Greve do transporte coletivo prossegue em Cascavel (PR) nesta quarta-feira (14)

Foto: Cettrans/Cascavel

Sindicato informa que 65% dos coletivos circulam na cidade, e que acordo com empresas Pioneira e Capital do Oeste ainda não saiu

ALEXANDRE PELEGI

Continua a greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Cascavel, interior do Paraná, nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2020.

A paralisação teve início em 05 de outubro, mas foi suspensa com a normalização dos serviços no dia 06 por determinação judicial. Como mostrou o Diário do Transporte, o desembargador do Trabalho Célio Horst Waldraff determinou uma frota de 65% e multa de R$ 70 mil por dia ao sindicato em caso de descumprimento, mas a categoria decidiu retomar integralmente as escalas atuais. Relembre: Transporte em Cascavel opera normalmente nesta terça (6) após liminar da justiça

Nesta terça-feira (13) a greve foi retomada, com 65% dos ônibus prestando serviço. Segundo a entidade trabalhista, os veículos que saíram às ruas estavam escalados já pelas tabelas de acordo com a pandemia.

Sem acordo ainda com as empresas que detêm a concessão do transporte municipal, a Pioneira e a Capital do Oeste, o movimento de protesto persiste.

Os trabalhadores reivindicam o recebimento do vale-alimentação, que está suspenso desde fevereiro, e o reajuste de 2,55% no salário.

O Sindicato dos Trabalhadores informa que a prefeitura fez sua parte dela, autorizando o reajuste da tarifa no início do ano. Mas as empresas não repassaram para os funcionários.

As empresas, por seu lado, consideram a greve ilegal e inconsequente, com motivação política.

Com uma frota de 140 ônibus, as empresas Pioneira e Capital do Oeste atendem 72 linhas.

As empresas reclamam que as restrições por causa da pandemia derrubaram o número de passageiros a 40% do total, o que provocou prejuízo e impediu os aumentos para os trabalhadores.

Como mostrou o Diário do Transporte, em março os motoristas cruzaram os braços, mas no dia 17 daquele mês, o sindicato que representa os trabalhadores da categoria decidiu suspender a mobilização em função da necessidade de prevenção do contágio do novo coronavírus.

Na ocasião, os trabalhadores pediam reajuste de 33% no Vale-Alimentação, que foi negado pelas empresas que operam na cidade e correção dos índices inflacionários. Relembre: Sindicato suspende greve do transporte coletivo em Cascavel

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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