Greve em Londrina: CMTU determina que empresas do transporte coletivo retomem operação
Publicado em: 1 de março de 2022
Paralisação começou nesta terça-feira (1º) com rodoviários reclamando de benefícios que não teriam sido pagos
ALEXANDRE PELEGI
A CMTU – Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina, Paraná, divulgou nota na tarde desta terça-feira, 1º de março de 2022, notificando as empresas do transporte coletivo municipal a retomarem a operação dos serviços, interrompidos nesta manhã por uma greve dos trabalhadores.
Como mostrou o Diário do Transporte mais cedo, os funcionários das operadoras do sistema de transporte municipal reclamam que as empresas TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina) e Londrisul não pagaram o incremento no vale-alimentação nem o PPR – Programa de Participação nos Resultados, este em substituição ao anuênio.
Segundo o presidente do Sinttrol – Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina, José Faleiros, as empresas prometeram pagar até essa segunda, 28 de fevereiro. Segundo o sindicalista, o dinheiro que seria depositado viria do pagamento do reequilíbrio contratual da concessão que a prefeitura repassa às empresas de transporte.
Com o não pagamento, os trabalhadores cruzaram os braços, deixando a cidade sem ônibus.
Na nota divulgada hoje a CMTU reafirma que os salários e o vale refeição dos trabalhadores “estão em dia, inclusive com os aumentos concedidos a partir de 1º de janeiro de 2022 (9% no salário, além do acréscimo de R$ 75,00 no ticket)”.
A Companhia informa que os valores pretendidos pela categoria, que culminaram na greve, são: a Participação nos Lucros referente ao ano de 2021 e R$ 50,00 no Ticket refeição, referentes ao período de julho a dezembro de 2021. “Valores, portanto, referentes ao ano passado”, explica a nota da CMTU.
Na segunda-feira (28) a empresa municipal afirma que propôs uma alternativa para atender a reivindicação do sindicato da categoria, “algo que não foi aceito pelas empresas de transporte coletivo”.
Finalizando, a nota reafirma a posição da prefeitura de atuar “com ações concretas para o retorno da operação do serviço”, ressaltando que vem tomando todas as medidas necessárias “para a manutenção do sistema e por consequência dos empregos de centenas de trabalhadores”.
Ao final, a cobrança recai sobre as empresas, que devem garantir a oferta dos serviços à população:
“Neste sentido, a CMTU está notificando as empresas, tendo em vista a essencialidade do transporte público coletivo, para que a operação do serviço seja retomada, visando não afetar os trabalhadores e a população que dependem deste meio de transporte”.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

