Doria suspende concursos públicos e contratações em estatais até 31 de dezembro de 2021

Metrô de São Paulo. Funcionários dizem que há "déficit de trabalhadores"

Medida faz parte de pacote para economizar dinheiro diante da covid-19, Admissão de estagiários e participação nos resultados de estatais estão suspensas também

ADAMO BAZANI

Todos os concursos públicos que estavam em andamento foram suspensos pelo governador de São Paulo, João Doria, até o dia 31 dezembro de 2021.

A medida faz parte de um pacote para redução de gastos com funcionalismo publicado oficialmente nesta quarta-feira, 13 de janeiro de 2021, diante do que o decreto descreve “como deterioração do cenário econômico nacional e, como consequência, da arrecadação tributária”.

O decreto ainda suspende admissão de estagiários; nomeações para cargos públicos e as admissões em empregos públicos, quando vagos.

A fixação de metas e a realização de avaliações referentes a bonificações e participações nos resultados que possam importar a assunção de despesas adicionais nas estatais também foram suspensas pela equipe do governador.

O decreto já está em vigor.

Estão fora da determinação as universidades públicas estaduais, mas a recomendação é que reduzam as despesas também.

“Este decreto não se aplica às universidades públicas estaduais, ficando-lhes recomendada a imediata adoção de medidas para garantir sua solidez financeira ante a iminente redução de suas receitas.”

Se o órgão, entidade ou empresa do Estado provarem que é imprescindível a ampliação de gastos com pessoal ou contratações, podem ser emitidas portarias específicas com a autorização.

“As restrições de que trata o “caput” deste artigo poderão ser afastadas, excepcionalmente, mediante despacho conjunto dos Secretários de Governo, de Fazenda e Planejamento e de Projetos, Orçamento e Gestão, à vista de pedido fundamentado do respectivo órgão ou entidade”

Funcionários de empresas públicas têm reclamado que já tem havido uma redução no número de trabalhadores, o que segundo eles, pode prejudicar a prestação dos serviços.

É o caso dos metroviários.

Segundo o sindicato da categoria, em entrevista coletiva acompanhada pelo Diário do Transporte em 17 de dezembro de 2020, há um “déficit de trabalhadores”

Segundo os representantes sindicais, nos anos 1990, com menos linhas, o Metrô tinha 10 mil funcionários para transportar dois milhões de usuários por dia.  Atualmente são 8.213 funcionários, com as linhas públicas estão maiores e o total de usuários é de quase cinco milhões de passageiros por dia (sem contar a queda de demanda por causa da pandemia).

Em 2019, 844 pessoas foram desligadas e, em 2020, este número deve chegar a 220, sendo 120 funcionários desligados por PDV (Programa de Demissões Voluntárias) e 100 funcionários com aposentadoria especial.

O Sindicato dos Metroviários estima que ao menos seriam necessários em torno de 10 mil funcionários pelo menos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/12/17/metro-de-sao-paulo-pode-entrar-em-greve-nas-primeiras-semanas-de-janeiro-diz-sindicato/

Veja o decreto na íntegra:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

  1. JOSÉ LUIZ VILLAR COEDO disse:

    Aproveita e vende logo esse METRÔ e CPTM ! SÓ da problemas, corrupcao e a operação uma porcaria! Olha so como rapidamente o METRÔ da Linha Amarela que nasceu sendo uma PPP e hj é gerenciada TOTALMENTE pela CCR chegou rapidinho da Luz no Centro…ao Butantã e a Vila Sonia! A Estação Vila Sonia e o Pátio e o Terminal Urbano de Ônibus JÁ estão extremamente adiantados! Previsão pra Abril ou Maio desse Ano pra inaugurar! e vê se acaba logo esse Trecho Norte do RODOANEL MÁRIO COVAS! VERGONHA ! ALCKMIN E SERRA DEVERIAM RESPONDER NA JUSTIÇA TMB ! POUCA VERGONHA! OBRA QUASE QUE ABANDONADA! As pessoas do Norte e Noroeste de São Paulo – SP e de outros Municípios agradecem !

Deixe uma resposta