História

Vereador pede a prefeito de Santo André restauração, limpeza e segurança do “Monumento ao Cristo Redentor”, na Vila de Paranapiacaba

De acordo com Ricardo Alvarez, estrutura é patrimônio da história do ABC, da religiosidade, arquitetura e dos transportes da região

ADAMO BAZANI

O vereador de Santo André, Ricardo Alvarez, formalizou ao prefeito Paulo Serra pedido para a restauração, limpeza e segurança do “Monumento ao Cristo Redentor”, na Vila de Paranapiacaba.

O ofício foi protocolado na última sessão da Câmara no ano de 2021 e enviado ao chefe do executivo municipal.

De acordo com Ricardo Alvarez, a estrutura é patrimônio da história do ABC, da religiosidade, arquitetura e dos transportes da região.

No pedido, o vereador ainda destaca que o imóvel é tombado pelo patrimônio histórico da cidade.

CONSIDERANDO que a data de construção considerada no tombamento foi de 18 de abril de 1913. O bem é tombado como patrimônio cultural andreense pelo Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André), inscrito no livro de tombo sob número 21, processo 35521/2010-7.

Em 15 de novembro de 2021, o Diário do Transporte publicou reportagem sobre as condições do monumento, que possui uma capela.

A reportagem esteve no local uma semana antes da publicação e constatou cenas de abandono: pichação, vidros quebrados, lixo no interior e no exterior do pequeno templo e falta de segurança, sem nenhuma vigilância foram alguns dos problemas constatados.

Na ocasião, a prefeitura havia informado que o local é de responsabilidade da Mitra Diocesana, da igreja Católica em Santo André.

A Mitra, por sua vez, informou na ocasião que, em meados do ano de 2020, ficou acertado entre Mitra Diocesana e um grupo de empresários a realização de intervenções de manutenções no templo e, por se tratar de um imóvel tombado, se fazia necessária uma autorização do Comdephaapasa para a realização de intervenções de manutenção necessárias no Monumento. A reforma não teria ocorrido, segundo a Mitra, por causa da pandemia de covid-19.

Ônibus metropolitano para em frente a acesso ao monumento, que teria potencial turístico se não fosse o estado atual

Como mostrou ainda o Diário do Transporte, além da história da religião, o monumento revela a história da mobilidade, tanto pelos trens da Vila de Paranapiacaba, como pelos ônibus.

A pequena capela, voltada para a ferrovia, mas que pode ser vista por quem passa de carro, ônibus, caminhão ou moto ao lado, proporcionava a realização de batizados, orações e até casamentos.

Ferroviários e motoristas de ônibus costumavam fazer o sinal da cruz ao passarem pelo local pedindo proteção em seus trabalhos.

Tanto é que, mesmo não sendo a denominação oficial, alguns chamavam o local de Bom Jesus dos Viajantes, sendo que na verdade, é a igreja na parte alta da Vila de Paranapiacaba, cerca de 5 km depois do monumento, que tem o nome de Paróquia Senhor Bom Jesus de Paranapiacaba.

Relembre a reportagem:

https://diariodotransporte.com.br/2021/11/15/monumento-ao-cristo-redentor-uma-parte-da-historia-dos-transportes-abandonada-em-santo-andre/

Veja o pedido na íntegra:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Roberto Szabadi disse:

    Vale ressaltar que este monumento não fica bem em Paranapiacaba e sim no acesso da estação de Campo Grande e também no acesso a parte baixa de Paranapiacaba. Mas a iniciativa do vereador é muito bem vinda, já que o prefeito de Santo André é bem acessível.

  2. luiz disse:

    Um local que poderia ser extremamente “BEM” explorado turisticamente, gerando emprego e renda… Se tivessem competência..se fosse um país sério….

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