Fretadores independentes e ônibus à serviço da Buser interditam parte da MG-10 em protesto para pressionar Zema a vetar regulamentação do setor

ALMG aprovou projeto que proíbe que fretados atuem com venda de passagens individuais igual empresas de linhas regulares; Aplicativos chamam esta prática de “rateio”

ADAMO BAZANI

Quem precisa passar pela MG-010, conhecida como “Linha Verde”, na região da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, encontra dificuldades na manhã desta quarta-feira, 15 de setembro de 2021.

Donos de ônibus fretados que trabalham de forma independente e também fretadores que atuam com aplicativos como do Buser bloqueiam a pista marginal, no sentido Avenida Cristiano Machado.

Estes empresários e o aplicativo querem pressionar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, a vetar um projeto de lei aprovado em duas votações na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) que regulamenta o setor.

O PL 1.155/15, do deputado Alencar da Silveira Jr. (PDT), impede o fretamento para viagem intermunicipal intermediada por terceiros que comercializem lugares de forma fracionada/ individualizada por passageiro e com característica de transporte público, como fazem os aplicativos de ônibus.

O chamado circuito aberto, com a venda de passagens de forma individual, fica proibido para as empresas de ônibus de fretamento. Os aplicativos, porém, chamam esta prática de rateio.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/08/31/deputados-de-minas-gerais-aprovam-em-2a-votacao-pl-que-proibe-aplicativos-de-onibus-como-buser-no-estado/

O comboio de ônibus deve seguir por volta das 08h30 na direção da Assembleia.

O motorista deve ficar atento a impactos no trânsito gerados pela manifestação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. João Luis Garcia disse:

    Esse pessoal não aceita a decisão da ALMG e agora quer através da baderna e do desrespeito as leís pressionar o executivo para o veto ao projeto de Leí que foi aprovado pela ( Assembleia Legislativa de Minas Gerais) em duas ocasiões.
    Protestar sim, mas não atrapalhando o munícipe que tem que se locomover.

  2. DeSouza disse:

    Em tempo de “PAY-PER-VIEW” e “PAY-PER-USE” essa limitação pela Assembléia Legislativa mineira mostra apenas que os senhores políticos se acomodaram em seus mandatos e parecem viver nos tempos dos coronéis. A quem protegem? Ao povo que quer preços módicos nos transportes, ou a elite transportadora que comanda a planilha e impõe seus preços? Tristes trópicos ….

    1. Luiz Antonio disse:

      A quem você acha que eles protegem? Adivinha? Só para você ter um exemplo, o atual presidente do senado é sócio de duas empresas de ônibus (Viação Real Ltda e Auto Ônibus Santa Rita). Então basta somar um mais um e se descobre por que a ALMG é contra esse tipo de iniciativa.

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