Metra adota sistema de nebulização e limpeza com ozônio para higienizar ônibus e trólebus

Pulverização é realizada no fim de cada viagem. Foto: Divulgação/Metra

Produtos são os mesmos que os utilizados em hospitais e procedimento é feito a cada final de viagem

ADAMO BAZANI

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A empresa Metra, que opera o corredor de ônibus e trólebus que liga o ABC Paulista à capital, adotou um sistema de desinfecção dos veículos por nebulização que faz uso de produtos químicos à base de cloro para reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus, causador da Covid-19.

Segundo a empresa, a higienização é realizada com uma máquina pulverizadora que lança jatos do produto em partes do veículo que não são alcançadas em uma limpeza comum ou que recebem contatos frequentes dos passageiros, como catracas, pega mão, balaústres e apoios nas portas para o embarque e desembarque.

A desinfecção é feita cada final de viagem nos terminais metropolitanos do Corredor ABD, conforme explica o coordenador de comunicação da Metra, Thiago Terci.

 “Nós praticamos a limpeza na garagem e, principalmente, nos terminais. Ao final de cada viagem, o ônibus passa pelo terminal, existe uma equipe que já está posicionada, pronta para receber o ônibus. A limpeza dura menos de três minutos para o ônibus estar liberado para seguir viagem” – disse.

Além da pulverização, a Metra realiza a higienização do sistema de ar-condicionado com ozônio, mesmo método utilizado em hospitais, de acordo com Thiago Terci.

“Antes mesmo da pandemia, já realizávamos a limpeza periódica do ar-condicionado, com uma lavagem semanalmente e a troca do filtro a cada duas semanas. Além disso, agora a gente também utiliza ozônio para a limpeza da tubulação do ar-condicionado. É o mesmo sistema usado por hospitais.”

O corredor ABD tem 45 km de extensão. O trecho principal liga São Mateus (zona Leste da capital paulista) ao Jabaquara (zona Sul) passando por Santo André, Mauá (Terminal Sonia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema, com 33 km, e há um prolongamento de 12 km entre Diadema e a região do Brooklin, na zona Sul da capital. A demanda diária é de quase 300 mil passageiros em dias habituais, antes da pandemia.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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