Reajuste a motoristas e cobradores vai custar R$ 42 milhões por mês e prefeitura de SP estuda mais subsídios ou elevação de tarifa

Motoristas e cobradores em uma das assembleias em garagem

Prefeito Ricardo Nunes, disse, entretanto, que esforço será para manter passagem sem aumento

ADAMO BAZANI

O reajuste de 12,47% nos salários de motoristas e cobradores de ônibus da cidade de São Paulo já retroativo a maio deve representar uma elevação de R$ 42 milhões por mês no custo de operação dos transportes municipais da capital paulista.

Os dados são do SPUrbanuss, sindicato que representa as viações na cidade de São Paulo que operam nos subsistemas estrutural ou de articulação regional, que são atendidos por ônibus de porte comum ou articulados.

Nesta terça-feira, 14 de junho de 2022, em torno de 4,5 milhões de passageiros foram prejudicados por cerca de 15 horas por causa de uma greve da categoria. Somente na parte do pico da manhã, 1,5 milhão de pessoas foram afetadas por causa da paralisação.

O prefeito Ricardo Nunes, em diversas entrevistas na própria terça-feira, disse que este “custo a mais” terá de ser coberto de alguma maneira.

A elevação do preço da tarifa ao usuário seria uma das alternativas, mas Nunes diz que quer evitar ao máximo essa medida.

Assim, este valor deve ser bancado com uma elevação nos subsídios aos serviços.

A suspensão da greve nesta terça-feira não foi negociada diretamente entre empresários e trabalhadores com a participação da prefeitura.

O acordo foi feito com a “intermediação” do vereador Milton Leite, presidente da Câmara Municipal, muito embora, o legislativo não é o poder concedente, como é a prefeitura, que, mesmo assim, habitualmente, não teria a prerrogativa de exercer influência numa relação trabalhista.

Leite se destaca como vereador com conhecimento e influência no segmento de transportes de passageiros.

Como mostrou o Diário do Transporte, a greve não acabou propriamente dito, mas foi suspensa por cinco dias para que as outras cláusulas continuassem sendo negociadas.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/06/14/suspensa-greve-de-onibus-em-sao-paulo-normalizacao-e-sempre-gradativa/

Uma destas cláusulas é o pedido de pagamento de R$ 2,5 mil como PLR (Participação nos Lucros e Resultados) por empregado.

Ainda de acordo com o SPUrbanuss, caso atendida a reivindicação, a despesa de uma só vez seria de R$ 125 milhões.

Ata com a assinatura de Milton Leite

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Cid disse:

    Roubaram o salário dos motoristas e cobradores agora querem que a população arque com a roubalheira que eles fizeram . Bando de vagabundos. Os donos das garagens estão ricos ,enquanto pagavam um salário de esmola para os funcionários.

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