Metrô de SP rompe contrato e aplica multa de quase R$ 2 milhões a consórcio da Linha 17-ouro responsável por construções de estações

Futura estação Campo Belo da Linha 17-Ouro no final de 2020. Foto: Diário do Transporte

Consórcio TIDP era responsável por sete das oito estações do monotrilho; em junho de 2020, Companhia chegou a fazer acordo para conclusão de obras

ALEXANDRE PELEGI

Em comunicado publicado na edição do Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 28 de setembro de 2021, a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô informa oficialmente a aplicação das sanções de multa no valor de R$ 1,9 milhão (R$ 1.900.591,32) ao Consórcio TIDP Linha 17-Ouro.

A multa alcança, portanto, as empresas componentes do Consórcio, a TIISA-Infraestrutura e Investimentos S/A, em recuperação judicial, líder do Consórcio, e a DP Barros-Pavimentação e Construção Ltda.

Além da multa, o Metrô comunica ainda o rompimento do contrato com as empresas, “em razão do não cumprimento de cláusulas contratuais e prazos, lentidão injustificada e inexecução dos serviços”.


Em junho de 2020 o Metrô e o consórcio TIDP, a quem cabia as obras de sete das oito estações do monotrilho, assinaram um aditivo (o oitavo) ao Contrato para a execução de obras pendentes. Caberia ao Consórcio concluir a obra bruta em sete estações (com exceção da Morumbi), com a colocação da cobertura e passarelas de acesso, dentre outros serviços.

O aditivo majorou o valor do contrato em quase R$ 5 milhões, passando seu total de R$ 73,7 milhões para R$ 78.6 milhões.

O prazo de conclusão das obras ficou marcado para 12 de dezembro de 2020, e a vigência do contrato para 10 de abril de 2021.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

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  1. Maíra disse:

    Ou seja, o aditivo foi de 5 milhões, não fizeram nada e a multa foi de 1,9 milhões. E os outros 3,1 milhões?

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