Terreno da sede do sindicato dos metroviários de SP é arrematado por R$ 14,4 milhões

Metroviários protestaram em frente à sede da empresa, e se revoltaram com o resultado do leilão

Em protesto realizado em frente à sede do Metrô, representantes sindicais criticam postura do Governo Doria

ALEXANDRE PELEGI

Em protesto realizado em frente à sede da Companhia do Metrô de São Paulo na manhã desta sexta-feira, 28 de maio de 2021, representantes do Sindicato dos Metroviários questionaram a postura do governo João Doria de leiloar o terreno onde se localiza a sede da entidade.

Em vídeo transmitido pelo Facebook do sindicato, os líderes do movimento informaram que o terreno localizado à Rua Serra do Japi havia sido arrematado por R$ 14,4 milhões, após um primeiro lance de R$ 9 milhões.

Em nota encaminhada agora à tarde  ao Diário do Transporte a Companhia do Metropolitano de SP confirmou a informação, afirmando que “a área de propriedade do Metrô, que estava cedida gratuitamente ao Sindicato dos Metroviários, recebeu nesta sexta-feira (28) proposta de compra no valor de R$ 14,4 milhões”.

O lance final foi arrematado pela licitante denominada UNI 28 SPE Ltda, representada por Juliana Gomes Rocha Bouvier, arquiteta Coordenadora de Ciência Urbana e Novos Negócios na Porte Engenharia e Urbanismo.

Ainda segundo a nota, a estatal paulista diz que as ofertas recebidas no leilão “são públicas e estão divulgadas no site do Metrô. O procedimento de venda continuará, com a análise da documentação do melhor proponente para confirmar a negociação”.

Veja ao final da matéria a Ata Pública do Leilão.

A sede do Sindicato dos Metroviários de SP, inaugurada em dezembro de 1990, foi construída com recursos da própria categoria.

De acordo com os metroviários, o local tem quadra poliesportiva, estúdio musical, salas e área de lazer.

Como mostrou o Diário do Transporte, a Companhia do Metrô de São Paulo lançou três avisos de licitação de alienação “Ad Corpus” de áreas remanescentes, com editais liberados no dia 27 de abril de 2021. Dentre eles, estão duas áreas que correspondem aos locais onde funcionam a sede da entidade sindical e a área de lazer da entidade, Rua Serra do Japi, nº 31, Mello Freire. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2021/05/10/deputado-questiona-stm-sobre-motivos-que-levaram-metro-de-sp-a-licitar-terreno-onde-fica-sede-do-sindicato-dos-metroviarios/

As propostas comerciais foram entregues nesta sexta-feira, 28 de maio de 2021.

O Metrô notificou o Sindicato para que desocupasse o imóvel em 60 dias, segundo a entidade fundamentado em “cláusula nula”, o que levará a uma ação junto ao Poder Judiciário contra a “medida arbitrária”.

Na nota enviada ao Diário do Transporte, a Companhia do Metropolitano afirma que a venda “faz parte de uma série de medidas administrativas do Metrô para otimizar o uso de seus edifícios e terrenos, considerando atual situação econômico-financeira da Companhia, que vem registrando prejuízo”.

E finaliza: “O Sindicato dos Metroviários foi avisado previamente da venda, possibilitando o planejamento para a desocupação do local”.

No protesto realizado nesta manhã, os metroviários estavam revoltados após a notícia do desenlace do leilão, e prometiam lutar com “pedra pau e bomba”.

NOTA DO METRÔ

A área de propriedade do Metrô, que estava cedida gratuitamente ao Sindicato dos Metroviários, recebeu nesta sexta-feira (28) proposta de compra no valor de R$ 14,4 milhões. As ofertas recebidas hoje são públicas e estão divulgadas no site do Metrô. O procedimento de venda continuará, com a análise da documentação do melhor proponente para confirmar a negociação.

Essa venda faz parte de uma série de medidas administrativas do Metrô para otimizar o uso de seus edifícios e terrenos, considerando atual situação econômico-financeira da Companhia, que vem registrando prejuízo.

O Sindicato dos Metroviários foi avisado previamente da venda, possibilitando o planejamento para a desocupação do local.

att.

Departamento de Imprensa do Metrô



Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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