Prefeitura de São Paulo cria grupo para instituir zona de baixa ou zero emissão de poluentes com membros da SPTrans e da SMT
Publicado em: 17 de junho de 2026
Em nove meses deve estar pronto um projeto piloto que deve considerar ônibus elétricos e bonde digital
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
A cidade de São Paulo terá uma zona de baixa ou zero emissão de poluentes, contemplando operação apenas de ônibus elétricos e do BUD (Bonde Urbano Digital), além de limitar a circulação de carros e motos. Para isso, instituiu um grupo de trabalho específico, com membros da Seclima (Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas); SPTrans (São Paulo Transporte); CET (Companhia de Engenharia de Tráfego); SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte); e Semtra (Secretaria Executiva de Mobilidade e Trânsito).
O Grupo de Trabalho Intersecretarial – GT Zona de Baixa ou Zero Emissão – GT-ZEZ terá, de acordo com portaria publicada nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, prevê um cronograma de trabalho com a elaboração de um projeto em até nove meses depois do início da nomeação dos membros deste grupo.
I – Estruturação Conceitual, com duração de até 45 (quarenta e cinco) dias;
II – Diagnóstico e Base de Dados, com duração de até 3 (três) meses;
III – Modelagem da Política, com duração de até 4 (quatro) meses;
IV – Viabilidade Institucional, Econômica e Política, com duração de até 6 (seis) meses;
V – Engajamento e Implementação Piloto, com duração de até 9 (nove) meses;
VI – Implementação, Monitoramento e Escalonamento, com início subsequente às fases anteriores e caráter contínuo. Entre as atribuições do grupo, estão estruturar formas práticas para reduzir e zerar as emissões pelos transportes.
Art. 10. São atribuições do GT-ZEZ:
I – estruturar tecnicamente propostas de redução de emissões no setor de transportes, incluindo a implementação de áreas de baixa ou zero emissão;
II – propor critérios e metodologias para identificação de áreas prioritárias;
III – desenvolver modelos de intervenção, instrumentos regulatórios e estratégias operacionais;
IV – avaliar impactos ambientais, sociais, econômicos e urbanos;
V – realizar levantamento, análise e avaliação aprofundada de experiências nacionais e internacionais relacionadas à implementação de zonas de baixa ou zero emissão e políticas correlatas, com especial atenção a cidades com características socioeconômicas, territoriais e de mobilidade semelhantes às do Município de São Paulo;
VI – elaborar e consolidar produtos técnicos, estudos e notas técnicas com nível de robustez e consistência adequados para subsidiar a tomada de decisão pelos órgãos competentes;
VII – articular órgãos públicos, instituições técnicas e demais atores relevantes;
VIII – propor estratégias de comunicação e engajamento;
IX – monitorar e avaliar a implementação das iniciativas;
X – propor ajustes, aperfeiçoamentos e expansão das medidas adotadas.
Segundo a portaria, as zonas de emissão zero ou de baixa edição estão no Plano do Clima da Cidade de São Paulo (2020-2050).
CONSIDERANDO o Plano de Ação Climática do Município de São Paulo (2020–2050), revisado em 2025, que estabelece metas de redução de emissões de gases de efeito estufa até 2030 e de neutralidade até 2050, e prevê a instituição de zonas de baixa ou zero emissão como instrumento para a redução de poluentes atmosféricos no setor de transportes, com vistas à melhoria da qualidade do ar, à promoção da saúde pública e à priorização de áreas com maior vulnerabilidade e exposição à poluição;
O documento oficial ainda destaca que estas zonas de baixa emissão ou de emissão zero também são previstas nas metas de substituição da frota de ônibus da cidade.
CONSIDERANDO a complementaridade entre as políticas de substituição de frota por alternativas mais limpas e as iniciativas de gestão da circulação e restrição de emissões veiculares, como instrumentos integrados para a descarbonização do setor de transportes no Município de São Paulo;
ENTREGA DE 500 ÔNIBUS ELÉTRICOS: Entrega de 500 ônibus elétricos em São Paulo será na próxima semana, diz Caldeira Declaração foi feita na Conferência de Cooperação Econômica e Comercial Brasil – China, no espaço de eventos da BYD, com cobertura do Diário do Transporte
ADAMO BAZANI
Colaborou Vinícius de Oliveira
Na próxima semana, a cidade de São Paulo terá a apresentação de 500 novos ônibus elétricos. A expectativa é de que os veículos sejam entregues no domingo, 21 de junho de 2026.
A informação é do secretário de mobilidade da cidade, Celso Caldeira, no evento Conferência de Cooperação Econômica e Comercial China (Shenzhen) – Brasil (São Paulo), que ocorre no espaço de eventos da BYD na capital paulista. O Diário do Transporte faz a cobertura.
Segundo Caldeira, com a nova frota, a cidade chega a mais de 1,7 mil coletivos elétricos na rede administrada pela SPTrans (São Paulo Transporte).
Como mostrou o Diário do Transporte, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou em 1º de junho de 2026, que a cidade deve contar com mais 500 ônibus elétricos a partir deste mês.
Apesar do número expressivo, é bem abaixo da meta que deveria ser alcançada em dezembro de 2024, com 2,6 mil unidades.
A prefeitura atribui este atraso principalmente a falta de infraestrutura para dar conta da tensão de energia na rede da ENEL.
Desde 17 de outubro de 2022, as viações estão proibidas de comprar ônibus a diesel. Como a elétrica não avança no ritmo necessário, a frota circulante envelhece. A SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal, ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 anos para 13 anos de modelo e, no caso dos mídis (micrões), este limite passou para 14 anos de modelo e 15 anos de fabricação.
Agora, a meta é nova, mais modesta: mais 2,2 mil ônibus menos poluentes até 2028, considerando a possibilidade de ônibus a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos).

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Se o propósito fosse mesmo reduzir emissões, bastaria liberar a compra de ônibus Euro-6 pra ir substituindo a parte mais envelhecida da frota, e aí a poluição do ar diminuiria pela cidade toda.