Metrô de SP aplica nova multa de R$ 3,2 milhões a consórcio da Linha 17-ouro responsável por construções de estações

Estação Chucri Zaidan. Divulgação Metrô de SP

Companhia rescinde aditivo assinado em junho de 2020, que previa retomada das obras, com definição de novos prazos e majoração de valor. Esta é a segunda sanção ao consórcio no prazo de um mês, somando agora R$ 5,1 milhões      

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia do Metrô de São Paulo publicou neste sábado, 30 de outubro de 2021, a decisão de aplicação das sanções de multa no valor de R$ 3,2 milhões (R$ 3.226.216,75) decorrente ao descumprimento do aditivo de contrato firmado com o Consórcio TIDP Linha 17-Ouro.

A multa alcança, portanto, as empresas componentes do Consórcio, a TIISA-Infraestrutura e Investimentos S/A, em recuperação judicial, líder do Consórcio, e a DP Barros-Pavimentação e Construção Ltda.

Além da multa, o Metrô comunica ainda o rompimento do contrato com as empresas, “em razão de lentidão injustificada e inexecução parcial do contrato”.

O contrato original, após concorrência realizada em abril de 2013, determinava ao Consórcio a obrigação de executar as obras civis de sete estações (com exceção da Morumbi), com a colocação da cobertura e passarelas de acesso, dentre outros serviços como comunicação visual e paisagismo.

A Linha 17-Ouro deveria ter sido entregue em 2014, agregada à realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil.

Posteriormente os prazos foram seguidamente alterados, com a previsão de que a Linha seria entregue em 2022. O Relatório Integrado de 2020 do Metrô, no entanto, definiu que a Linha será entregue em abril de 2023, dia que marca o início da operação.

Como mostrou o Diário do Transporte, no Diário Oficial do Estado de 28 de setembro de 2021, portanto há exato um mês, o Metrô informou oficialmente a aplicação das sanções de multa no valor de R$ 1,9 milhão (R$ 1.900.591,32) ao Consórcio TIDP Linha 17-Ouro, além da rescisão do contrato (nº 4170221301). Relembre:

Metrô de SP rompe contrato e aplica multa de quase R$ 2 milhões a consórcio da Linha 17-ouro responsável por construções de estações

Na edição de hoje do Diário Oficial, o Metrô comunica a rescisão unilateral e a multa referente ao termo aditivo ao contrato (nº 4170221303), assinado em junho de 2020. Este foi o oitavo aditivo.

Por este termo, caberia ao Consórcio concluir a obra bruta em sete estações (com exceção da Morumbi), com a colocação da cobertura e passarelas de acesso, dentre outros serviços. Ou seja, a conclusão das obras que se arrastavam há anos.

O aditivo majorou o valor do contrato em quase R$ 5 milhões, passando seu total de R$ 73,7 milhões para R$ 78.6 milhões.

O prazo de conclusão das obras ficou marcado para 12 de dezembro de 2020, e a vigência do contrato para 10 de abril de 2021.

Como houve “lentidão injustificada e inexecução parcial do contrato”, a decisão da Companhia foi a rescisão e a aplicação de sanções de multa de R$ 3,2 milhões.

Com as duas penalidades, as multas impostas ao Consórcio TIDP Linha 17-Ouro (em recuperação judicial) somam cerca de R$ 5,1 milhões.


NOVA EMPRESA PASSOU A TOCAR AS OBRAS

A Companhia de Metrô de São Paulo, no dia 11 de setembro de 2019, informou que selecionara a Constran Internacional Construções S.A. para concluir as obras de estações do monotrilho da linha 17 – Ouro, previsto para servir uma parte da zona Sul da cidade de São Paulo.

O contrato envolve as obras civis remanescentes, acabamento, paisagismo, comunicação visual, instalações hidráulicas, implantação de ciclovia, recapeamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho e fabricação e lançamento das vigas que vão sustentar os trens leves que circulam com pneus.

As estações contempladas são: Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e o pátio Água Espraiada.

A Constran também deverá erguer um centro comunitário e esportivo na região.

O prazo de vigência contratual é de 36 meses.

CONCESSÃO DA LINHA

O Contrato de Concessão da Linha 17-Ouro foi assinado em 05 de abril de 2018, possibilitando a Concessão Onerosa da Prestação do Serviço Público de Transporte de Passageiros em conjunto com a Linha 5-Lilás.

A vigência da concessão é de 20 anos, com valor estimado do contrato de R$ 10.869.869.395,90.

O ConsórcioViaMobilidade apresentou o maior lance de outorga para assumir as operações da linha 5 Lilás e 17 Ouro de monotrilho, ambas que atendem majoritariamente a zona Sul da Capital Paulista.

O ConsórcioViaMobilidade é liderado pela CCR, que tem participação majoritária na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo e em outros empreendimentos ligados a transporte público e rodovias por todo o País e da RuasInvest, ligado a empresas de ônibus da Capital Paulista.

IMPLANTAÇÃO DA VIA

Em setembro deste ano, o Governo de São Paulo retomou a construção da via da Linha 17-Ouro de monotrilho. Na quarta-feira, 15 de setembro de 201, foi feito o lançamento da primeira viga-guia da Linha 17-Ouro no trecho da Marginal Pinheiros, em construção pelo Metrô.

A ação, portanto, marcou a retomada da implementação da via por onde vão passar os trens do monotrilho que vai ligar o Aeroporto de Congonhas à rede de transporte sobre trilhos.

“As obras da Linha 17 fazem parte do programa Pró SP, que lançamos hoje, e que concentra todos os esforços de investimentos do governo para a retomada econômica do estado no pós-pandemia. São R$ 47,5 bilhões em recursos até 2022 em mais de oito mil obras”, afirmou o vice-governador Rodrigo Garcia, na ocasião. rELEMBRE:

Governo de São Paulo retoma construção da via da Linha 17-Ouro de monotrilho


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Verismar disse:

    Vcs jornalistas deveriam saber mais um pouco do que acontece nessas obras , o quanto os funcionários e ex funcionários são humilhados

  2. Alex de jesus Souza disse:

    Bom dia pra todos vcs parabéns pela iniciativa quero um vaga de emprego só ajudante geral eu Alex lade Juazeiro da Bahia mouro em Mauá

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