BHTrans tem novo presidente
Publicado em: 4 de janeiro de 2021
Principal desafio será investigação sobre compra antecipada de vale-transporte
JESSICA MARQUES
A BHTrans, que gerencia o transporte coletivo municipal de Belo Horizonte, em Minas Gerais, anunciou o nome do novo presidente nesta segunda-feira, 04 de janeiro de 2021.
De acordo com a Prefeitura, Diogo Prosdocimi foi confirmado pelo conselho de administração para o cargo. A indicação foi feita pela Assembleia Geral Extraordinária dos Acionistas.
Confira o currículo do novo presidente, divulgado pela BHTrans:
Diogo Prosdocimi é doutorando em análise de políticas públicas pela RAND Corporation dos EUA, mestre em políticas públicas pela Universidade da Califórnia, Berkeley, e possui graduação em matemática pela UFMG e administração pública pela Fundação João Pinheiro.
Desde 2019 Diogo exerce o cargo de coordenador do programa de concessões e parcerias público privadas na PBH Ativos. Foi subsecretário de Transportes e Mobilidade do Governo do Estado de Minas Gerais (2011-2014 e 2019), tendo atuado na regulação e gestão de contratos de ônibus e taxi da Região Metropolitana de Belo Horizonte e na implantação dos terminais metropolitanos de integração com o BRT, entre outros projetos.
Foi diretor da Trem Metropolitano S/A e coordenou a elaboração dos projetos de engenharia para reformulação da linha existente e de construção das linhas 2 e 3 do metrô de Belo Horizonte.
DESAFIO
O principal desafio de Prosdocimi será a investigação sobre a compra antecipada de vale-transporte na cidade. A antecipação semanal de até R$ 4 milhões é realizada para amenizar prejuízos causados pela pandemia de Covid-19.
Relembre:
A medida está sendo investigada pelo Ministério Público de Contas. O órgão questiona a justificativa dada pela Prefeitura desde o início das tratativas para que a medida entrasse em vigor.
Assim, o procurador Glaydson Massaria solicitou à Prefeitura documentos que contenham cálculos, estudos técnicos e relatórios de auditoria, provando a necessidade da medida.
Entretanto, o documento enviado mostra dados que indicam queda na demanda, mas não evidenciam prejuízo financeiro. Assim, Massaria considerou relevante a abertura da investigação.
Na visão do procurador, o documento da Prefeitura revela que “consequentemente, o volume de receitas geradas, considerando a proporção da redução de passageiros transportados, provavelmente não será condizente com os custos necessários à operação, gerando provavelmente menor disponibilidade no fluxo de caixa das concessionárias”.
Contudo, o órgão de contas busca uma justificativa mais sólida para respaldar os repasses que, na prática, podem chegar a R$ 54 milhões.
Jessica Marques para o Diário do Transporte


Kalil indicar Diogo Prosdocimi para selar a caixa preta da BHTrans, sendo ele um aspone do lobby das empresas de ônibus apadrinhado pelo Presidente do DER-MG Fabricio Sampaio não me surpreende, mas indicar um apoiador fervoroso do João Leite, que inclusive fez campanha contra o Kalil na primeira eleição da PBH… Kalilzão da massa tá perdoando tudo hein?
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