Sinalização com o nome Ultrafarma na estação Saúde do Metrô de São Paulo está em fase de conclusão
Publicado em: 15 de março de 2022
Empresa do ramo farmacêutico vinculou seu nome por meio do programa de naming rights da empresa metroviária
WILLIAN MOREIRA
A empresa do setor farmacêutico Ultrafarma passou a vincular seu nome na estação Saúde da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, que liga os bairros do Tucuruvi até o Jabaquara.
A troca da comunicação visual está em fase de conclusão e compreende não apenas a plataforma, mas totens, placas de identificação da entrada do local, entre outros pontos.
Essa mudança no nome da estação, que passa a se chamar Saúde-Ultrafarma, é fruto das licitações realizadas pela companhia para a concessão do uso de estações por meio do projeto de naming rights, pelo qual é permitido associar a marca de algum produto ou empresa a um local, sendo a segunda a passar por este processo.
O local foi escolhido pela empresa de comercialização de remédios e derivados pelo fato de suas lojas estarem a poucos metros desta estação.
Os naming rights apareceram oficialmente nesta terça-feira (15) com as novas placas de comunicação e sinalização da estação, além do totem nos acessos já portando o nome da rede de farmácias.
Confira imagens da estação com o novo nome:
Segundo o Metrô, a Ultrafarma também estará presente nas mensagens sonoras dos trens ao anunciar a estação, nos mapas da linha e da rede metroferroviária, além do site, mídias sociais e aplicativos do Metrô.
“Essa parceria da Ultrafarma com o Metrô de São Paulo é importante não somente pela ligação da empresa de medicamentos com o nome ‘Saúde’, mas principalmente pela primeira unidade da farmácia ter sido inaugurada ao lado da estação, no ano de 2000, pelo empresário Sidney Oliveira”, detalhou o Metrô, em nota.
A estação Saúde foi inaugurada em 14 de setembro de 1974, sendo parte das primeiras estações de metrô abertas no Brasil. Conta com mais de 6 mil m² de área construída no subterrâneo da Avenida Jabaquara, na zona sul de São Paulo.
NAMING RIGHTS
A pioneira a ter seu nome atrelado a uma marca foi a estação Carrão em novembro do ano passado, que levou o nome do Assaí Atacadista.
A alteração de nomes dos locais no Brasil, tornou-se muito comum com casas de espetáculos e estádios de futebol para a Copa do Mundo de 2014, que tiveram os nomes associados a marcas de patrocinadores e empresas responsáveis pelos empreendimentos.
A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura de São Paulo aprovou a proposta do Metrô no dia 10.
O aceite do projeto foi obtido com sete votos a favor e três abstenções, e era fundamental para a Companhia poder prosseguir com o projeto. Foram analisadas questões como possíveis poluições visuais, mudanças estéticas e urbanísticas das estações e seu entorno, tomando como direção da discussão os fundamentos presentes na Lei Cidade Limpa.
Na justificativa da Companhia do Metropolitano de SP (Metrô) durante reunião em que participou o Diretor Comercial, Cláudio Roberto Ferreira, foi colocado como exemplo a queda notável de receitas da empresa no ano passado devido à pandemia do coronavírus, passando de R$ 2,126 bilhões em 2019 para R$ 957 milhões de receita tarifária em 2020. Ou seja, estes valores foram obtidos apenas com a comercialização e cobrança de bilhetes de embarque para viagem.
Outra intenção é aproximar as grandes marcas do sistema, modelo similar presente nos sistemas metroviários de Nova Iorque, Dubai, Mumbai, Kuala Lumpur, Chicago, Boston e já no Rio de Janeiro, que conta com a estação Botafogo-Coca Cola.
Recentemente, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas –FIPE para realizar estudos técnicos que viabilizem a aplicação de naming rights das estações Vila Olímpia (Linha 9 Esmeralda), Mooca (Linha 10 Turquesa), Luz (Linha 7 Rubi) e Brás (Linha 11 Coral).
Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte





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