Bilhetes com QR Code nas estações da CPTM e do Metrô passam a ser vendidos durante todo o horário de operação

Publicado em: 20 de setembro de 2019

Desde o início do projeto experimental em sete estações, já foram comercializadas quase 63 mil passagens com o código bidimensional

ADAMO BAZANI

A partir deste sábado, 21 de setembro de 2019, as bilheterias das sete estações da CPTM e do Metrô que integram um projeto experimental com códigos QR Code passam a comercializar as passagens com este tipo de tecnologia durante todo o horário de operação.

A informação foi divulgada no início da noite desta sexta-feira, 20 de setembro de 2019, pela STM – Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo.

O sistema é uma tentativa de modernizar a bilhetagem, deixando menos suscetível a fraudes e mais prática para o passageiro eventual (que normalmente não tem o Bilhete Único ou o Cartão BOM), além de mais barata para o Metrô e a CPTM que os atuais bilhetes unitários do tipo Edmonson (de papel com uma tarja magnética no meio).

Segundo a STM, desde quando os testes começaram, em 03 de setembro, foram comercializados 62.978 bilhetes com QR Code. Desse total, 91,7% foram comprados em bilheterias, 5,8% em máquinas de autoatendimento e 2,5% no aplicativo VouD.

Sete estações fazem parte do projeto-piloto: São quatro estações da CPTM e três do Metrô: Autódromo (Linha 9-Esmeralda), Tamanduateí (Linha 10-Turquesa), Dom Bosco (Linha 11-Coral) e Aeroporto-Guarulhos (Linha 13-Jade), São Judas (Linha 1-Azul), Paraíso (linha 1-Azul e 2-Verde) e Pedro II (Linha 3-Vermelha).  Há duas catracas com o leitor do código por estação.

Entres os dias 03 e 13 de setembro, o funcionamento das bilheterias era das 9h às 16h, depois entre os dias 14 e 20 de setembro passou a ser das 8h às 20h. Agora, em todo o horário de operação dos trens a partir deste dia 21 de setembro.

Veja as formas de comprar o QRCode:

  • Nas bilheterias das estações só é possível pagar com dinheiro.
  • Outra maneira de comprar a passagem com o código é ir até as máquinas de autoatendimento das estações participantes. Neste caso, o pagamento pode ser com cartão de crédito ou débito. As máquinas imprimem na hora o código.
  • Há ainda a possibilidade de pagamento com cartão de crédito pelo aplicativo de celular VouD .

O passo a passo para o uso é:

– Baixar o VouD gratuitamente em lojas virtuais de Android e iOS.

– Fazer o cadastro

– Realizar a compra.

– Será gerado o código no celular

– Com o código aberto, basta aproximar a tela do celular do leitor da catraca da estação participante.

A Autopass deve lançar em 20 dias um serviço de navegação gratuita no VouD para todas as operadoras de telefonia celular, com o objetivo de o passageiro não gastar pacote de dados da internet.

VALIDADE DO CÓDIGO:

A STM – Secretaria dos Transportes Metropolitanos informou que os códigos QR Code vão valer até o final do projeto, em 18 de outubro, mas no caso da versão impressa, a recomendação é que uso seja em 72 horas após a compra, já que a impressão pode sofrer danos.

31,4 MIL VENDIDOS:

Segundo a STM, do dia 03 de setembro de 2019, quando teve início o projeto-piloto, até as 18h40 desta sexta-feira, 13 de setembro de 2019, já foram vendidos 31.400 bilhetes com QR Code. Desse total, 90,2% foram comprados em bilheterias, 6,8% em máquinas de autoatendimento e 3,1% no aplicativo VouD.

NOVAS FORMAS

Na nota, a secretaria disse ainda que serão testadas outras formas de pagamento eletrônico.

“Os resultados destes dez primeiros dias de testes têm sido excelentes. Além do QR Code, estamos estudando outras alternativas para modernizar o sistema de pagamento de tarifas a fim de proporcionar mais comodidade e segurança aos passageiros e reduzir custos operacionais”, segundo o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

Os testes com o QR Code ocorrem em parceria com o Consórcio Metropolitano de Transportes (CMT), sem custo para o Governo do Estado, e operacionalizado pela Autopass. Durante o período de testes, uma equipe de apoio com camisetas em que está escrito “Posso ajudar?” está à disposição dos passageiros em todas as estações para auxiliar na compra do bilhete com QR Code.

EDMONSON RUMO A APOSENTADORIA:

A secretaria de transportes quer reduzir ao máximo a necessidade do uso dos bilhetes do tipo Edmonson, que são aqueles de papel parecido com cartolina com uma fita magnética no meio.

Este tipo de bilhete é considerado vulnerável a algumas fraudes e caro para produzir e transportar.

“A viabilidade da implantação definitiva do sistema será avaliada durante o período de testes. A ideia é que o pagamento da tarifa com o QR Code substitua futuramente a maior parte dos pagamentos com o bilhete magnético unitário, o chamado Edmonson. Na CPTM, em média, 25% dos passageiros pagantes utilizam esse tipo de bilhete. No Metrô, o percentual é de 15%.”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Rodrigo Zika! disse:

    Finalmente.

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