OPINIÃO: Perspectivas e desejos para 2021

Em diversas partes do mundo, transportes receberam auxílio público para não serem interrompidos; ônibus em Nova Iorque (foto meramente ilustrativa)

Na vida de todos, saúde é o foco principal. Na área de mobilidade, maior atenção do poder público para manter os serviços de ônibus, trens e metrôs é o que se espera para que não haja colapso no setor

ADAMO BAZANI

A cada virada de ano, nascem novas esperanças ou ressurgem as antigas.

Na entrada deste ano de 2021, esta realidade ficou mais intensa devido ao que a humanidade assistiu em 2020 com a pandemia de Covid-19.

Certamente, Saúde é o foco principal de todos.

A saúde pessoal, saúde dos familiares, melhorias na saúde pública, a vacina contra o novo coronavírus para preservar a saúde.

Como diria o bordão “Saúde é o que interessa”.

Mas a outra parte da frase precisa ser mudada: “o resto também tem pressa”.

Além dos impactos sobre a saúde das pessoas que é o mais importante, a pandemia também gerou sequelas em áreas importantes como geração de emprego e renda, segurança pública e mobilidade urbana.

Estes impactos evidenciaram e agravaram problemas crônicos que nunca receberam a prioridade necessária.

No caso da mobilidade, o Transporte Público corre risco de entrar em colapso.

Os sistemas de Transportes Coletivos nunca receberam a prioridade que necessitam para melhorar os serviços e hoje é necessário um socorro para que continuem sendo prestados.

Talvez se a mobilidade coletiva recebesse ao longo do tempo a atenção devida, a situação poderia estar um pouco melhor, sem a carência de um socorro ou, ao menos, com medidas mais brandas.

Países mais desenvolvidos não deixaram de lado a mobilidade por causa da covid-19.

Muito pelo contrário, perceberam que o Transporte Público é uma das frentes contra a pandemia.

Assim, injetaram recursos públicos e melhoraram a Infraestrutura, mesmo que pontualmente, para que os Transportes se tornem mais seguros do ponto de vista sanitário e mais eficientes para, inclusive, atender os deslocamentos de trabalhadores essenciais, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e profissionais de outras áreas importantes neste enfrentando.

O ano é novo, mas os desafios são os mesmos, só que maiores.

Há solução, basta que as áreas certas recebam as prioridades necessárias para que o cidadão tenha seu direito de dignidade garantido.

Um feliz 2021 para todos

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

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Comentários

Comentários

  1. Rogerio Belda disse:

    Bazani – Por que será que as pessoas não acompanham seu raciocínio? Não que ele seja muito complexo, até porque seu recado é muito claro, Talvez prefiram não entendê-lo. Mas futuramente compreenderão melhor. Lembrei-me de um antigo dito esotérico: “Quem não vem pelo amor, virá pela dor”, Mas, como sou agnóstico, acho que a realidade o convencerá !
    Rogerio Belda ( o de São Paulo )

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