CPTM lança MBI em inovação ferroviário para funcionários da empresa e Baldy fala em app para usuários de trem

Secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy; presidente da CPTM, Pedro Moro e Ricardo Terra , do Senai, falam de inovação e mobilidade

Curso inédito em todo o mundo é focado em ideias futuristas e visa preparar trabalhadores para novas tendências. Secretário também falou sobre sistema de reconhecimento facial na CPTM igual do Metrô e disse que sistema do Bilhete Único de São Paulo não evoluiu do ponto de vista tecnológico

ALEXANDRE PELEGI

Colaborou Adamo Bazani

A CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos lançou nesta quinta-feira, 24 de outubro de 2019, o Programa I.ON desenvolvido pela empresa para o ecossistema da mobilidade.

O  I.ON Programa de Cultura da Inovação tem como principal proposta a realização de um curso de MBI (Master Business Innovation) voltado aos funcionários.

O MBI, um curso latu sensu de pós-graduação, conta com parceria com o Senai-SP, tem 32 vagas na primeira turma, duração de 18 meses e está voltado a todos os departamentos da Companhia.

O foco na inovação e tecnologia tem uma proposta de agregar valor de mercado à empresa.

“A inovação precisa de gestão”, afirmou na abertura o representante do Senai SP, Ricardo Terra.

“O perfil do gestor Pedro Moro é de um profissional do futuro, que baixa muros e constrói pontes”, começou Terra em sua fala.

Segundo ele, o modelo do curso já está sendo sugerido a outras empresas de modalidades diferentes do setor, que mostraram interesse no formato inovador do programa.

O Secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, que participou da solenidade, afirmou que Pedro Moro representa o espírito da equipe do Governo João Doria.

Para Baldy, o MBI tem a missão de estimular o time de colaboradores da empresa, mas com base na realidade dos usuários.

Na opinião do secretário, muitas experiências deverão passar por aplicativos para celulares, hoje principal meio de comunicação utilizado pelos usuários do sistema de trens. “A gente vê, nas inúmeras vezes que transitamos pelas estações e trens, que a maioria das pessoas está com os olhos voltados para seus celulares”.

Por esse motivo, Baldy lembra que a STM investe bastante hoje em soluções tecnológicas e cita a experiência recente do QR Code.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/09/20/bilhetes-com-qr-code-nas-estacoes-da-cptm-e-do-metro-passam-a-ser-vendidos-durante-todo-o-horario-de-operacao/

Alexandre Baldy estima que o custo de todo os sistema utilizado para o recolhimento e venda de passagens, o que inclui catracas e bilheterias físicas, está hoje em torno de R$ 140 milhões. “É preciso inovar isso”, afirmou, lembrando que o Bilhete Único do sistema de ônibus da SPTrans, na capital paulista, que é integrado aos trilhos, não evoluiu tecnologicamente. “Precisamos evoluir para que o usuário não precise enfrentar filas para comprar bilhete“, disse Baldy, lembrando que além da comodidade, a empresa vai reduzir custos, que poderão ser revertidos em outras atividades produtivas e de melhora do conforto e qualidade do atendimento,

O secretário citou ainda o esforço para o lançamento de um App de mobilidade, que mostre onde o trem está.

“Hoje esse programa já está avançado, mas teve de ser desenvolvido pela Cia na ausência de interesse do setor privado” disse Baldy.

A ideia da gestão focada em inovação e tecnologia, disse Baldy, é abrir todas as informações decorrentes desse procedimento para o usuário, o que vai demandar mais cobranças da sociedade. “O que é válido e justo“, afirma ele, uma vez que o cliente do sistema de trens é a razão de ser do trabalho da empresa.

A decisão de gerir a companhia à base de dados é hoje o diferencial da CPTM.

Outra novidade, segundo Baldy, é estender um programa de reconhecimento facial à Companhia, nos moldes do já licitado pelo Metrô recentemente.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/10/19/metro-define-empresa-que-vai-fornecer-sistema-de-reconhecimento-facial-por-r-586-milhoes/

“O que fazemos externamente, ouvindo os usuários, devemos fazer internamente com nossos colaboradores, Promovendo  o entusiasmo e o comprometimento com a empresa”, finalizou o secretário referindo-se ao MBI lançado hoje.

Em entrevista ao Diário do Transporte, o presidente da CPTM, Pedro Moro, disse que o programa vai trazer benefícios aos passageiros.

Moro ainda destacou a importância da abertura de dados para melhorar o atendimento.

“O importante é termos uma maior transparência possível com a população e sempre contar com o apoio de nosso passageiro. Acho que quando se abre e deixa todo mundo acompanhar a sua operação mais de perto, saber onde está cada trem, se cria uma relação mais próxima com os passageiros e a tendência é eles ajudarem a fomentar as soluções junto com a gente” – disse Moro

Ouça:

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Colaborou, Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    A CPTM não é inovadora.

    Este MBI ferroviário, sairá graças ao SENAI, que sempre foi inovador desde a sua fundação e muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito antes do modismo inovação.

    Aliás, inovação sempre existiu, só que tinha outra denominação; invenção, professor Pardal, marcas & patentes, louco, E.T., inventor isolado (atualmente inventor independente) e tantos outros.

    Sempre lembro de um slogan do SENAI:

    “A ESCOLA MAIS LIMPA É A QUE MENOS SE SUJA”

    Muito inteligente este slogan, não acham?

    Parabéns SENAI por esta iniciativa e parceria.

    Apesar dos pesares; meus parabéns à CPTM também, afinal nunca é tarde.

    Um dos males do BarsiLei é que todos OUVEM, mas só isso, não transformam o que ouviram ou leram em algo concreto por intermédio da “FAZEDORIA” (© by Paulo Gil – 2014).

    Falando em sugestões dos usuários, eu já enviei duas sugestões para resolver o problema do vão e da altura entre o trem e a plataforma; uma diretamente à CPTM e já comentada aqui no Diário do Transporte e outra pelo Diário do Transporte.

    Mas, creio que a CPTM nem sequer leu ou ouviu.

    Nas oficinas da Estrada de Ferro Sorocabana – EFS, tenho certeza que tais soluções já teriam sido desenvolvidas e colocadas em prática (talvez o que requer um pouco mais de técnica seria o desenvolvimento do software); mas não sei se as oficinas da CPTM estão capacitadas para tal.

    Até porque hoje a manutenção na prática mudou, é somente uma “troca de peças”; igual computadores, troca a placa e pronto está novo, ou lixo, por não ser viável economicamente o reparo.

    Sugiro como piloto, que os alunos que foram fazer este MBI, desenvolvam uma das minhas sugestões ou a partir delas e de outras até melhores; objetivando eliminar o problema do vão e a altura entre o trem e a plataforma.

    Com certeza absoluta o SENAI é capaz de desenvolver tais sugestões e até fazer algo superior.

    Com relação ao software, o pessoal de Santa Catarina são experts em softwares, basta fazer um convênio com uma das Universidades ou SENAI de Santa Catarina.

    Aproveito a oportunidade para sugerir ao SENAI, disponibilizar este curso de forma independente e via EAD, para que todas as pessoas interessadas ou que atuem na área de Inovação tenham a possibilidade de aprender com o SENAI.

    ACELERA CPTM, ouça menos e faça mais; lembrem-se da “FAZEDORIA” (© by Paulo Gil – 2014).

    Att,

    Paulo Gil

    1. Paulo Gil disse:

      Complementando:

      Assistam o vídeo:

      https://www.youtube.com/watch?v=DXpnfxS8yyM

      Se não lincar direto; procure no youtube: A Sorocabana: Ferrovia-Cultura

      Lembrando que este vídeo teve apoio da Lei de incentivo à Cultura, a qual tantos criticam, mas sem ela talvez não teríamos este belíssimo filme.

      Eu sou suspeito pra falar, mas o filme é emocionante.

      Demonstra que a Estrada de Ferro Sorocabana – EFS e seu fundador Luís Mateus Maylasky, cidadão austro-húngaro é FAZEDORIA ((© by Paulo Gil – 2014) na veia.

      Pessoas com este sangue nas veias é que faltam na política e no poder público do BarsiLei, infelizmente.

      Att,

      Paulo Gil

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