Governo de São Paulo garante empréstimo de R$ 1,2 bilhão para implantação da Linha 17 – Ouro

Publicado em: 3 de outubro de 2019

Autorização para receber 296 milhões de dólares da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina, antiga Corporação Andina de Fomento) foi aprovada pelo Senado

JESSICA MARQUES

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 02 de outubro de 2019, que o Estado de São Paulo receba R$ 1,2 bilhão (US$ 296 milhões) em empréstimos da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina, antiga Corporação Andina de Fomento) para a implantação do monotrilho da Linha 17 – Ouro.

Quando pronta, a linha terá 7,7 quilômetros, ligando o aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Ao todo, o Governo do Estado de São Paulo recebeu autorização para R$ 4 bilhões em empréstimos internacionais (equivalente a US$ 933 milhões) incluindo também a despoluição do rio Tietê, obras de saneamento e modernização da gestão fiscal.

As autorizações foram aprovadas em reunião extraordinária da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O garantidor dos empréstimos será o Governo Federal.

Conforme noticiado pelo Diário do Transporte, a Companhia de Metrô de São Paulo divulgou que selecionou a Constran Internacional Construções S.A. para concluir as obras de estações do monotrilho da linha 17 – Ouro, previsto para servir uma parte da zona Sul da cidade de São Paulo.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/09/11/metro-seleciona-constran-para-concluir-obras-de-estacoes-do-monotrilho-da-linha-17-ouro/

As estações contempladas são: Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e o pátio Água Espraiada.

Como mostrou o Diário do Transporte em 17 de agosto, as obras tiveram 11 propostas, sendo que a da Constran foi a mais barata: R$ 494,9 milhões.

HISTÓRICO

(Adamo Bazani, Alexandre Pelegi e Jessica Marques)

A Companhia do Metropolitano de São Paulo decidiu rescindir o contrato de construção do monotrilho da Linha 17-Ouro em março deste ano. O governo do estado de São Paulo alegou que o Consórcio responsável vem atuando com lentidão na condução das obras.

As obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro estavam sob responsabilidade do Consórcio Monotrilho Integração, formado pelas empresas CR Almeida, Andrade Gutierrez, Scomi (que desistiu da obra) e MPE.

O grupo é responsável pela implantação de itens como vias, portas de plataformas, sistemas de sinalização, material rodante e CCO – Centro de Controle Operacional do trecho que vai das estações Jardim Aeroporto a Morumbi.

O governo informou ainda que buscou acelerar o ritmo da obra, mas com a falência da fábrica dos trens, a Scomi da Malásia, ficou inviável concluir o projeto.

Uma nova licitação deverá ser feita para a retomada da Linha 17-Ouro, cujo traçado prevê a ligação do aeroporto de Congonhas até a estação Morumbi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

No dia 27 de maio de 2019, o Metrô publicou o edital de licitação para conclusão das obras de estações da linha 17-Ouro de monotrilho.

A entrega das propostas foi marcada para 02 de agosto.. A concorrência envolve as estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Pátio Água Espraiada.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/05/24/metro-anuncia-licitacao-para-concluir-estacoes-da-linha-17-de-monotrilho/

Além do acabamento, paisagismo, instalações hidráulicas e comunicação visual, as intervenções envolvem implantação de ciclovia, recapeamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho, construção de um centro comunitário e esportivo e a construção das vigas pré-moldadas dos elevados dos trens leves de média capacidade.

O prazo de vigência contratual é de 36 meses e o critério de julgamento da licitação é o menor preço. O valor do orçamento estimado pelo Metrô para a licitação é sigiloso até a assinatura do contrato.

Já no dia 12 de julho de 2019, o Metrô publicou a abertura de licitação internacional para a compra de 14 trens e dos sistemas de sinalização para a linha 17-Ouro do monotrilho, no que chamou de última etapa para a conclusão da linha que deveria ter sido entregue em 2014.

A Scomi, empresa da Malásia que iria fabricar as composições, entrou em processo de falência.

A sessão de recebimento das propostas foi marcada para 15 de setembro.

A concorrência engloba também a instalação de portas de plataforma nas oito estações da linha e os equipamentos para o sistema de alimentação elétrica, aparelhos de mudança de via e de manutenção dos trens.

Em nota, o Metrô explica que o novo contrato vai substituir a contratação do Consórcio Monotrilho Integração (CMI)

Essa nova contratação vai substituir o Consórcio Monotrilho Integração (CMI), cujo acordo foi rescindido este ano pela atual gestão do Metrô, após constantes atrasos e redução no ritmo dos trabalhos pelo consórcio. Os problemas também levaram a aplicação de multas no valor de R$ 88 milhões, além da suspensão das empresas integrantes do consórcio de novas licitações e contratos com a administração estadual de São Paulo pelo período de dois anos.

Em 27 de julho, a Companhia do Metrô de São Paulo publicou o aviso de adiamento do dia 02 de agosto para o dia 16 a data da entrega das propostas para obras de conclusão de estações do monotrilho (trens leves com pneus que trafegam em elevados de concreto) da linha 17-Ouro, da zona Sul da capital paulista.

A estatal recebeu uma série de questionamentos de possíveis interessados na concorrência.

De acordo com comunicado do Metrô, as respostas a estes questionamentos no dia 31 de julho.

A licitação envolve as obras remanescentes das estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Pátio Água Espraiada.

PROMESSA PARA 2020

As obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro estavam previstas para terminar em 2014, ano da Copa do Mundo, mas prosseguem até hoje.

Em meados de janeiro deste ano, o vice-governador Rodrigo Garcia, em entrevista à rádio Jovem Pan, garantiu que o Monotrilho da Linha 17-Ouro estará funcionando até o final de 2020.

Relembre: Vice de Dória promete Monotrilho da Linha 17 até 2020

No dia 16 de fevereiro de 2019, em reportagem do Diário do Transporte realizada no canteiro de obras da estação Campo Belo, da Linha 5 Lilás de Metrô, o atual presidente da Companhia, Silvani Alves Pereira, disse que no próximo mês deve ser lançada uma licitação para o restante das intervenções do Monotrilho da Linha 17-Ouro, caso o consórcio responsável pela implantação da linha não sinalize o retorno aos trabalhos.

Sobre a linha 17, estamos tomando algumas decisões para que seja retomada de forma segura. Existe um consórcio que está cuidando de todo o processo de construção de via, material rodante [trens], sinalização e que não está conseguindo executar o que foi pactuado.  A decisão já é, caso o consórcio não solucionar nos próximos dez dias,  abrir um processo de licitação daquilo que falta até o final do mês de março. Tem um edital para a contratação de todos os serviços e agilizar a entrega da linha 17” – disse Silvani.

Relembre: Estação Campo Belo da Linha 5 está 95% pronta e Metrô deve lançar licitação para concluir linha 17

No dia 15 de março o Metrô de SP publicou no Diário Oficial do Estado a prorrogação dos prazos de vigência contratual e de execução dos serviços das obras da Linha 17-Ouro de Monotrilho com o Consórcio TIDP, formado pelas empresas Tiisa e DP Barros. O prazo foi estendido até 10 de janeiro de 2020.

Relembre: Metrô de SP prorroga contrato de obras do monotrilho da linha 17 Ouro

A concorrência envolve as estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Pátio Água Espraiada.

Além do acabamento, paisagismo, instalações hidráulicas e comunicação visual, as intervenções envolvem implantação de ciclovia, recapeamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho, construção de um centro comunitário e esportivo e a construção das vigas pré-moldadas dos elevados dos trens leves de média capacidade.

A OBRA

A linha 17 Ouro do monotrilho deveria ter 17,7 quilômetros de extensão, com 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do Estádio do Morumbi. O valor orçado em junho de 2010 era de R$ 2,64 bilhões, sem valores futuros referente aos reajustes contratuais, aditivos e novas contratações necessárias para implantação dos empreendimentos.

O custo então passou para R$ 3,17 bilhões – cifra que não inclui as estações previstas no primeiro trecho, com extensão de 7,7 quilômetros.

Em junho de 2018, o valor para conclusão das obras foi projetado em R$ 3.74 bilhões, com previsão para a entrega de oito estações até dezembro de 2019, o que pode ser reformulado com a eventual saída da Scomi.

O monotrilho não deve num primeiro momento servir as regiões mais periféricas.  Assim, os trechos entre Jabaquara e a Aeroporto de Congonhas e entre depois da Marginal do Rio Pinheiros até a região do Estádio São Paulo-Morumbi, passando por Paraisópolis, estão com as obras congeladas.

Com este congelamento, não haverá as conexões prometidas com a linha 4 Amarela do Metrô na estação São Paulo – Morumbi, e nem com estação Jabaquara e da Linha 1 Azul do Metrô e Terminal Metropolitano de Ônibus e Trólebus Jabaquara, do Corredor ABD. Segundo o site do próprio Metrô, quando estiver totalmente pronto, este sistema de monotrilho atenderá 417,5 mil passageiros por dia.

CONCLUSÃO DAS OBRAS

Conforme noticiado pelo Diário do Transporte, a Companhia de Metrô de São Paulo divulgou que selecionou a Constran Internacional Construções S.A. para concluir as obras de estações do monotrilho da linha 17 – Ouro, previsto para servir uma parte da zona Sul da cidade de São Paulo.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/09/11/metro-seleciona-constran-para-concluir-obras-de-estacoes-do-monotrilho-da-linha-17-ouro/

As estações contempladas são: Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e o pátio Água Espraiada.

Como mostrou o Diário do Transporte em 17 de agosto, as obras tiveram 11 propostas, sendo que a da Constran foi a mais barata: R$ 494,9 milhões.

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 02 de outubro de 2019, que o Estado de São Paulo receba R$ 1,2 bilhão (US$ 296 milhões) em empréstimos da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina, antiga Corporação Andina de Fomento) para a implantação do monotrilho da Linha 17 – Ouro.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

Comentários

  1. Estão vendo que tipo de governador nós temos??? A Linha leste tão propagada, remexida, adiada retardada, prá que é de classe baixa, a Tiradentes, fica no limbo,,,,enquanto área de alta classe, é premiada, tem 7 km apenas, enquanto a leste tem 30km, e ainda nem terminou a estação S. Matheus….Votem nele em 2022, votem.. MEU VOTO NUNCA… aliás desde Fleury se falou em despoluir o Tietê (500 milhões na época-só removeu a vegetação…esperto senhor Fleury…….anotem essa promessa do Dorinha ! Se ele se ater/fomentar esgoto canalizado às cidades poluentes-Guarulhos-Itaquá e região, já é um bom começo,,,seria plausível…

  2. Laurindo Martins Junqueira Filho disse:

    O “Príncipe” da Malásia q prometeu mundos e fundos (tão fundos quanto os 200 navios q afirmou possuir), vai ter q pagar pelo engodo q permitiram q ele cometesse?

  3. Rodrigo Zika! disse:

    Ao menos pra terminar essa linha que saiu o preço de um Metrô absurdamente, já e alguma coisa.

  4. Leoni disse:

    A importância da padronização na especificação técnica Monotrilho, People Mover ou Aero Trem

    Uma vez que a empresa Scomi faliu, porque desta insistência em se usar um monotrilho nas Linhas 17-Ouro ou 18-Bronze, que possui uma modelagem única para cada fabricante, significando que ele que ele só monta na sua configuração, se especificar BYD, Bombardier ou quaisquer outros, de mais simples implantação, só poderá ser exclusivo cativo refém deste fornecedor.

    Com relação ao desempenho técnico do atual monotrilho Linha 15-Prata, por ser um protótipo de alta capacidade, deveria ser finalizado e comprovado sua eficácia e desempenho antes de se especificar este tipo de modal para quaisquer outras linhas!
    Das mudanças propostas a única que entendo ser correta e sensata, é a mudança da extensão da linha 18-Bronze do terminal da CPTM Linha -10 do Tamanduateí para o Sacomã, não significando que não tenha que passar por ele.

    Destas conclusões entendo que a especificação do modelo nacional “Aerotrem” ou “Aeromovel” da Coester / Siemens que é uma espécie de VLT-Veiculo Leve sobre Trilhos elevado, iguais aos adotados nos aeroportos Salgado Filho-RS e já definido para o de Guarulhos-SP em bitola de 1,6m que facilita o uso de pátios e oficinas comuns compartilhado com o Metrô e CPTM, de mais simples implantação e manutenção e economia, o que diminui seu custo, pois utiliza rodeiros iguais sobre trilhos de aço além de chaveamento de mudança de vias simples, tratando-se de um trem mais estável com menor amplitude e que portanto oscila menos ao trafegar que um “Monotrilho” ou “People Mover”, semelhante ás linhas de Trens e Metrôs seja o mais indicado, com a grande vantagem de se ampliar o número de fornecedores.

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