Nova diretoria da ANTT: Aliado de Bolsonaro e de candidato de Alcolumbre é aprovado por Comissão do Senado para diretoria do órgão
Publicado em: 15 de dezembro de 2020
Arnaldo Silva Junior, ex-deputado estadual em Minas Gerais, deve ser um dos membros da diretoria colegiada. Comissão aprovou Davi Ferreira Gomes Barreto para ser diretor-geral. Falta votação em plenário
ADAMO BAZANI
A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado Federal aprovou nesta segunda-feira, 14 de dezembro de 2020, três nomes indicados para a diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), incluindo a do diretor-presidente. As indicações agora serão votadas pelo Plenário.
Segundo a Agência Senado, Davi Ferreira Gomes Barreto, um dos atuais diretores da ANTT, foi indicado para o posto de diretor-geral.
Barreto é formado em engenheira eletrônica e trabalhou por 11 anos como auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) antes de ser indicado para a agência, em 2019.
O diretor-geral em exercício atualmente é Marcelo Vinaud Prado.
Davi Barreto foi sabatinado pela comissão e disse que um dos maiores desafios históricos do Brasil é aumentar o nível de investimento em transportes, especialmente na expansão da malha ferroviária.
Barreto disse que a taxa de investimento no setor em relação ao PIB ficou em torno de apenas 2% nos últimos 20 anos, um índice que não se alterou nem mesmo em momento de crescimento econômico.
O executivo relatou ainda que a ANTT deve contribuir para a criação de um ambiente jurídico favorável para atrair investimentos.
Outros dois nomes indicados para a diretoria colegiada da ANTT são Alexandre Porto Mendes de Souza, que atualmente é diretor-substituto, e Arnaldo Silva Junior, ex-deputado estadual em Minas Gerais.
Arnaldo Silva Júnior é aliado do presidente Jair Bolsonaro e foi indicado após articulação do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que por sua vez, é o candidato do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), à sucessão no cargo.
Arnaldo Silva Júnior trabalha no gabinete do senador Rodrigo Pacheco.
Os diretores da ANTT servem por cinco anos e não podem ser reconduzidos para o mesmo cargo.
VOLTA DA LICITAÇÃO:
Na sabatina, a senadora Kátia Abreu (PP-TO) chamou a atenção dos indicados às diretorias sobre o Projeto de Lei PL 3.819/2020 de autoria do senador Marcos Rogério (DEM-RO) que propõe a retomada do modelo de licitação para as linhas de ônibus interestaduais e internacionais, com o fim do atual modelo de autorizações por linha.
Como mostrou o Diário do Transporte, a proposta ainda está na pauta e a votação foi adiada várias vezes.
Devem ser alinhados novos acordos para a modificação da proposta original.
Relembre:
De acordo com a Agência Senado, na sabatina, Kátia Abreu criticou o texto original, porque entende que o projeto acabaria com as autorizações para que empresas de ônibus operem viagens, transformando-as em permissão limitando a oferta de viagens e a entrada de novas empresas.
A permissão é um processo mais rígido do que a autorização. Já a autorização dispensa licitação ou contrato e não garante exclusividade.
O senador Marcos Rogério, autor do PL 3.819/2020, interveio para afirmar que essa medida não estava no seu texto original, mas foi incluída durante as negociações do relatório, que está a cargo do senador Acir Gurgacz (PDT-RO).
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


“volta da licitação”…. Esses senadores são simplesmente RIDÍCULOS!!!!!