Análise de tecido contra a Covid-19 nos ônibus da capital paulista está há mais de um mês sem retorno da secretaria de Saúde, diz fabricante

Publicado em: 9 de setembro de 2020

Revestimento de um dos ônibus de Osasco, onde o tecido está sendo usado

Já Secretaria diz que aguarda posicionamento da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre a eficácia do produto. Ônibus em Osasco já usam e empresários da cidade de São Paulo fizeram encomenda

ADAMO BAZANI

A prefeitura de São Paulo já está há mais de um mês analisando a possibilidade do uso de um tecido para revestimento de banco, catracas e balaústres de ônibus que, segundo a fabricante, pode neutralizar a ação de diversos tipos de vírus e bactérias, entre as quais, o novo coronavírus, causador da Covid-19.

Segundo o diretor de relações institucionais da empresa ChromaLíquido, Ricardo Bastos, apesar de já haver laudos do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas, e de universidades como a Unicamp que, segundo ele, atestam a eficácia do revestimento, a secretaria de Saúde da cidade de São Paulo não dá desde o início de agosto retorno sobre o uso ou nos ônibus do sistema gerenciado pela SPTrans – São Paulo Transporte

“Queremos do ponto de vista de cobertura institucional e do poder público de ter esse aval ou esse processo completo dentro da secretaria de transportes, obviamente ouvida a secretaria de saúde para este projeto de aplicação de tecido antiviral no transporte público de São Paulo. A gente apresentou este projeto para a SPTrans. Este processo começou a tramitar em julho e agora, desde [o início] de agosto está na secretaria de Saúde” – disse Bastos.

Já a Secretaria Municipal de Saúde informou ao Diário do Transporte que enviou a questão para a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária para saber da eficácia e da regulamentação do tecido.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informa que a Divisão de Vigilância em Produtos e Serviços de Interesse à Saúde da COVISA remeteu questionamento à ANVISA sobre a regulamentação e eficácia do produto.

Segundo o executivo, com o retorno, as empresas se sentiriam mais seguras para realizar os investimentos no produto.

Ricardo Bastos afirmou que companhias de ônibus já fizeram encomendas dos revestimentos dentro das normas de transportes, com os tecidos sobre os balaústres e assentos especiais na cor amarela, por exemplo.

“Nós acreditamos que já seria possível colocar um ônibus em circulação [na cidade de São Paulo], mas seria melhor ter tudo isso dentro do ‘guarda-chuva’ da manifestação dos órgãos públicos” – prosseguiu.

Como mostrou o Diário do Transporte, a cidade de Osasco, na Grande São Paulo, foi a primeira a colocar os revestimentos em ônibus.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/08/11/osasco-tera-onibus-com-tecido-contra-covid-19-cidade-consegue-na-justica-ficar-na-fase-amarela/

Bastos disse que em Osasco são quatro ônibus com o revestimento e que os resultados têm sido positivos.

O diretor da fabricante disse que a população tem conservado os veículos porque está “valorizando essa segurança a mais” e que as empresas de ônibus têm visto vantagens como a facilidade da higienização, ganho de confiança do passageiro para que o usuário não deixe de se deslocar de transporte público e a possibilidade de neutralização do vírus a qualquer momento, diferentemente de uma limpeza comum que pode ser anulada se momentos depois entrar um passageiro contaminado a tocar em partes internas dos coletivos.

Segundo a empresa, o tecido é formado por fios de poliamida.  O material tem em sua composição a prata, que possui agentes contra micro-organismos, inclusive nos chamados vírus envelopados, como vírus influenza, herpesvírus, coronavírus, entre outros.

Esta propriedade que a fabricante diz que é capaz de neutralizar a ação do novo coronavírus.

Haverá testes também no Metrô de São Paulo.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/07/29/tecido-contra-covid-19-sera-testado-em-metro-e-onibus-de-sao-paulo-circularao-revestimento-diz-fabricante/

Ouça a entrevista:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Troxa disse:

    A prefeitura está mais pra ferrar camelo,taxistas,transportador escolar e etc se é que vcs me entendem .

  2. Marcos Borges disse:

    ESSE PROJETO É INTERESSANTE. MAS NÃO ACREDITO QUE SEJA IMPLANTADO POR AQUI.

  3. ROSE CONRADO disse:

    As autoridades e cientistas brasileiros sabem dos riscos e nada fizeram. Os defensores do meio ambiente também receberam, só pensam em faturar. Há
    cadê os respiradores? É uma mafia, um lembrete…
    O único cego é aquele que não quer ver. Deus nos proteja

  4. ROSE CONRADO disse:

    As autoridades e cientistas brasileiros sabem dos riscos pra nossa saúde e meioambiente. Cadê os efensores do meio ambiente?
    O único cego é aquele que não quer ver. Deus nos proteja

  5. ROSE CONRADO disse:

    As autoridades e cientistas brasileiros sabem dos riscos pra nossa saúde e meioambiente. Cadê os efensores do meio ambiente…
    O único cego é aquele que não quer ver. Deus nos proteja

  6. Filipe Costa disse:

    É um ótimo investimento, mas o uso de máscara ainda é necessário pra diminuir o contágio por tosse, gotículas de saliva, espirro etc. Também é importante que os ônibus não andem lotados (aqui no Recife isso é um sonho).

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