Metrô de São Paulo tem 690 funcionários afastados por Covid-19, segundo sindicato

Publicado em: 16 de julho de 2020

Sindicato também relata um óbito confirmado de metroviário na ativa pela doença. Foto: Divulgação.

Dados consideram todas as linhas do sistema

JESSICA MARQUES

O Metrô de São Paulo tem 690 funcionários afastados por Covid-19, considerando todas as linhas. O balanço foi divulgado pelo Sindicato dos Metroviários nesta quinta-feira, 16 de julho de 2020.

Além disso, subiu para 162 o número de casos de Covid-19 confirmados entre trabalhadores das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Neste caso, todas são administradas pela Companhia do Metropolitano, do Governo do Estado de São Paulo.

Também segundo o sindicato, são 79 pessoas com sintomas da doença nestas linhas. Além disso, o Metrô de São Paulo afastou outros 84 trabalhadores que tiveram contato com alguém contaminado.

O sindicato também contabiliza um óbito confirmado de metroviário na ativa por Covid-19. Outros quatro óbitos de trabalhadores pelo novo coronavírus também foram registrados no caso de funcionários que já estavam afastados.

Relembre: Morre primeiro metroviário de São Paulo de Covid-19, diz Sindicato

Ao todo, portanto, o sindicato contabiliza um total de 325 afastamentos nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

LINHAS 4 E 5

O sindicato informou ainda, por meio de nota, que as linhas 4-Amarela (operada pela ViaQuatro) e 5-Lilás (operada pela ViaMobilidade) somam 365 afastamentos por Covid-19.

Ao todo, são 279 suspeitos e 86 casos confirmados em ambas as linhas. Desta forma, são 690 funcionários afastados em todas as linhas do sistema de metrô de São Paulo.

Por fim, entre os trabalhadores terceirizados, o sindicato aponta 13 casos confirmados e 12 suspeitos. Ainda assim, informa que pode haver subnotificação.

“Os dados da linhas do metrô estatal podem estar subnotificados pois a empresa não fornece os dados oficialmente. Segundo informações registradas pelo departamento médico em reuniões da CIPA, o número de contaminados pode passar de 400 casos”, informou o sindicato, em nota.

O Diário do Transporte aguarda um posicionamento do Metrô de São Paulo e das concessionárias sobre as informações divulgadas pelo sindicato.

Jessica Marques ao Diário do Transporte

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