Greve de ônibus em Teresina (PI) chega ao quinto dia

Categoria cobra o pagamento de salários atrasados e a assinatura da convenção coletiva de trabalho

WILLIAN MOREIRA

Completa cinco dias nesta segunda-feira, 1º de novembro de 2021, a greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Teresina, estado do Piauí, ainda sem previsão de ser encerrada.

Os rodoviários cobram o pagamento de direitos trabalhistas e salários em atraso, além da assinatura da convenção coletiva de trabalho.

A Strans emitiu uma ordem de serviço em que no horário de pico da manhã e tarde devem ter nas ruas 140 ônibus e 60 veículos nos demais horários.

Essa ordem toma como base uma decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para que seja mantida uma frota de 70% durante o período em que durar o movimento grevista.

SINDICATO DAS EMPRESAS AFIRMA JÁ TER INICIADO O PAGAMENTO

O SETUT (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina) alega que já iniciou o pagamento das folhas que estavam atrasadas e que a assinatura do acordo será debatida em janeiro de 2022.

O sindicato das empresas, em nota enviada ao Diário do Transporte, disse também que o setor na cidade vem enfrentando dificuldades e que o impasse atual prejudica o passageiro.

Leia abaixo a nota, na íntegra:

“Teresina tem enfrentado dificuldades no setor de transporte público e o impasse tem comprometido a prestação de serviços efetiva aos passageiros de ônibus da capital, principais prejudicados com a situação. O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) informa que tem realizado regularmente o cumprimento do acordo feito com a Prefeitura de Teresina, incluindo as questões trabalhistas com os motoristas e cobradores de ônibus.

As empresas já efetivaram na semana passada o pagamento do acordo realizado em Jan/21 entre Prefeitura e Sintetro, no valor de R$ 720 mil, como também já iniciou o pagamento das folhas que estavam em atraso. A frota da ordem de serviço acordada com o ente municipal tem sido cumprida e foi toda colocada à disposição dos passageiros do transporte coletivo de Teresina. Dessa forma, a entidade não vê quaisquer motivos para uma possível paralisação dos serviços, por parte dos trabalhadores.

O Setut reforça que a possibilidade de assinatura da Convenção Coletiva com os trabalhadores deve ser discutida em janeiro de 2022, conforme data base, determinada por lei. Naiara Moraes, consultora jurídica do Sindicato, destaca que o setor está focado em reerguer o sistema de transporte público.

O setor de transporte público de Teresina, infelizmente até o momento, só conseguiu alcançar 28% do passageiro transportado antes do início da Pandemia. Anteriormente, a quantidade de passageiros era cerca de 200 mil e atualmente ainda estão em 60 mil usuários efetivos.”

Como mostrou o Diário do Transporte, a prefeitura decretou na quinta (28) estado de calamidade no transporte em razão da greve, citando o descumprimento de termos dos acordos pelas empresas de ônibus e autorizando a contratação de outras empresas de transporte.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2021/10/28/teresina-decreta-calamidade-no-transporte-publico-e-autoriza-contratacao-de-novas-empresas-de-forma-emergencial/

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Valter Neto disse:

    Estou acompanhando o drama dos moradores de Teresina PI que precisam trabalhar, ir à hospitais, ir para escolas , se locomoverem e que estão sem ônibus algum. No Bairro Vale do Gavião, por exemplo, onde o transporte público já era precário, agora ele simplesmente não existe.
    Os transportes por aplicativos triplicaram seus valores de corridas e taxistas determinam o valor previamente independente do que estiver marcando no taxímetro. Os trabalhadores que recebem até R$1.400,00/mês já estão gastando metade do salário só com transportes alternativos.
    E a Prefeitura? O que está fazendo?

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