VÍDEO: Ônibus da Turp continuam parados em Petrópolis (RJ) durante nova paralisação nesta sexta-feira (24)

Movimento prejudica passageiros que utilizam as 93 linhas atendidas pela empresa

ARTHUR FERRARI

Após uma tentativa de retomada parcial do serviço na quinta-feira (23), o transporte coletivo de Petrópolis (RJ) voltou a operar em cenário de crise nesta sexta-feira (24), com nova paralisação dos trabalhadores da Turp Transportes e interrupção integral das atividades da empresa, segundo a prefeitura.

A nova suspensão reacendeu os impactos sobre 93 linhas atendidas pela operadora e ampliou um impasse iniciado na madrugada de quarta-feira (22), quando motoristas e demais funcionários cruzaram os braços em protesto por pendências trabalhistas e cobranças relacionadas a direitos e pagamentos.

Entre as demandas apresentadas pela categoria estão regularização de depósitos do FGTS, férias, pensão alimentícia, quitação de rescisões, pagamento de salários e benefícios em datas previstas, além de reivindicação financeira para profissionais que acumulam atividades de direção e cobrança.

No início desta sexta, o prefeito Hingo Hammes afirmou que o município foi surpreendido pela nova interrupção, após a circulação ter sido parcialmente restabelecida no dia anterior. A administração municipal mobilizou equipes para acompanhar a situação nos terminais e na garagem da empresa, enquanto medidas legais começaram a ser analisadas para tentar garantir a retomada da operação.

A paralisação desta sexta ocorre em meio a um ambiente de tensão que marcou o dia anterior. Durante o processo de reativação de parte da frota na quinta-feira, houve registros de conflito envolvendo manifestantes e veículos em circulação. Um ônibus que fazia a linha para Itaipava teve danos em uma porta durante o episódio, e a ocorrência foi encaminhada para a polícia.

Enquanto isso, a empresa sustentou ter efetuado pagamentos relacionados a parte das reivindicações e informou que vinha restabelecendo viagens gradualmente até a noite de quinta-feira. O retorno, porém, não se sustentou.

O caso expõe não apenas um conflito trabalhista, mas também os efeitos operacionais de uma instabilidade que atinge diretamente a mobilidade urbana do município. Passageiros foram novamente afetados pela falta de ônibus em corredores importantes, repetindo transtornos registrados desde o início do movimento.

Com a nova interrupção, cresce a pressão por solução entre empresa, trabalhadores e poder público, enquanto o sistema segue sob incerteza quanto à normalização.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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