Plano Cicloviário de Bruno Covas vai custar R$ 325 milhões, além de R$ 250 milhões em recapeamento

Publicado em: 13 de dezembro de 2019

À esquerda para a direita, secretário de Mobilidade, Edson Caram; ao centro, Secretário de Governo Municipal, Mauro Ricardo, e à direta, secretário-adjunto das Subprefeituras, Roberto Baviera. Foto: Adamo Bazani

SMT promete 173 quilômetros novos até 2020 e reforma de 310 quilômetros. 73% da rede será conectada ao transporte coletivo

ADAMO BAZANI

Colaborou Alexandre Pelegi

O secretário de Mobilidade e Transportes da cidade de São Paulo, Edson Caram, apresentou nesta sexta-feira, 13 de dezembro de 2019, um Plano Cicloviário que vai custar R$ 325 milhões mais R$ 250 milhões em recapeamento das vias onde estão ou estarão as futuras ciclovias para bicicletas.

A gestão Bruno Covas promete implantar 173 quilômetros até o final de 2020, além de reformar 310 quilômetros.

A prefeitura quer remanejar 12 quilômetros de ciclovias existentes, mas diz que não vai eliminar esta quantidade.

Com isso, segundo a prefeitura, a malha da cidade passará dos atuais 503 quilômetros para 676 quilômetros.

Até aqui a prefeitura informa ter feito serviços de fresa e recape em 71 km de ciclofaixas, dos quais 27,4 Km já receberam sinalização.

A tinta utilizada, segundo a prefeitura, é antiderrapante, ao contrário do utilizado nas ciclovias já realizadas. Além disso, foram inseridos tachões a cada metro.

Na apresentação, o secretário de Transportes e Mobilidade, Edson Caram, mostrou dados que, segundo ele, comprovam que espaços para bicicletas aumentam a segurança no trânsito.

Nos últimos anos, houve uma queda de 61% no número de mortes de ciclistas em toda a cidade e aumento de 40% no número de usuários de bicicletas“, disse Caram.

TRANSPORTE COLETIVO

A gestão Bruno Covas ainda diz que 73% desta rede vão ser conectados ao transporte público, em especial corredores, terminais de ônibus e estações de metrô.

Um dos exemplos de novos espaços é um trecho de 5,7 km entre a estação Tatuapé e o Terminal Parque Dom Pedro II.

Essa era uma das ciclovias mais esperadas. Para toda a cidade, foram realizadas 10 audiências públicas” – disse o secretário.

O secretário municipal de Mobilidade e Transportes Edson Caram, em resposta ao questionamento do Diário do Transporte na entrevista coletiva sobre a quantidade insuficiente de espaços para o usuário deixar a bicicleta em áreas de Transportes Coletivos, disse que a concessão dos ônibus prevê que as viações qualifiquem os terminais, inclusive com a ampliação do número de vagas para os ciclistas.

A respeito das estações do Metrô e da CPTM, Caram disse que conversa com o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, para que também a oferta seja maior.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Alexandre Pelegi

 

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