Ministro da Saúde considera transporte público no Brasil precário e diz que mobilidade precisa ser trabalhada

Publicado em: 1 de abril de 2020

Luiz Henrique Mandetta disse que mobilidade urbana é uma das condicionantes para enfrentar o coronavírus

Segundo Luiz Henrique Mandetta, mobilidade é uma das condicionantes no combate ao avanço da pandemia do coronavírus e na saúde das pessoas

ADAMO BAZANI

Mais hospitais e leitos de UTI – Unidade de Terapia Intensiva, ampliação dos testes de diagnósticos, isolamento social enquanto a pandemia avança: tudo isso é medida essencial para conter avanço do coronavírus que teve origem na China.

Mas não basta. Há questões graves no Brasil que precisam ser enfrentadas e que, pelo atual estado, dificultam o combate à Covid-19 e a qualquer outro tipo de doença infecciosa.

Entre estas questões estão as condições de moradia e transporte público.

O posicionamento é do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista sobre mais um balanço a respeito do avanço do vírus no final da tarde desta terça-feira, 31 de março de 2020.

Mandetta considerou o transporte coletivo no Brasil precário.

“Nós temos problemas de moradia, nós temos fragilidades, nosso transporte público é muito precário, nós vamos ter de trabalhar muito esta questão de mobilidade urbana. Eu não vejo o mundo dividido nesta maneira. O que vejo é cada um enfrentando o seu quadro social. O Brasil vai enfrentar o dele. Modelagem social para falarmos de demanda social. A gente precisa também algumas condicionantes de transporte público. Enfim, essas condicionantes nós temos de superar. Muitas delas não são de atribuição do Ministério da Saúde e são de outros ministérios”- disse Mandetta.

Ouça:

Para o ministro, ônibus, trens e metrôs superlotados não são ambientes favoráveis à saúde dos cidadãos, independentemente da pandemia, mas agora a situação é mais grave.

A higiene e limpeza dos coletivos, inclusive fora dos períodos de pandemia, são ações em prol da Saúde, que não são de responsabilidade do ministério, e que precisam ser analisadas com maior atenção pelos órgãos competentes.

Os sistemas de transportes coletivos urbanos e metropolitanos são projetados para serem lotados, caso contrário, não se sustentariam financeiramente. Mas a situação de superlotação e muitas vezes o desleixo com a higiene de ônibus e trens pode colocar a saúde das pessoas em risco.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:

Comentários

  1. Carlos Eduardo de Souza disse:

    Muito bom a fala. Há tempo que o transporte serve apenas para engordar bolso de empresários. E o poder público fecha os olhos. Transportes públicos onde cabem 60 pessoas e querem colocar até cem pessoas não vai dar conforto pra ninguém.

  2. Emiliano Affonso disse:

    O Transporte Público está abandonado pelo GF que em países como os EUA e Alemanha investem na sua expansão
    A despeito disto, o Metrô de São Paulo é considerado um dos mais limpos e eficientes do mundo. O seu problema é o seu tamanho, muito aquém da necessidade que o torna o mais carregado.
    Quem sabe, agora o GF acorda para a mobilidade

  3. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Sr. Ministro da Saúde, cuida da saúde.

    O que o senhor disse não agrega nada, pois os passageiros sabem disso há décadas.

    Utilize seu tempo e opiniões na sua área, a saúde.

    Lembrando o ditado popular:

    “CADA MACACO NO SEU GALHO”

    É noção de produtividade nem ministro tem.

    SAÚDE A TODOS!

    Att,

    Paulo Gil

Deixe uma resposta