Bragança Paulista altera data de licitação para contratação de estudo de reformulação do transporte coletivo

Atual concessionária iniciou operação com frota reduzida devido à pandemia. Foto: Matheus Augusto Balthazar / Ônibus Brasil

Empresa deverá elaborar proposta de reformulação do transporte municipal, considerando a nova realidade da demanda após a pandemia da covid 19; ônibus perderam 62% de passageiros na pandemia

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de Bragança Paulista, no interior do estado de SP, alterou a data da Tomada de Preços que definirá a contratação de estudo de reformulação do transporte coletivo para o período pós-pandemia.

A data anteriormente marcada para 13 de dezembro passou para 14 de dezembro de 2021.

O aviso de alteração foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira, 26 de novembro de 2021.


A empresa especializada , além de avaliar os serviços de transporte público coletivo, fará a elaboração de proposta de reformulação do sistema, considerando a nova realidade de demanda existente e projetada após a pandemia da covid 19.

Os detalhes para participação podem ser obtidos no site da prefeitura: http://www.braganca.sp.gov.br/

Bragança, assim como praticamente todas as cidades do país, enfrenta um quadro difícil diante da forte queda do número de passageiros provocada pelas restrições impostas no período de pandemia.

Pelos dados citados pela prefeitura no Termo de Referência da Tomada de Preços, a queda de passageiros nos ônibus foi significativa após o início do período de pandemia de Covid-19.

Se antes da pandemia os ônibus municipais transportavam 700.887 passageiros, em julho deste ano este número despencou para 264.745, uma perda de 436.142 passageiros (62%).

Rodando com uma frota superior à demanda para garantir o afastamento entre as pessoas e reduzir o risco de contágio, as empresas operadoras amargaram prejuízos cumulativos de março de 2020 até hoje.

Em Bragança, a atual concessionária JTP Transportes enfrentou uma greve de seus trabalhadores em março deste ano.

O motivo do protesto foi o atraso no pagamento do vale-salarial e residuais.

A JTP informou à época que enfrentava dificuldades por causa da queda de demanda em decorrência da covid-19, quadro que é verificado em quase todos os sistemas de ônibus, trens e metrôs pelo País.

Atualmente Bragança possui em operação 42 linhas, sendo 29 urbanas, 11 linhas rurais e apenas duas circulares.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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