Buser anuncia que investirá R$ 300 milhões após aporte de banco japonês

Publicado em: 7 de outubro de 2019

Foto: Marcio Freitas

Dinheiro é resultado de parte de injeção de capital realizado pelo grupo SoftBank. Donos da Buser afirmam que investirão em linhas de transporte municipal, com projetos previstos para 2020

ALEXANDRE PELEGI

Em meio a uma série de disputas judiciais país afora, a Buser, empresa de aplicativo que se apresenta como intermediadora entre passageiros e companhias de ônibus fretados em viagens interestaduais, promete investir R$ 300 milhões nos próximos 12 meses em ações de marketing, desenvolvimento de tecnologia e expansão pelo País.

O dinheiro é resultado de parte de investimentos realizados pelo grupo japonês SoftBank, conhecido por injetar bilhões de dólares em startups brasileiras.

O conglomerado anunciou a liderança em uma rodada de investimentos na Buser nesta segunda-feira, 07 de outubro de 2019, mas o montante final da operação ainda não foi revelado. Outros fundos de investimento participaram da rodada: Canary, Valor Capital e Monashees, além do Grupo Globo.

Apesar de questões judiciais que vêm atrapalhando a expansão da plataforma que ficou conhecida como a “Uber dos ônibus”, o Softbank está disposto a correr o risco.

Desta forma, o aporte permitirá à Buser ganhar escala e passar a brigar com mais intensidade no mercado rodoviário, que apesar de ser bilionário ainda é caro e ineficiente, segundo afirma Paulo Passoni, sócio de investimentos do SoftBank, ao portal Estadão.

POLÊMICA E BRIGA NA JUSTIÇA

Atualmente a Buser enfrenta processos em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Desde o início, a atuação da empresa tem dividido opiniões e ainda não é consenso na justiça.

De um lado, a empresa diz que oferece uma nova opção de transporte fazendo a intermediação entre passageiros e companhias de ônibus de fretamento.

De outro lado, as viações de linhas regulares dizem que, na prática, a Buser faz as linhas rodoviárias mais lucrativas por intermédio de empresas de fretamento travando uma concorrência desleal, isso porque, diferentemente das viações, a Buser não é obrigada a transportar gratuidades, pagar taxas de terminais e de agências de regulação (como ANTT, Artesp, Detro, Agerba, etc) e não realiza a viagem se não tiver lotação mínima.

Segundo as empresas, sem todas essas obrigações, fica fácil para a Buser oferecer preços menores.

Em maio o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou liminar para barrar o serviço, e enquanto o mérito não é julgado a empresa segue operando até definição final. No entanto, a Buser está proibida de operar em Santa Catarina e no Paraná.

No primeiro caso, no início de outubro, por decisão da 3ª Vara Federal de Florianópolis, que concedeu liminar atendendo a pedido do Setpes (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Santa Catarina). Relembre: Justiça Federal proíbe Buser de fazer viagens interestaduais em Santa Catarina

No segundo caso, em 20 de setembro, por decisão liminar da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba. A suspensão das atividades da Buser no Estado do Paraná foi uma resposta ao processo movido pelas empresas Viação Garcia e Princesa do Ivaí, responsáveis pelas linhas entre Londrina e Curitiba e Maringá e Curitiba, representadas na ação pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina (Fepasc). Relembre: Liminar da justiça estadual do Paraná proíbe operação da Buser

TRANSPORTE URBANO

Em entrevista ao Estadão, Marcelo Abritta, fundador da Buser, revelou que parte do investimento será utilizada para fazer testes no transporte municipal, com ônibus operando linhas fixas dentro de grandes cidades. Apesar de o mercado da capital de São Paulo ser o mais atrativo para o modelo, Abritta afirma que a ideia é iniciar por cidades menores “para aprender”. Ele garante alguns pilotos serão realizados em 2020.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Wilson disse:

    Lembram da PARMALAT? Pois é com muito dinheiro sem ter nehuma vaca, nenhum laticinio entrou no Brasil com muito dinheiro interferiu nas relações entre produtorres de leite / derivados e Laticinios e colocou a marca no TOP maior das vendas prejudicando muita gente no Brasil principalmente os produtores. BUSER lembra e muito a PARMALAT não tem nenhum onibus , mas muito bom para os passageiros transporta de graça, transporta e atua nas linhas rodoviarias mais lucrativas e sem impostos, taxas e etc…etc……….Ninguém faz donativos no mundo de graça BUSER aaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiii tem!!!!!!!!!!!!!! Sem regulamentação as viações terão problemas ou irão a falencia ou serão como o BUSER vão transportar somente quem tem dinheiro eu duvido que o BUSER vai atender regiões e linhas não lucrativas. Olhem bem o que fez a PARMALAT………………..rs!!!!!!!!!!!!!! inclusive no futebol.

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