Motoristas vão fazer assembleia nesta terça (28) e nova greve de ônibus em São Paulo não está descartada

Hora de almoço remunerada e PLR ainda estão pendentes; Movimento ocorre em meio à pressão sobre tarifa e aumento de subsídios

ADAMO BAZANI

A cidade de São Paulo pode em breve amargar uma nova greve de ônibus.

O Sindmotoristas soltou um comunicado nesta segunda-feira, 27 de junho de 2022, informando que nesta terça-feira (28) fará uma assembleia que pode resultar a retomada da greve de ônibus.

O movimento ocorre em meio às pressões sobre haver ou não aumento de tarifa de ônibus em São Paulo e de uma elevação nos subsídios ao sistema municipal de transportes.

Somente entre janeiro e a metade de junho de 2022, o valor desembolsado para complementar os custos dos transportes na capital paulista chegou a R$ 2,37 bilhões, ou 27% mais alto que no primeiro semestre de 2021, quando a prefeitura aportou R$ 1,86 bilhão.

A hora de almoço remunerada (hoje as empresas não pagam pelo período) e a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) são os grandes entraves até o momento.

Como mostrou o Diário do Transporte, no dia 14 de junho de 2022, houve uma greve parcial de ônibus por 15 horas, envolvendo as chamadas “empresas tradicionais” (subsistemas estrutural e de articulação regional), que culminou reajuste de 12,47% nos salários e no ticket-refeição de motoristas e cobradores de ônibus da cidade de São Paulo já retroativo a maio de 2022.

Segundo o SPUrbanuss, sindicato que representa as viações na cidade de São Paulo que operam nestes dois subsistemas que reúnem os ônibus maiores, somente o aumento salarial deve representar uma elevação de R$ 42 milhões por mês no custo de operação dos transportes municipais da capital paulista.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/06/15/reajuste-a-motoristas-e-cobradores-vai-custar-r-42-milhoes-por-mes-e-prefeitura-de-sp-estuda-mais-subsidios-ou-elevacao-de-tarifa/

Em nota ao Diário do Transporte, na última semana, questionada sobre um eventual aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, a prefeitura informou que o intuito da gestão Ricardo Nunes é manter o valor de R$ 4,40 neste ano.

O prefeito Ricardo Nunes continua pessoalmente empenhado na busca de uma solução para evitar o reajuste da tarifa de ônibus, que prejudica a população e pressiona também os índices de inflação, apesar do aumento dos custos do sistema. A gestão municipal optou por não reajustar a tarifa desde o início de 2020, anterior à pandemia, e por absorver o aumento de custos do sistema, como por exemplo diesel, manutenção da frota acima da demanda e gratuidades. O objetivo é não penalizar a população mais vulnerável, que depende dos ônibus para trabalhar, estudar e realizar suas atividades diárias, além de contribuir para não pressionar ainda mais o índice inflacionário.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. João pedro de Lima disse:

    Parabéns presidente noventa e depultado federal pelo trabalho a frente deste sindicato somos nos que conduzir e não somos conduzidos pela ganância da metade da direção que e patronal somos povo

  2. João pedro de Lima disse:

    Trabalhadores merece esta conquista tá sem motivação a categoria estressada precisa do nosso plr e acaba com as monocultura e fazer valer a lei

  3. SANDRO disse:

    E como sempre quem sai prejudicado é o povo que trabalha e tem compromissos, por que os motoristas e cobradores não faz catraca livre? Por que convém mais prejudicar a população!!!

  4. Vânia C Mello disse:

    Bom dia à todos! Meu Deus fica nesse chove não molha! Essas reuniões tem que ter uma única decisão neh? Afinal de contas quem paga sempre é o povo! 😢

  5. Alessandra disse:

    O que eu quero entender é: se a Prefeitura está absorvendo o subsídio para as empresas de transportes, por que ao adquirir vale transporte para nossos funcionários pagamos um valor maior do que é cobrado na catraca com o mesmo discurso que estamos pagando o subsídio das empresas, que a prefeitura não paga.

  6. Rossana disse:

    Gente tenha piedade do povo a outra greve que teve a empresa descontou o dia do meu esposo, nós não estamos podendo perder dinheiro e outra nao temos emprego a qualquer momento a empresa pode mandar embora e outra se aumentar a condução a empresa pode mandar embora tbm a empresa não vai querer paga a mais pro funcionario ir trabalhar ,emprego perto de casa ninguem da oportunidade só emprego de longe,a empresa nao vai querer pagar a condução pro funcionario ,agora nao é hora de greve o que vcs motorista e cobrador estao querendo nem todo mundo tem poxa ,ja nao chega que a enel vai aumentar na segunda sendo que a gente nem tem dinheiro direito pra comer qto mais pagar conta com o salario defazado. O jeito vai ser todo mundo sair pra rua pra brigar contra isso.Fica a dica.

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