Eletromobilidade

Fábrica de ônibus elétricos da Alstom interromperá produção, afirma imprensa internacional

Foto: Alstom / divulgação

Aptis, primeiro ônibus movido a eletricidade produzido pela empresa, deixará de ser fabricado por “falta de encomendas” e “forte concorrência”

ALEXANDRE PELEGI

O Alstom Aptis, primeiro ônibus movido a eletricidade produzido pela Alstom e lançado em 2018, deixará de ser produzido.

A informação tem sido divulgada em jornais internacionais, como o francês Le Figaro.

O ônibus é produzido na cidade francesa de Hangenbieten (Bas-Rhin), cuja linha de produção tem 141 trabalhadores.

A direção da Alstom alega como motivo a falta de encomendas, e espera encontrar um comprador para a planta.

Para paralisar a produção, foi anunciado a criação de um plano de proteção ao emprego (PSE) para diminuir o impacto social da decisão.

Como informa o portal Sustainable Bus, a fábrica tem produzido muito pouco – até o final de 2020 apenas 37 unidades foram entregues, sendo que alguns dos veículos registraram alguma falha.

Com o fraco número de encomendas recebidas, e num mercado cada vez mais competitivo, a Alstom decidiu então paralisar a produção dos Aptis.

Antes, porém, serão fabricados ainda em 2021 mais 62 ônibus elétricos, dos quais 50 serão entregues à RATP (Régie Autonome des Transports Parisiens), empresa responsável pelos transportes públicos em Paris e arredores.

A entrega é resultante de uma licitação vencida pela Alstom e outras duas empresas para fornecer até 800 ônibus elétricos para Paris.

Após a entrega desses veículos, a Alstom manteria apenas cerca de vinte funcionários na unidade para cuidar da manutenção dos veículos.

O Aptis foi apresentado em março de 2017 pela Alstom e pela NTL em Duppigheim (Alsace, França), como uma “solução inovadora de mobilidade”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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