Cambridge, no Reino Unido, lança ônibus de dois andares 100% elétricos
Publicado em: 19 de fevereiro de 2020
Operador Stagecoach adquire veículos BYD ADL Enviro400EV de emissão zero
ALEXANDRE PELEGI
Alexander Dennis Limited (ADL) e a BYD Europe, a principal parceria produtora de ônibus elétricos do Reino Unido, acaba de fornecer dois ônibus 100% elétricos de dois andares para o operador Stagecoach, em Cambridge.
São os primeiros BYD ADL Enviro400EV de emissão zero, além dos existentes na cidade de Londres, a serem lançados no Reino Unido.
Os dois ônibus elétricos de dois andares foram fornecidos à Stagecoach no âmbito de um projeto do operador e a Greater Cambridge Partnership.
O Greater Cambridge Partnership é o órgão de entrega local de um acordo da cidade com o governo central do Reino Unido, que agrega poderes e investimentos, no valor de até US $ 1 bilhão em 15 anos, a melhorias vitais na infraestrutura.
A parceria de conselhos, empresas e academia trabalhará em conjunto, e com parceiros e comunidades locais, para crescer e compartilhar prosperidade e melhorar a qualidade de vida das pessoas da Grande Cambridge, agora e no futuro.
Uma das propostas apoia a melhoria na qualidade do ar no centro da cidade de Cambridge e informa possíveis investimentos futuros em uma frota de emissão zero.
Os passageiros da rota Citi 6 em Cambridge foram os primeiros nas regiões do Reino Unido a se beneficiarem do BYD ADL Enviro400EV com o início do serviço nesta segunda-feira, dia 17 de fevereiro de 2020.
O veículo de dois andares foi construído nas fábricas da ADL na Grã-Bretanha em chassis fornecidos pela BYD, sua parceira de ônibus elétrico para o mercado britânico.
O Stagecoach optou pela versão de 4,2m de altura baixa da carroceria do modelo City da ADL, acomodando até 70 passageiros, com 10,9 m de comprimento.
Para Michelle Hargreaves, diretora administrativa da Stagecoach East, a introdução dos veículos elétricos foi um marco para a empresa. Ela apoia a visão da Greater Cambridge Partnership de melhorar a qualidade do ar: “Ao longo dos anos, reduzimos constantemente o impacto ambiental de nossos ônibus a diesel e agora 32% da frota possui os motores Euro 6 mais eficientes. A adição de veículos elétricos é um passo adiante em nossas tentativas de reduzir ao mínimo as emissões. Na última década em todo o Reino Unido, o Stagecoach investiu mais de US $ 1 bilhão em novos veículos mais ecológicos e, até o final de 2020, terá uma das maiores frotas de ônibus elétricos da Europa.”
A BYD possui uma fábrica de chassis de ônibus 100% elétricos no Brasil. Atualmente, seus ônibus estão presentes em oito cidades do País, sendo duas em capitais: São Paulo e em Brasilia. “O Brasil começa a desenvolver políticas públicas, em especial a partir de ações efetivas de algumas prefeituras, em prol da mobilidade urbana sustentável. Os ônibus elétricos são grandes aliados na redução das emissões de poluentes locais e de gases do efeito estufa. E, a BYD tem sido destaque na introdução dessa solução que qualifica o transporte público e melhora a qualidade de vida da população”, afirma o diretor de marketing e sustentabilidade, Adalberto Maluf.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


Bacana a iniciativa, enquanto isso no Brasil zzzzzzzzzz.
Rodrigo, boa noite.
De pleno acordo.
Só no BarsiLei é que nada decola.
Abçs,
Paulo Gi
Há muita moda ambiental e defesa automática e inconsciente da energia elétrica na mobilidade, entretanto estamos pagando bandeira amarela na energia elétrica (até o final do ano era vermelha!). Isto significa que estamos queimando petróleo para produzir energia, sem considerar os problemas ambientais futuros das baterias.
Além disso, em São Paulo e outras cidades brasileiras, usamos a energia elétrica na mobilidade coletiva (Trolleybus) desde 1949, e não desenvolvemos a eletrificação em massa. Ao contrário, desativamos! Não podemos alegar que as baterias são melhores que a rede e que este seja o motivo do fracasso. Faltou planejamento e visão a longo prazo (e olha que éramos o grande produtor de eletricidade hidráulica). .
A China, grande importador de petróleo, desenvolveu a energia elétrica, que preponderantemente é produzida a partir do carvão, como a estratégia doméstica para a mobilidade porque não dá para usar diretamente o carvão (exceto o gasogénio). Desde então, pela histeria ambiental, vendem sua solução como a solução universal para a mobilidade.
Não podemos achar o que é bom e solução para a China (grande produtor de carvão), seja bom para o Brasil (grande produtor de petróleo). A Scania já produz veículos a gás (motor importado) e exporta os para a Colômbia e Santiago. A Mercedes, igualmente importando, também fornece Euro 6 para Santiago. Precisamos, sim, é adotar Euro 6 para as emissões e não ficar esperando por soluções exógenas.
O Brasil precisa ter sua própria estratégia e não copiar automaticamente soluções dos outros, queimando petróleo, do mesmo modo, nas termelétricas.