABC Paulista, as operações são regidas por um contrato de R$ 22,46 bilhões, mas também obtido sem licitação.

O então governador de São Paulo João Doria desistiu de um monotrilho entre o ABC e a capital paulista e optou por um corredor de ônibus (BRT).

Em 2021, por meio de dois decretos, Doria prorrogou um contrato de 1997 da empresa Metra pelo Corredor ABD até 2046 em troca da construção desse BRT .  O grupo empresarial, já como NEXT Mobilidade, neste mesmo contrato, ganhou o direito de explorar todas as mais de 100 linhas da EMTU no ABC que eram prestadas por outras empresas que foram retiradas de circulação.

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Adamo Bazani e Alexandre, jornalistas especializados em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rondonópolis disse:

    Eita mamata, até eu queria ser dono de empresa de ônibus em SP

  2. Boga disse:

    PCC agradece

  3. Gerson Carvalho disse:

    Mamata nada,amigo…
    O custo operacional é muito alto e Diesel que estava em 3,50 hoje está em 7,69, fora dissídios, manutenção preventiva, carrocerias e chassi que estão bem mais caros.
    43.000.000,00 para todas as empresas (e pelo visto não será mensal), é pouco.

  4. Reginaldo disse:

    Este contrato de 1997 da Metra prolongado até 2046 é um absurdo entregaram toda região nas mãos de um só grupo empresarial que passam a ditar as regras sobre o transporte já que EMTU e secretaria de transporte estadual acabam cedendo às pressões das empresas por mais subsídios e mudanças nos trajetos e horários das linhas conforme seus interesses

  5. Raphael de Sousa disse:

    Disse tudo amigo, disse tudo. A Next Mobilidade, ex Metra, botou as asinhas de fora e agora faz o que quer com a população do grande ABC. Já desativaram as linhas 284M e 487 do sistema Trólebus, que ajudavam e muito não ficarmos espremidos nos trólebus cheios. Não adianta nem reclamar eles ignoram a todos.

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