Baldy afirma em Comissão da ALESP que governo Doria estuda extensão da Linha 4 até Taboão da Serra

Publicado em: 17 de outubro de 2019

Alexandre Baldy, ao lado do deputado Rafa Zimbaldi (PSB), presidente da Comissão. Foto: ALESP

Secretário dos Transportes Metropolitanos participou de reunião da Comissão de Assuntos Metropolitanos da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 16 

ALEXANDRE PELEGI

O governo Doria estuda a chegada da Linha 4 Amarela de Metrô até a cidade de Taboão da Serra.

A afirmação partiu do secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, que participou da reunião da Comissão de Assuntos Metropolitanos da Assembleia Legislativa de São Paulo realizada nesta quarta-feira, 16 de outubro de 2019.

Representando o diretor-presidente do Metrô de São Paulo, Silvani Alves Pereira, Baldy disse aos parlamentares sobre os planos da companhia: “Estamos estudando a extensão dessa linha até a estação Vila Sonia. São estudos muito iniciais, mas queremos ampliar por mais duas estações até que chegue na cidade de Taboão da Serra”.

Como mostrou o Diário do Transporte, já existe uma emenda parlamentar que propõe incluir a extensão da linha 4-Amarela até o município de Taboão da Serra, na região metropolitana, no PPA – Plano Plurianual do Governo do Estado de São Paulo 2019-2023. Relembre: Emenda quer incluir Linha 4-Amarela do Metrô até Taboão no PPA 2019-2023

A proposta de emenda, número 11, é de autoria do deputado estadual José Aprígio da Silva (PODEMOS), e foi publicada no dia 29 de agosto de 2019.

A emenda é ao projeto de lei 924, de 2019, do governador João Doria, que institui o Plano Plurianual – PPA 2019–2023 e que foi apresentado aos deputados estaduais no dia 15 de agosto deste ano.

Dentre outros itens debatidos com os parlamentares da Comissão, esteve também o cancelamento do projeto de monotrilho para a região do ABC. “A definição e a posição da linha 18 Bronze foi uma posição técnica do Conselho Gestor de Parceria Público-Privadas que é de responsabilidade do comitê gestor e da Procuradoria Geral do Estado e, portanto, não cabe à secretaria discutir o cancelamento dessa linha do metrô. O que nós propusemos é que o governo, dentro de uma viabilidade, pudesse elaborar um projeto de BRT (Bus Rapid Transit) que fizesse a integração entre o ABC e a capital“, esclareceu Baldy.

À Comissão, presidida pelo deputado Rafa Zimbaldi (PSB), Baldy falou ainda da situação do projeto do Trem Intercidades. Como mostrou o Diário do Transporte, o Trem entre São Paulo, Jundiaí, Americana e Campinas terá em janeiro de 2020 a realização de uma audiência pública para que a iniciativa privada assuma os projetos, obras e operação.

A afirmação foi feita pelo Secretário Executivo dos Transportes Metropolitanos, Paulo José Galli, durante palestra na Arena ANTP, evento da Associação Nacional de Transportes Públicos realizado no dia 24 de setembro. A linha será a primeira de um pacote de trens que vão ligar diferentes regiões metropolitanas. O projeto vai englobar também a concessão da linha 7 Rubi da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Relembre: Em janeiro, Trem Intercidades terá audiência pública e BRT do ABC está com projeto final avançado

O Secretário Alexandre Baldy, inclusive, já contratou o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID para estruturação do Projeto Trem Intercidades, como o Diário do Transporte mostrou em 22 de agosto de 2019: Secretaria de Transportes Metropolitanos ratifica contratação do BID para estruturação do Trem Intercidades

VILA SÔNIA A TABOÃO DA SERRA: ÔNIBUS ENQUANTO O TREM NÃO VEM?

Durante encontro com portais de mobilidade, em 19 de fevereiro de 2019, do qual o Diário do Transporte participou, o presidente da ViaQuatro, Luís Valença, confirmou que após a conclusão da estação Vila Sônia, prevista entre 2020 e 2021, a ViaQuatro vai operar a ligação até Taboão da Serra com ônibus articulados.

A transferência entre o metrô e os ônibus da ViaQuatro será gratuita e diversas linhas intermunicipais gerenciadas pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos vão ser unificadas e devem seguir até a Vila Sônia, não se estendendo mais até Morumbi, por exemplo.

A ViaQuatro não definiu ainda se vai comprar os ônibus ou se vai contratar uma empresa.

Luís Valença reconheceu que a experiência do Grupo Ruas, que detém ônibus municipais em São Paulo e 15% de participação na ViaQuatro, deve contribuir para esta operação.

“Eles [Grupo RuasInvest] entendem desse negócio. Nós estamos ainda na etapa de preparar esta operação de ônibus. Temos duas opções, ou ter frota própria, com manutenção e funcionários próprios, ou usar um terceiro por causa da escala. Vamos começar com uma operação muito pequena, a gente está ainda para tomar esta decisão. Se a gente for usar um terceiro, seguramente que o nosso acionista [Ruas] que entende desse assunto, alguma contribuição importante vai vir daí.” – disse o presidente da ViaQuatro  que ainda acrescentou que o serviço não será um sistema convencional de ônibus, mas vai ser uma extensão do metrô.

A empresa estuda se haverá paradas destes ônibus durante o trajeto, o que “provavelmente deve ocorrer”.

Luís Valença disse também que ainda não está definido quando vai sair do papel a Fase 3 da Linha 4, ou seja, trilhos até Taboão da Serra, mas que se isso ocorrer, a operação será da empresa. A Fase 3 compreende 2,7 quilômetros de trilhos a partir do futuro terminal Vila Sônia, com uma parada intermediária.

“Se tiver a Fase 3 até Taboão, obrigatoriamente a concessionária tem de assumir a operação desse trecho novo até porque não haveria sentido ser de outra forma [com o Metrô estatal operando um pequeno trecho] , mas é explícito isso no contrato. Naturalmente, se a gente precisar de mais trens, vai fazer mais sentido que a concessionária compre estes trens adicionais, mas nem isso está ajustado no contrato hoje, só está previsto que se expandir por trilho, nós vamos operar” – disse

Não há previsão ainda de trilhos até Taboão da Serra.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Vejam senhores, o terminal da Vila Sônia nem pronta ainda está, já consumiu dezenas de toneladas de concreto, além da torre faraônica, que nem sei bem pra que servirá, pra quem passa na Morato acha até estranho (seria pouso de helicóptero?), e vem esse Baldy propagar estender linha até Taboão? É jogar tudo no lixo do que foi feito ali na Morato, sem ainda acabamento,,,se criar estação em Taboão como vai ficar a troca de linha e de mão? É acreditar em nota de 3 reais.

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