Receita da Marcopolo cai 9,4% no terceiro trimestre e produção fica 50,6% menor no Brasil

No exterior, houve crescimento de 94,4% na produção da marca; Participação no mercado brasileiro caiu, indo de 34,5% no terceiro trimestre de 2021 contra 55,7% no terceiro trimestre de 2020

ADAMO BAZANI

Colaborou Jessica Marques

A Receita Líquida da Marcopolo foi de R$ 757,6 milhões no terceiro trimestre de 2021, o que representa queda de 9,4% em comparação com o mesmo período de 2020, quando foram apurados R$ 836,5 milhões.

Somente no Brasil, a receita líquida da fabricante de carrocerias de ônibus e VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) caiu 21,7% com R$ 480,4 milhões no terceiro trimestre de 2020 e R$ 376 milhões em 2021.

A receita de exportação no Brasil caiu 49,6% no terceiro trimestre de 2021 (R$ 96,9 milhões) e a receita no exterior teve crescimento de 73,6% (R$ 284,7 milhões).

Os dados fazem parte do Balanço Trimestral da Marcopolo divulgado nesta quarta-feira, 03 de novembro de 2021, a investidores.

A produção consolidada da Marcopolo foi de 2.210 unidades no terceiro trimestre de 2021. No Brasil, a produção atingiu 1.514 unidades, 50,6% inferior à ao período de 2020, enquanto no exterior a produção foi de 696, 94,4% superior às unidades produzidas no mesmo período do ano anterior.

No comunicado ao mercado, a Marcopolo cita a ausência de produção para o programa de ônibus escolares do Governo Federal (Caminho da Escola) e as férias coletivas aos trabalhadores de Caxias do Sul (RS) e São Mateus (ES).

A queda na produção no 3T21 na comparação com o 3T20 é explicada pela concessão de férias coletivas nas unidades da Companhia localizadas no Brasil, com duração de 20 dias nas plantas de Caxias do Sul (RS) e 30 dias em São Mateus (ES). Os volumes também foram afetados pela ausência de produção voltada ao programa federal Caminho da Escola. O destaque do trimestre foi o incremento de volumes produzidos nas operações internacionais.

A participação de mercado da Marcopolo na produção brasileira de carrocerias caiu, indo de 34,5% no terceiro trimestre de 2021 contra 55,7% no terceiro trimestre de 2020.

No comunicado, a fabricante diz esperar um quatro trimestre melhor.

A Companhia projeta um 4T21 de inflexão positiva de volumes, reflexo das vendas realizadas em um período de queda consistente de contágios e reabertura das cidades, incluindo o turismo, viagens mais longas, o trabalho presencial e as aulas em escolas e universidades. Rodoviários pesados voltam a aparecer na carteira de pedidos em volumes maiores, com vendas estimuladas pelo sucesso do lançamento da Geração 8, e os volumes do Caminho da Escola garantem produção saudável de micros e Volares nas plantas localizadas no Brasil. As exportações também mostram recuperação, com fechamento de pedidos importantes direcionados ao Chile e aos mercados africanos

VEJA A APRESENTAÇÃO COMPLETA

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Jessica Marques

 

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