Ao menos 120 ônibus de linhas da EMTU terão tecido antiviral

Ônibus da Viação Osasco

Primeiros 12 veículos foram apresentados nesta manhã na Viação Osasco

ADAMO BAZANI

A STM – Secretaria dos Transportes Metropolitanos informou no início da tarde desta quarta-feira, 28 de outubro de 2020, que ao menos 120 ônibus de linhas gerenciadas pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos na Grande São Paulo terão um tecido antiviral nos bancos, balaústres, catracas e outros itens internos.

O investimento é de cerca de R$ 7 mil por veículo.

Se os testes derem certo, toda a frota deve contar com o revestimento.

Como tinha anunciado o Diário do Transporte, as primeiras 12 unidades foram apresentadas na garagem da Viação Osasco, em Carapicuíba, na região metropolitana.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/10/27/onibus-da-viacao-osasco-em-linhas-da-emtu-terao-tecido-anti-covid-19-nos-bancos-catracas-e-balaustres/

Em nota, o vice-governador Rodrigo Garcia, que esteve na apresentação, disse que o revestimento para os outros ônibus está em fase de produção e que a instalação faz parte de uma parceria com as empresas de ônibus do sistema EMTU.

“A parceria do Estado com as empresas operadoras do serviço na região metropolitana dá os primeiros resultados. À medida que a população volta a circular e utilizar o transporte público, precisamos cada vez mais de iniciativas que busquem dar mais segurança às pessoas no combate à COVID 19 e outras doenças”, afirmou Rodrigo Garcia.

De acordo com nota da STM, os ônibus antivirais são certificados pelas áreas e agências técnicas do governo, incluindo a Unicamp e o IPT, que testaram a resistência física do produto e a eficiência antibacteriana e antiviral. Os tecidos e soluções são produzidos pela ChromaLíquido com o fio Amni® Virus-Bac OFF, indicados para uso profissional, em virtude do efeito permanente da ação antiviral e antibacteriana, resistência a atritos, higienizações e lavagens constantes, como exige o transporte público.

O secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy,que também esteve na apresentação, disse que a tecnologia pode reduzir sensivelmente o risco de contaminação cruzada, que ocorre quando, por exemplo, uma pessoa infectada com o vírus coloca a mão em uma superfície e, em seguida, outra toca no mesmo local, correndo o risco de contrair a doença.

“Com essa tecnologia, vamos trazer mais segurança para o passageiro e ajudar a controlar a disseminação do coronavírus, diminuindo em 99,99% as chances de contaminação cruzada. Esse é mais um esforço do Governo de São Paulo para frear a Covid-19, lembrando que não é permitido usar o transporte público sem máscara e que seu uso é obrigatório desde maio em todo o Estado de São Paulo.” disse Baldy na nota.

Vice-governador Rodrigo Garcia em apresentação dos coletivos

No mesmo comunicado à imprensa, a STM explica como age o tecido.

A solução foi desenvolvida pela ChromaLíquido Soluções Tecnológicas, em parceria com a Rhodia, empresa do Grupo Solvay, e com a TNS Nanotecnologia. O aditivo antiviral aplicado nos fios dos tecidos é produzido com nanotecnologia capaz de romper a camada de gordura do vírus, impedindo que ele se fixe na superfície. Além disso, os aditivos conseguem inativar o Sars-Cov-2, responsável pela Covid-19, a partir de 30 segundos de contato.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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