Cetesb solicita estudos de impacto ambiental para continuidade de processo de concessão de Licença Prévia de instalação da Linha 20-Rosa do Metrô

Pedido de EIA/RIMA inclui prolongamento da Linha 2 – Verde a partir da Vila Madalena

ALEXANDRE PELEGI

O Metrô de São Paulo deverá realizar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para que a Cetesb – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo possa dar prosseguimento à análise do pedido de Licença Prévia para a implantação da Linha 20-Rosa do Metrô da Lapa, em São Paulo, até o município de Santo André, no ABC paulista, e do prolongamento da Linha 2 – Verde a partir da Vila Madalena.

O EIA/RIMA são instrumentos utilizados para o planejamento ambiental, avaliação de impactos, delimitação de área de influência.

As principais informações do EIA compõem o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).


PARA 2023

O presidente do Metrô, Silvani Alves Pereira, em entrevista coletiva em 10 de fevereiro de 2022, informou ao prefeito de Santo André, que também é presidente do Consórcio Intermunicipal do ABC, que reúne os prefeitos da região, que a linha 20-Rosa do Metrô deve ter o projeto básico licitado somente em 2023.

“A licitação da obra vai depender do desenvolvimento do projeto básico e da disponibilidade dos recursos financeiros na oportunidade. É como subir uma escada, não dá para pular degrau que vai cair. Será um degrau de cada vez, mas com muita fundamentação, muita responsabilidade para não ter esqueleto de obras paradas pelas cidades. Nossa expectativa é para 2023 conseguir licitar o projeto básico. Vai depender desse trabalho para que a gente possa ter obra e também da disponibilidade de recursos, tanto pode ser recurso público quanto recurso privado.” – disse Silvani na ocasião.

Os representantes do Governo do Estado apesentaram o traçado estimado da linha, que pode ter pequenas alterações no desenvolvimento do projeto, segundo Silvani.

A Linha 20-Rosa terá uma extensão aproximada de 33 quilômetros, com 25 estações e dois pátios de manutenção, entre as estações Santa Marina e Santo André, passando também pelas regiões da Lapa, Pinheiros, Faria Lima, Rebouças, Moema, Cursino e São Bernardo do Campo, com conexão direta a diversas linhas de transporte sobre trilhos. Atualmente, o Metrô desenvolve o projeto funcional (primeiro projeto de uma linha) e estudos auxiliares, como Investigação Geotécnica e Sondagens.

É o primeiro projeto de metrô de alta capacidade para a região. A linha 18-Bronze seria apenas um monotrilho, de menor capacidade, que desde 2012 nunca saiu do papel, sendo substituída por um projeto de BRT (Bus Rapid Transit), que tem capacidade e velocidade superiores às de um corredor de ônibus comm. Entretanto, apesar da promessa de início para novembro de 2021, as obras do BRT ainda não começaram.

Como mostrou o Diário do Transporte, o Metrô de São Paulo informou que contratou a elaboração do Financial Advisory, que é o estudo do modelo econômico-financeiro e jurídico para a implantação da Linha 20-Rosa.

A contratação foi feita em 29 de dezembro de 2021. O contrato assinado com o Consórcio Logit-QueirozMaluf-Almeida&Fleury-EGT deverá ser concluído em até nove meses.

Relembre:

Metrô de São Paulo assina contrato para estudo de modelagem financeira para implantar a Linha 20-Rosa

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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