Justiça libera ônibus urbanos e caminhões dos Bombeiros na ponte dos Barreiros, em São Vicente

Publicado em: 31 de agosto de 2020

Abertura de ponte virou polêmica na Justiça

Informação é do prefeito Pedro Gouvêa em redes sociais. Ônibus rodoviários, além de caminhões de maior porte continuam proibidos.

ADAMO BAZANI/JESSICA MARQUES

O Tribunal de Justiça de São Paulo liberou a circulação de ônibus urbanos e caminhões dos Bombeiros na ponte dos Barreiros, que é a principal ligação entre as áreas Continental e Insular de São Vicente, no Litoral Paulista.

A informação foi divulgada no início da noite desta segunda-feira, 31 de agosto de 2020, pelo prefeito Pedro Gouvêa.

“A Ponte dos Barreiros está liberada para os ônibus convencionais. Grande conquista para toda São Vicente! Os desafios foram grandes, mas a Prefeitura tem trabalhado muito pelo nosso povo. Quero agradecer o presidente Jair Bolsonaro pelo apoio à reforma da ponte. Sempre em frente por uma SV (São Vicente) melhor”

Ônibus articulados e rodoviários, além de caminhões de maior porte, continuam proibidos.

De acordo com verificação realizada pela empresa PhD, contrata pela prefeitura, os caminhões e ônibus urbanos só poderão trafegar com velocidade limitada a 40 km/h nas duas faixas e em ambos os sentidos.

Na última sexta-feira, 29 de agosto de 2020, o IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas já havia liberado o tráfego.

A prefeitura disse que já comunicou sobre a decisão a BR Mobilidade e EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (linhas metropolitanas)  e Otrantur (linhas municipais) sobre a decisão judicial.

HISTÓRICO

A Ponte Jornal A Tribuna, conhecida como Ponte dos Barreiros, foi fechada para o tráfego de veículos em 30 de novembro de 2019, por determinação da Justiça, que atendeu à solicitação do Ministério Público.

Em dezembro de 2019, o Governo Federal anunciou que faria o investimento necessário para a recuperação da estrutura. Três meses depois, em março, a Caixa Econômica Federal (CEF) autorizou a liberação dos recursos.

As obras foram divididas em duas fases, sendo a primeira em caráter emergencial, no valor de R$ 5.767.831,91 (já concluída). A segunda, no valor de R$ 51.064.668,68, contempla a recuperação das demais estacas e reforma geral da ponte.

A Terracom, empresa que ficou responsável pela execução do projeto da primeira fase, iniciou as obras em abril. Elas foram concluídas no dia 6 de junho, com a recuperação de 52 estacas que apresentavam maior desgaste, uma longarina (vigas longitudinais ou principais) de um dos tabuleiros e três travessas.

Por sua vez, no dia 16, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, esteve em São Vicente para a assinatura do Termo de Liberação de Recurso, garantindo o pagamento da primeira parcela da verba.

Confira as fases das obras, de acordo com a Prefeitura:

Primeira fase

Na primeira fase, que ficou a cargo da empresa Terracom, foram recuperadas 52 estacas, uma longarina e três travessas. O serviço foi finalizado 15 dias antes do prazo previsto. Isso possibilitou a antecipação da reabertura para o tráfego de veículos leves, mediante aprovação, por meio do laudo técnico, do IPT, e da autorização da Justiça.

De acordo com a Prefeitura, em seu parecer, o IPT considerou válidos os documentos apresentados, por atender às normas técnicas e aos procedimentos adotados para elaboração, sobretudo do projeto executivo com análise e simulações utilizando-se de parâmetros compatíveis com o tipo de estrutura.

O instituto teria informado, ainda, que os relatórios e resultados de análises laboratoriais dos materiais empregados “foram considerados coerentes com os procedimentos normatizados”.

Quanto à qualidade técnica do reforço executado (execução das obras), o laudo apontou que “não foram observadas anomalias construtivas, e apresentam aspecto normal para esse tipo de obra civil”.

Com isso, o IPT considerou que a Ponte Jornal A Tribuna está apta a receber o tráfego de veículos de até dois eixos, com peso bruto total de até oito toneladas por eixo e com velocidade limite de 40 km/hora, em toda sua extensão de 623 metros, nas duas faixas de tráfego, nos dois sentidos.

Segunda fase

Com a primeira fase de obras finalizada, a Prefeitura agora segue para iniciar a execução da segunda, conforme Pedro Gouvêa. O projeto executivo necessário para a próxima etapa já está 98% concluído, em breve será publicado o edital para definir a empresa responsável pela obra, que tem como objetivo garantir a recuperação de 100% da ponte.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes r Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

  1. Regina Aparecida da Silva disse:

    A otrantur não respeita ordens judiciais …povo dos bairros não podem ir direto pra praia tem que pegar ônibus na praça do correio…sai cansado do serviço não tem ônibus direto da divisa ..pra ir pra suas casas vergonha Sr prefeito

  2. Regina Aparecida da Silva disse:

    Eles não vão … seguir o contrato e colocar ônibus convencional…temos que andar esmagado..e expostos ao vírus …espero providências….

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