ÁUDIO: Expansão do monotrilho até Cidade Tiradentes será contratada em janeiro de 2022, promete Governo do Estado

Aglomeração na entrega da Estação Jardim Colonial

Após contratação, obras devem demorar 36 meses; estação Jardim Colonial, inaugurada nesta quarta-feira (29) só deve ter funcionamento integral a partir de fevereiro de 2022

ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA

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O governador em exercício de São Paulo, Rodrigo Garcia, prometeu que a expansão do monotrilho da linha 15-Prata até a Cidade Tiradentes, no extremo leste da capital paulista, será contratada em janeiro de 2022.

A promessa foi feita durante entrega da estação Jardim Colonial na manhã desta quarta-feira, 29 de dezembro de 2021. A nova parada vai funcionar com a cobrança de tarifa das 10h às 15h, com aumento de horário gradativo em janeiro e a previsão de operação em horário integral em fevereiro.

Sobre a expansão da linha 15, com mais duas estações, para a região da Jacu Pêssego, Garcia disse que a previsão é de que as obras demorem de 24 meses a 36 meses depois da assinatura da contratação.

Já sobre o outro extremo da linha, até a região do Ipiranga, segundo Garcia, as obras devem demorar mais. A contratação de Vila Prudente ao Ipiranga será contratada ainda ao longo do primeiro semestre de 2022.

De acordo com o vice-governador e governador em exercício, entre o Jardim Colonial e a Jacu Pêssego há menos desapropriações previstas, um dos motivos de a perspectiva para este trecho ser entregue antes.

AJUSTES AINDA PODEM OCORRER

A inauguração da estação Jardim Colonial foi marcada por mais uma paralisação do monotrilho.

Às 4h57, ou seja, 17 minutos depois de o sistema de trens de média capacidade começarem a circular, a operação foi paralisada.

O motivo, de acordo com a companhia de Metrô, que gerencia o monotrilho, foi uma falha no sistema de controle de trens da estação Vila Prudente à estação São Mateus, ou seja, todo o trecho comercial da linha.

Mais uma vez os usuários da linha 15-Prata precisaram ser acudidos pelos ônibus da operação PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência).

Na inauguração, o presidente da Companhia do Metrô, Silvani Alves Pereira, nos primeiros dias de funcionamento da nova estação, mais ajustes podem ocorrer.

“Neste período, para ajustar o sistema de comunicação dos trens com a via, como aconteceu hoje de manhã, nós teremos momentos de ajustes deste sistema, que deve ocorrer até o final do mês. Nosso trabalho é para que em fevereiro, não temos o dia ainda, esta operação ocorra de forma integral, ou seja, das 4h40 à meia-noite” – disse Silvani que ainda acrescentou que os custos com os ônibus da operação PAESE (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência) são bancados pelo consórcio que implantou o monotrilho na região.

A ESTAÇÃO JARDIM COLONIAL:

Com a inauguração, é adicionado mais 1,7 quilômetro de metrô na linha 15, além de um ganho de 1600 metros de ciclovia que percorre a avenida logo abaixo das estruturas do monotrilho.

A estação conta com nove escadas rolantes, quatro elevadores, 218 m² aproximadamente de área verde nas lajes, promovendo o aproveitamento de áreas onde seriam apenas concreto e criando um espaço com plantas que favorecem um menor aquecimento do interior em dias de clima mais quente e um total de 4,5 mil m² de área construída.

O processo arquitetônico acompanhou as características já presentes nas demais estações da linha, com plataforma central, portas de plataforma para evitar acidentes e quedas de objetos, com acesso de embarque e desembarque nos dois lados da avenida, contando com acessibilidade por meio de rampas, piso podotátil, sinalização adequada e elevadores.

Além disto estão sendo construídos mais 560 metros de linha após a estação para transformar em uma área de manobras e troca de via, inclusive com a instalação de um deck switch.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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