Prefeitos devem manter quarentena na região depois de 11 de maio e demanda de ônibus cresce

Publicado em: 4 de maio de 2020

Ponto de ônibus em Santo André (Imagem Arquivo) – Adamo Bazani

Consórcio vai levantar os dados de cada cidade. Até julho deve haver algum tipo de restrição da movimentação porque aumentou muito o número de casos e mortes pela Covid-19

ADAMO BAZANI

O presidente do Consórcio Intermunicipal do ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão, disse que se o número de casos e óbitos pela Covid-19 continuar na atual trajetória de crescimento nas sete cidades da região, a quarentena deve continuar depois de 11 de maio, com restrição da movimentação e de atividades não essenciais, podendo, mesmo quem em graus diferentes ser mantida até o final de julho.

A informação foi em entrevista coletiva no final da manhã desta segunda-feira, 04 de maio de 2020, da qual o Diário do Transporte participou por videoconferência.

Os números da região preocupam.

De acordo com Maranhão, dos 1993 casos em toda a região, 662 foram registrados somente na última semana. De 185 óbitos pela Covid-19 desde o início da pandemia iniciada na China, 80 mortes foram registradas somente na semana passada também.

Um dos termômetros é a demanda dos transportes coletivos na região do ABC Paulista que aumentou nos últimos dias mesmo durante a quarentena.

Em resposta ao Diário do Transporte, Maranhão afirmou que cada cidade vai fazer um levantamento para ver o percentual de aumento e se haverá necessidade de ajustar a frota.

De acordo com a coordenadora do Grupo de Mobilidade do Consórcio do ABC ao repórter Leandro Amaral do Repórter Diário, Andrea Brisida, o índice de utilização dos ônibus está 24,3%, porém é o maior desde o início da quarentena. Santo André registrou apenas 17% nos primeiros dias de quarentena.

Gabriel Maranhão lamentou que mais pessoas estão desrespeitando a necessidade de isolamento social para evitar uma quantidade maior de contágios.

O secretário-executivo do consórcio, Edgard Brandão, complementou informando que, de acordo com as projeções do governo do Estado, se não houver nenhuma mudança no ritmo de crescimento, no dia 15 de maio a região poderá sofrer o pico da pandemia.

O prefeito ainda informou que a queda de arrecadação de impostos pelo recuo das atividades econômicas deve ser sentida no ABC até o final do ano e que os prefeitos e secretários de saúde devem definir durante esta semana a aquisição de 16 milhões de insumos como máscaras, luvas, aventais e álcool em gel.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Vilma disse:

    Em quanto a população nao tiver consciência da gravidade e parar de sair de casa sem necessidade e parar de fazer festa nos finais de semana vai ser difícil.

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