CCR assume parte da Riopar no VLT Carioca e passa a deter 87,15% da concessão

Demais acionistas continuam

ADAMO BAZANI

A CCR aumenta ainda mais sua participação na concessão do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) do Rio de Janeiro, que já era majoritária.

Em comunicado emitido ao mercado nesta sexta-feira, 22 de outubro de 2021, o grupo informou que assumiu a parte que era da Riopar Participações S.A., passando, com isso a deter 87,15%. Antes da transação, a CCR já detinha 80,82%.

Como explica o comunicado, a Riopar tinha 6,33% da concessão do VLT Rio, que é de 25 anos.

O negócio se deu pela CIIS (Companhia de Investimentos em Infraestrutura e Serviços S.A.), braço da CCR.

A CCR S.A. (“Companhia” ou “CCR”) (B3: CCRO3; Bloomberg: CCRO3 BZ; Reuters: CCRO3.SA), em observância a Resolução CVM n.º 44, informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que, nesta data, a Companhia e a sua controlada Companhia de Investimentos em Infraestrutura e Serviços S.A. (“CIIS”) de um lado e, de outro, a Riopar Participações S.A. (“Riopar”) celebraram instrumentos contratuais, sujeitos à verificação de determinadas condições suspensivas, prevendo a exoneração de certas obrigações, outorga recíproca de quitações, a transferência à CIIS da totalidade das ações detidas pela Riopar na Concessionária do VLT Carioca S.A. (“Concessionária” ou “VLT Carioca”), equivalente a 6,33% de seu capital social, bem como a cessão à CCR da totalidade dos direitos creditórios detidos pela Riopar em face da Concessionária, relativos aos mútuos concedidos pelas acionistas do VLT Carioca para financiar a operação da Concessionária (“Transação”). A CIIS hoje é titular de 80,82% do capital social da Concessionária e, com a consumação da Transação passará a deter 87,15% do capital social – diz trecho do comunicado.

As demais acionistas atuais não mudam.

O monotrilho da linha 15-Prata de São Paulo ainda não foi assumido pelo grupo por determinação judicial e o monotrilho da linha 17 ainda não está pronto, apesar das obras desde 2010/11.  Nestes empreendimentos em São Paulo, é sócio minoritário da CCR o Grupo RuasInvest, liderado pela família Ruas que controla parte da frota dos ônibus municipais da capital paulista e possui empreendimentos como a Otima (mobiliário urbano), Banco Luso Brasileiro, as empresas de ônibus rodoviários Ultra e Rápido Brasil, que ligam a capital ao litoral paulista, e as fabricantes de carrocerias de ônibus Caio (urbanos) e Busscar (rodoviários).

A CCR ainda lidera o Consórcio Via Mobilidade 8 e 9, que em 20 de abril de 2021, arrematou a concessão por 30 anos, com um lance de R$ 980 milhões, das linhas 8 e 9 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O sócio neste empreendimento é também a RuasInvest.

A CCR ainda participa na área de mobilidade nas Barcas do Estado do Rio de Janeiro (CCR Barcas), no VLT Veículo Leve sobre Trilhos na cidade do Rio de Janeiro (VLT Carioca), no Metrô da Bahia e na empresa de tecnologia Quicko, já presente, por exemplo, na região metropolitana de São Paulo e na cidade do Rio de Janeiro. Na capital paulista, a Quicko, entre outros serviços, oferece a possibilidade de recarga do Bilhete Único dos ônibus de São Paulo, que também é aceito no sistema de trilhos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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