Governo do DF revisa tarifa técnica de empresas de ônibus

Pioneira teve o maior reajuste: +65,25%. Foto: Everton Lira

Com a medida, gasto anual com o sistema cresce R$ 200 milhões

ALEXANDRE PELEGI

A Secretaria de Transporte e Mobilidade do Governo do Distrito Federal (GDF) revisou nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2020, os valores das tarifas técnicas pagas às empresas de ônibus do sistema de transporte da capital.

A revisão atingiu as 5 empresas do transporte do DF: Pioneira, São José, Piracicabana, Marechal e Urbi.

Segundo a Secretaria de Transporte (Semob/DF), as empresas operam em desequilíbrio desde o ano passado. O processo de revisão se iniciou em julho de 2019 e foi concluído agora.

Com o reajuste, o Governo do DF aumentou em R$ 200 milhões o gasto anual com os subsídios ao sistema.

Os aumentos são retroativos a 1º de julho deste ano.

A mais beneficiada foi a Pioneira, com aumento de 65,25%. Com a medida, a tarifa técnica por passageiro transportado pela Pioneira passou dos atuais R$ 4,5910 para R$ 7,5864.

Na outra ponta, a Urbi teve a tarifa reduzida em 18,7%, o que baixou o valor de R$ 5,0682 para R$ 4,1272.

A São José foi a segunda com maior aumento: a tarifa técnica passou de R$ 5,1350 para R$ 8,0262, reajuste de 56,3%.

Na sequência vem a Piracicabana, cuja tarifa subiu de R$ 4,4273 para R$ 4,9578, aumento de 11,98%.

Por fim, a empresa Marechal foi a que teve menor incremento na tarifa, apenas 2,30%, o que elevou o valor de R$ 5,0615 para R$ 5,1778.

A revisão dos valores da tarifa técnica está prevista no contrato de concessão e busca garantir o equilíbrio financeiro do serviço.

A tarifa técnica é o valor que a empresa de ônibus recebe por pessoa transportada.

Ela é dividida em duas partes: tarifa pública, valor pago pelo passageiro, e subsídio, valor pago pelo governo.

A tarifa técnica é calculada com base nos custos operacionais da empresa divididos pelos passageiros que passam pela catraca. São levados em consideração os gastos com combustível, com manutenção e com impostos, principalmente.

De acordo com a Semob, apesar das bacias 1 e 2 já terem passado por revisão em 2019, os efeitos negativos da pandemia, que redundaram em queda de demanda, exigiram uma nova revisão tarifária.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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