Aluguel de ônibus para o BRT-Rio deve incluir combustível e garagem, diz gestão Paes

BRT Lotado no Rio de Janeiro - Yan Marcelo/@yanzitx

Em resposta ao Diário do Transporte, prefeitura diz que ainda são realizados testes e contrato ainda não foi celebrado

ADAMO BAZANI

O aluguel de ônibus que eram usados no transporte municipal escolar para reforçar as operações do BRT do Rio de Janeiro deve contemplar não apenas os veículos, mas combustível e a mão de obra dos motoristas.

A informação é da prefeitura, por meio do BRT Rio, em resposta ao Diário do Transporte nesta segunda-feira, 16 de agosto de 2021.

A reportagem revelou que aproximadamente 30 coletivos comuns, sem articulação e de motor dianteiro, devem ser locados para ampliar a capacidade de transportes do sistema.

Um dos estudos é criar dois serviços de reforço com estes veículos.

– Campo Grande a Santa Cruz

– Paciência a Barra da Tijuca

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/08/13/prefeitura-do-rio-de-janeiro-deve-alugar-30-onibus-para-reforcar-brt-em-setembro/

A reportagem mostrou ainda que ao menos um ônibus fez testes em parte do sistema de BRT para avaliar como ficou a implantação de portas do lado esquerdo do ônibus, na altura das plataformas, para se adequar ao sistema de corredores e estações.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/08/13/onibus-da-frota-de-30-coletivos-que-serao-alugados-parar-reforcar-brt-rio-faz-testes-no-terminal-alvorada/

O Diário do Transporte apurou que a estimativa do valor do aluguel é de R$ 1,056 milhão ao mês, com início em setembro de 2021.

O número não é definitivo.

Na mesma nota, a prefeitura, por meio do BRT, informou que o contrato de aluguel ainda não foi assinado, mas que se passarem nos testes, os ônibus não vão desfalcar o transporte escolar.

A prefeitura do Rio, por meio do BRT Rio, informa que realiza testes operacionais com um ônibus de piso alto que não mais integra a frota que atende ao transporte escolar.

Informamos também que não se trata de empréstimo. Se os testes forem bem sucedidos, o BRT Rio irá contratar e pagar por esses ônibus, que passarão a integrar o sistema, de forma independente da frota que atende ao transporte escolar, cujo contrato é da Secretaria Municipal de Educação.

Em ambos os casos, o aluguel se dá por ônibus efetivamente em operação, incluindo motorista, combustível e garagem.

Por ser fase de testes, não foi celebrado contrato. Também não temos estimativa de veículos a serem contratados e a data para início dessa operação. Mais detalhes desse projeto serão divulgados no momento oportuno.

O BRT-Rio está sob intervenção da prefeitura, cuja primeira fase deve terminar em setembro de 2021.

A gestão quer realizar uma licitação para conceder a operação dos serviços novamente à iniciativa privada.

Estão sendo estudadas modelagens possíveis para a concessão, como criar contratos diferentes para a operação dos ônibus, para infraestrutura e para tecnologia de gestão e monitoramento do sistema.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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