EXCLUSIVO: T’Trans consegue garantia financeira para linha 17 do monotrilho e diz ter três trens prontos

Montagem final será na linha, segundo empresário

De acordo com o proprietário de uma das empresas de consórcio, Sidnei Piva de Jesus, promessa é entregar composições e sistemas em um ano e meio após assinatura de contrato

ADAMO BAZANI

O proprietário da empresa T’Trans, Sidnei Piva de Jesus, que integra o Consórcio Signalling, na concorrência pelo fornecimento de trens e sistemas para o monotrilho da linha 17-Ouro (da zona Sul da capital paulista) informou no início da noite desta quarta-feira, 18 de dezembro de 2019, ao Diário do Transporte que conseguiu a garantia financeira  para o projeto

A garantia é uma das exigências da Companhia do Metrô no edital de licitação.

Em entrevista por telefone, Piva disse que esta garantia foi obtida junto à empresa Fianza Crédito e Caução S.A., no valor de R$ 104 milhões (R$ 104.237.317,80). A duração é de 1095 dias, entre 13 de novembro de 2019 e 12 de novembro de 2022.

Além da T’Trans, integram o Consórcio Signalling, a brasileira Bom Sinal e a suíça Molinari.

Como mostrou o Diário do Transporte, o consórcio, liderado pela T´TRANS (Trans Sistemas de Transportes Ltda), ofereceu a melhor oferta (R$ 982,177 milhões) diante dos concorrentes CQCT Golden Phoenix (R$ 1,332 bilhão) e BYD Skyrail São Paulo (R$ 988,985 milhões).

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/10/07/primeira-mao-consorcio-signalling-vence-licitacao-para-fornecimento-de-trens-da-linha-17-ouro/

Nesta quarta-feira, 18, ao Diário do Transporte, Piva ainda disse que o consórcio já possui três trens prontos juntamente com os equipamentos.

O empresário afirmou que, após assinatura da ordem de serviço, poderá cumprir a entrega das composições, equipamentos e sistemas em um ano e meio. A montagem final dos trens está prevista pela empresa para ocorrer já na linha.

“Vamos montar em cima da via assim que autorizado. A etapa mais complexa é a fabricação dos truques para a tração, que já estão prontos. Isso vai adiantar os trabalhos em 15 meses” – garantiu.

Compisções em produção, segundo T’Trans

Sobre a garantia financeira, que ainda será analisada pelo Metrô, o empresário disse que também trata-se de um adiantamento da empresa na fase documental exigida pela estatal.

Já as obras de conclusão das estações do monotrilho, conforme divulgado pela Companhia de Metrô de São Paulo no dia 11 de setembro de 2019, foram assumidas pela Constran Internacional Construções S.A., como mostrou o Diário do Transporte, relembre: Metrô seleciona Constran para concluir obras de estações do monotrilho da linha 17 Ouro

O contrato envolve as obras civis remanescentes, acabamento, paisagismo, comunicação visual, instalações hidráulicas, implantação de ciclovia, recapeamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho e fabricação e lançamento das vigas que vão sustentar os trens leves que circulam com pneus.

Veículo de manutenção de via também foi produzido , segundo T’ Trans

Bogies, para os trens na linha: empresa diz ter 30 unidades prontas

Documento de garantia financeira

FALÊNCIA DA SCOMI

O Metrô de São Paulo havia informado no dia 11 de julho passado que a licitação internacional seria para a compra de 14 trens e dos sistemas de sinalização para a linha 17-Ouro do monotrilho. Relembre: Metrô lança licitação para compra de trens, portas de plataforma e sistemas do monotrilho da Linha 17-Ouro

A Scomi, empresa da Malásia que iria fabricar as composições, entrou em processo de falência.

A concorrência engloba também a instalação de portas de plataforma nas oito estações da linha e os equipamentos para o sistema de alimentação elétrica, aparelhos de mudança de via e de manutenção dos trens.

Em nota, o Metrô explicou que o novo contrato vai substituir a contratação do Consórcio Monotrilho Integração (CMI).

Essa nova contratação vai substituir o Consórcio Monotrilho Integração (CMI), cujo acordo foi rescindido este ano pela atual gestão do Metrô, após constantes atrasos e redução no ritmo dos trabalhos pelo consórcio. Os problemas também levaram a aplicação de multas no valor de R$ 88 milhões, além da suspensão das empresas integrantes do consórcio de novas licitações e contratos com a administração estadual de São Paulo pelo período de dois anos.

HISTÓRICO

(Adamo Bazani, Alexandre Pelegi e Jessica Marques)

A Companhia do Metropolitano de São Paulo decidiu rescindir o contrato de construção do monotrilho da Linha 17-Ouro em março deste ano. O governo do estado de São Paulo alegou que o Consórcio responsável vem atuando com lentidão na condução das obras.

As obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro estavam sob responsabilidade do Consórcio Monotrilho Integração, formado pelas empresas CR Almeida, Andrade Gutierrez, Scomi (que desistiu da obra) e MPE.

O grupo é responsável pela implantação de itens como vias, portas de plataformas, sistemas de sinalização, material rodante e CCO – Centro de Controle Operacional do trecho que vai das estações Jardim Aeroporto a Morumbi.

O governo informou ainda que buscou acelerar o ritmo da obra, mas com a falência da fábrica dos trens, a Scomi da Malásia, ficou inviável concluir o projeto.

Uma nova licitação deverá ser feita para a retomada da Linha 17-Ouro, cujo traçado prevê a ligação do aeroporto de Congonhas até a estação Morumbi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

No dia 27 de maio de 2019, o Metrô publicou o edital de licitação para conclusão das obras de estações da linha 17-Ouro de monotrilho.

A entrega das propostas foi marcada para 02 de agosto.. A concorrência envolve as estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Pátio Água Espraiada.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/05/24/metro-anuncia-licitacao-para-concluir-estacoes-da-linha-17-de-monotrilho/

Além do acabamento, paisagismo, instalações hidráulicas e comunicação visual, as intervenções envolvem implantação de ciclovia, recapeamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho, construção de um centro comunitário e esportivo e a construção das vigas pré-moldadas dos elevados dos trens leves de média capacidade.

O prazo de vigência contratual é de 36 meses e o critério de julgamento da licitação é o menor preço. O valor do orçamento estimado pelo Metrô para a licitação é sigiloso até a assinatura do contrato.

Já no dia 12 de julho de 2019, o Metrô publicou a abertura de licitação internacional para a compra de 14 trens e dos sistemas de sinalização para a linha 17-Ouro do monotrilho, no que chamou de última etapa para a conclusão da linha que deveria ter sido entregue em 2014.

A Scomi, empresa da Malásia que iria fabricar as composições, entrou em processo de falência.

A sessão de recebimento das propostas foi marcada para 15 de setembro.

A concorrência engloba também a instalação de portas de plataforma nas oito estações da linha e os equipamentos para o sistema de alimentação elétrica, aparelhos de mudança de via e de manutenção dos trens.

Em nota, o Metrô explica que o novo contrato vai substituir a contratação do Consórcio Monotrilho Integração (CMI)

Essa nova contratação vai substituir o Consórcio Monotrilho Integração (CMI), cujo acordo foi rescindido este ano pela atual gestão do Metrô, após constantes atrasos e redução no ritmo dos trabalhos pelo consórcio. Os problemas também levaram a aplicação de multas no valor de R$ 88 milhões, além da suspensão das empresas integrantes do consórcio de novas licitações e contratos com a administração estadual de São Paulo pelo período de dois anos.

PROMESSA PARA 2020

As obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro estavam previstas para terminar em 2014, ano da Copa do Mundo, mas prosseguem até hoje.

Em meados de janeiro deste ano, o vice-governador Rodrigo Garcia, em entrevista à rádio Jovem Pan, garantiu que o Monotrilho da Linha 17-Ouro estará funcionando até o final de 2020.

Relembre: Vice de Dória promete Monotrilho da Linha 17 até 2020

No dia 16 de fevereiro de 2019, em reportagem do Diário do Transporte realizada no canteiro de obras da estação Campo Belo, da Linha 5 Lilás de Metrô, o atual presidente da Companhia, Silvani Alves Pereira, disse que no próximo mês deve ser lançada uma licitação para o restante das intervenções do Monotrilho da Linha 17-Ouro, caso o consórcio responsável pela implantação da linha não sinalize o retorno aos trabalhos.

Sobre a linha 17, estamos tomando algumas decisões para que seja retomada de forma segura. Existe um consórcio que está cuidando de todo o processo de construção de via, material rodante [trens], sinalização e que não está conseguindo executar o que foi pactuado.  A decisão já é, caso o consórcio não solucionar nos próximos dez dias,  abrir um processo de licitação daquilo que falta até o final do mês de março. Tem um edital para a contratação de todos os serviços e agilizar a entrega da linha 17” – disse Silvani.

Relembre: Estação Campo Belo da Linha 5 está 95% pronta e Metrô deve lançar licitação para concluir linha 17

No dia 15 de março o Metrô de SP publicou no Diário Oficial do Estado a prorrogação dos prazos de vigência contratual e de execução dos serviços das obras da Linha 17-Ouro de Monotrilho com o Consórcio TIDP, formado pelas empresas Tiisa e DP Barros. O prazo foi estendido até 10 de janeiro de 2020.

Relembre: Metrô de SP prorroga contrato de obras do monotrilho da linha 17 Ouro

A Companhia de Metrô anunciou em 24 de maio de 2019, que vai disponibilizar na próxima segunda-feira, 27, o edital de licitação para conclusão de estações da linha 17-Ouro de monotrilho.

A concorrência envolve as estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Pátio Água Espraiada.

Além do acabamento, paisagismo, instalações hidráulicas e comunicação visual, as intervenções envolvem implantação de ciclovia, recapeamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho, construção de um centro comunitário e esportivo e a construção das vigas pré-moldadas dos elevados dos trens leves de média capacidade.

Em 18 de dezembro de 2019, p proprietário da empresa T’Trans, Sidnei Piva de Jesus, que integra o Consórcio Signalling, na concorrência pelo fornecimento de trens e sistemas para o monotrilho da linha 17-Ouro (da zona Sul da capital paulista) informou ao Diário do Transporte que conseguiu a garantia financeira  para o projeto

A garantia é uma das exigências da Companhia do Metrô no edital de licitação.

Em entrevista por telefone, Piva disse que esta garantia foi obtida junto à empresa Fianza Crédito e Caução S.A., no valor de R$ 104 milhões (R$ 104.237.317,80). A duração é de 1095 dias, entre 13 de novembro de 2019 e 12 de novembro de 2022.

Além da T’Trans, integram o Consórcio Signalling, a brasileira Bom Sinal e a suíça Molinari.

Como mostrou o Diário do Transporte, o consórcio, liderado pela T´TRANS (Trans Sistemas de Transportes Ltda), ofereceu a melhor oferta (R$ 982,177 milhões) diante dos concorrentes CQCT Golden Phoenix (R$ 1,332 bilhão) e BYD Skyrail São Paulo (R$ 988,985 milhões).

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/10/07/primeira-mao-consorcio-signalling-vence-licitacao-para-fornecimento-de-trens-da-linha-17-ouro/

A OBRA

A linha 17 Ouro do monotrilho deveria ter 17,7 quilômetros de extensão, com 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do Estádio do Morumbi. O valor orçado em junho de 2010 era de R$ 2,64 bilhões, sem valores futuros referente aos reajustes contratuais, aditivos e novas contratações necessárias para implantação dos empreendimentos.

O custo então passou para R$ 3,17 bilhões – cifra que não inclui as estações previstas no primeiro trecho, com extensão de 7,7 quilômetros.

Em junho de 2018, o valor para conclusão das obras foi projetado em R$ 3.74 bilhões, com previsão para a entrega de oito estações até dezembro de 2019, o que pode ser reformulado com a eventual saída da Scomi.

O monotrilho não deve num primeiro momento servir as regiões mais periféricas.  Assim, os trechos entre Jabaquara e a Aeroporto de Congonhas e entre depois da Marginal do Rio Pinheiros até a região do Estádio São Paulo-Morumbi, passando por Paraisópolis, estão com as obras congeladas.

Com este congelamento, não haverá as conexões prometidas com a linha 4 Amarela do Metrô na estação São Paulo – Morumbi, e nem com estação Jabaquara e da Linha 1 Azul do Metrô e Terminal Metropolitano de Ônibus e Trólebus Jabaquara, do Corredor ABD. Segundo o site do próprio Metrô, quando estiver totalmente pronto, este sistema de monotrilho atenderá 417,5 mil passageiros por dia.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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