Obra de ligação entre Transnordestina e futuro terminal no Pecém recebe ordem de serviço no Ceará

Trecho ferroviário de 7,5 quilômetros terá investimento de R$ 150 milhões e deverá integrar transporte de cargas ao complexo portuário

ARTHUR FERRARI

Teve início nesta terça-feira (16) a implantação da conexão ferroviária que ligará a Ferrovia Transnordestina à área reservada para o futuro Terminal de Uso Privado (TUP) Nelog, empreendimento planejado pela Nordeste Logística S.A. (Nelog), empresa pertencente ao Grupo CSN, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante (CE).

A execução da obra ficará a cargo da Marquise Infraestrutura, que recebeu a ordem de serviço para construir o trecho ferroviário. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 150 milhões e possui prazo contratual de 15 meses.

Nesta etapa, serão realizados serviços necessários para viabilizar a futura operação ferroviária entre a Transnordestina e o terminal privado. Os trabalhos incluem terraplenagem, drenagem, proteção de taludes e ações de estabilização ambiental ao longo de cerca de 7,5 quilômetros dentro da área do complexo portuário.

A assinatura da ordem de serviço reuniu representantes do Governo do Ceará, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), da Transnordestina Logística S.A. (TLSA), da Nordeste Logística e da Marquise Infraestrutura.

Durante o evento, o diretor-executivo de Infraestrutura e Logística da CSN, Tufi Daher Filho, destacou o avanço das obras associadas à ferrovia e à futura estrutura logística no Pecém.

“Quando retomamos a Transnordestina, em 2023, os lotes 1, 2 e 3 avançavam de forma bastante lenta e os demais trechos ainda dependiam da retomada dos investimentos. Hoje temos os lotes 4, 5, 6, 7, 8 e 11 em execução e avançamos agora para a conexão com o futuro terminal da Nelog, no Pecém. Todos esses trechos vêm sendo executados pela Marquise Infraestrutura, demonstrando capacidade de entrega, compromisso com os prazos e a confiança construída ao longo de um dos mais importantes projetos de infraestrutura logística do País”, afirmou Tufi Daher Filho.

O futuro TUP Nelog deverá ocupar uma área de aproximadamente 84 hectares dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A proposta é permitir que cargas transportadas pela Transnordestina cheguem diretamente ao terminal, fortalecendo a integração entre os sistemas ferroviário, rodoviário e portuário.

Entre os produtos previstos para movimentação pela futura estrutura estão minério de ferro, fertilizantes, grãos agrícolas e carga geral.

A Marquise Infraestrutura já atua em oito lotes da Transnordestina. Segundo a empresa, a nova contratação amplia sua participação nas obras ligadas ao desenvolvimento logístico do Ceará.

A co-CEO do Grupo Marquise, Carla Pontes, afirmou que o empreendimento faz parte da atuação da companhia em projetos de infraestrutura de grande porte. “Para o Grupo Marquise, é motivo de orgulho construir obras que impulsionam o Brasil, o Nordeste e, especialmente, o Ceará. Mais do que grandes obras estruturantes, ajudamos a construir o futuro”, declarou Carla Pontes.

Já o diretor-presidente da Marquise Infraestrutura, Renan Carvalho, ressaltou a experiência da empresa em projetos ligados ao Complexo do Pecém e à própria Transnordestina.

“A Marquise Infraestrutura já participa de diferentes frentes da Transnordestina e conhece a complexidade dos projetos associados ao Complexo do Pecém. Essa nova contratação reflete a confiança construída ao longo de anos de atuação em empreendimentos de grande porte, com cumprimento de cronogramas e execução de obras que ampliam a capacidade logística do Complexo. Estamos preparados para entregar uma infraestrutura estratégica para a logística regional e nacional, apoiados pela experiência acumulada em grandes obras de infraestrutura e pela capacidade de execução e entrega nos prazos que a empresa vem demonstrando ao longo das obras da Transnordestina”, afirmou Renan Carvalho.

A conexão ferroviária faz parte do conjunto de intervenções voltadas à conclusão da Transnordestina e à ampliação da capacidade logística de escoamento de cargas pelo Porto do Pecém, um dos principais polos de infraestrutura do Nordeste.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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