Em dois meses de Operação Fura-Catraca, Curitiba registra queda de 9% em invasões nos ônibus

Publicado em: 23 de setembro de 2019

A Operação Fura-Catraca foi lançada em 4 de junho. Foto: Divulgação.

Déficit na arrecadação caiu R$ 600 mil, de R$ 6,7 milhões por ano para R$ 6,1 milhões

JESSICA MARQUES

A Operação Fura-Catraca, iniciativa das empresas de ônibus de Curitiba, diminuiu o número de invasões diárias no transporte coletivo. Em apenas dois meses de ações, o número foi de 4.068 em novembro de 2018 para 3.713 em agosto deste ano, apresentando uma queda de 9%, de acordo com pesquisa realizada pelas operadoras.

O déficit na arrecadação caiu R$ 600 mil, mas continua alto. Passou de R$ 6,7 milhões por ano para R$ 6,1 milhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 23 de setembro de 2019, pelo Setransp, sindicato que reúne as empresas de ônibus de Curitiba e região metropolitana.

O levantamento mostrou também que, levando-se em conta apenas as estações-tubo alvos da Operação Fura-Catraca e em dois meses de projeto, a diminuição das invasões foi mais significativa, de 2.617 invasões diárias em novembro de 2018 para 2.163 em agosto deste ano, baixa de 17%.

“Os números são bem positivos e mostram que esse projeto está dando resultados”, disse o diretor-executivo das Empresas de Ônibus de Curitiba, Luiz Alberto Lenz César.

A Operação Fura-Catraca foi lançada em 4 de junho. Equipados com carro e moto, controladores de acesso monitoram, em diferentes horários, as estações-tubo mais visadas por quem embarca sem pagar a passagem.

Eles entregam um panfleto aos passageiros explicando a iniciativa e orientam sobre o modo correto de utilizar o sistema de transporte. O custo da operação é bancado pelas operadoras, sem nenhum repasse à tarifa.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/07/11/pesquisa-de-empresas-de-onibus-de-curitiba-mostra-que-sensacao-de-seguranca-aumentou-com-operacao-fura-catraca/

ESTUDANTES

Na segmentação por tipo de invasor e somando os sete dias pesquisados, o número de estudantes que invadem as estações-tubo caiu de 4.707 em novembro de 2018 para 2.932 em agosto deste ano, queda de 38%.

Essa significativa redução está ligada à concentração da Operação Fura-Catraca em estações-tubo próximas a escolas e ao trabalho em ações-surpresa da Guarda Municipal (GM) e de patrulhamento da Polícia Militar (PM).

A estação-tubo Passeio Público, que era a mais invadida no levantamento de novembro de 2018, com 1.462 invasões na soma dos sete dias, caiu para a 15ª posição em agosto deste ano, com 358 invasões na mesma base de comparação, baixa de 75%.

Nesse caso, além da Operação Fura-Catraca e das ações da GM, o anteparo implantado pelas empresas de ônibus nas laterais da plataforma também contribuiu para reduzir as invasões nesse ponto.

ESTAÇÃO MAIS INVADIDA

A estação-tubo mais invadida no novo levantamento é a Rio Barigui, sentido centro, com 625 invasões nos sete dias pesquisados. A mesma estação, no sentido bairro, ficou em quinto lugar.

“Essa estação sofre com grave falta de segurança e só vamos conseguir resolver esse problema trabalhando em ações específicas e estratégicas em conjunto com a Polícia Militar e a Guarda Municipal”, disse o diretor-executivo das empresas.

METODOLOGIA

A pesquisa foi feita de 5 a 11 de agosto de 2019 –  cinco dias úteis, um sábado e um domingo – em todos os 294 pontos de cobrança do transporte coletivo de Curitiba.

O levantamento é uma contagem do número de invasões feita por cerca de mil cobradores em todas as estações-tubo e terminais, durante todo o período de funcionamento do transporte coletivo.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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