Pesquisa de empresas de ônibus de Curitiba mostra que sensação de segurança aumentou com “Operação Fura-Catraca”

Publicado em: 11 de julho de 2019

Presença de agentes uniformizados impõe respeito, acreditam cobradores. Imagem: Divulgação Setransp – Texto: Adamo Bazani

Trabalhos tiveram início em 04 de junho. Controladores de acesso uniformizados e com viaturas percorrem as principais estações-tubo do sistema

ADAMO BAZANI

Uma pesquisa realizada pelo Setransp, sindicato que reúne as empresas de ônibus de Curitiba e região metropolitana, mostra que aumentou a sensação de segurança nas estações-tubo do sistema, em especial dos cobradores que atuam nestas paradas, após o início da “Operação Fura-Catraca”.

De acordo com o levantamento, realizado em 21 estações-tubo, 73% dos cobradores concordam com o aumento da sensação de segurança quando questionados sobre o tema.

Uma pesquisa mais abrangente vai ser realizada em agosto.

Entre as sugestões dos profissionais para ampliar a segurança das estações do sistema de ônibus, as mais citadas, na ordem foram:

1) manter constantemente a Operação Fura-Catraca,

2) maior apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar,

3) anteparos nas laterais das plataformas

4) ações-surpresa com agentes à paisana dentro dos ônibus

Em nota, o diretor executivo do Setransp, Luiz Alberto Lenz César, diz acreditar que a operação vai reduzir o total de casos de passageiros que usam o sistema sem pagar, mesmo não tenho direito a nenhum tipo de gratuidade.

“Há sinais de que as invasões estão caindo e existe uma percepção de aumento da segurança no transporte coletivo. Era exatamente isso que nós estávamos buscando”.

A Operação Fura-Catraca teve início em 04 de junho de 2019, com agentes de controle de acesso uniformizados e que percorrerem as principais estações-tubo com motos e carros.

Além de acompanhar o fluxo de pessoas, os agentes entregam panfletos aos passageiros explicando a iniciativa e orientam sobre o modo correto de utilizar o sistema de transporte.

O custo da operação é bancado pelas operadoras, sem nenhum repasse à tarifa, informou o Setransp.

No dia 03 de junho, o sindicato patronal divulgou que o sistema de transportes tem prejuízo de R$ 6,3 milhões por ano com fura-catracas.

De acordo com o levantamento, entre março a novembro de 2018, o total de invasões por dia teve um aumento de 1,8%, passando de 3.99 para 4.068 casos, em relação ao período anterior.

A maior parte dos acessos indevidos ocorreu, entre 13h30 e 17h e entre 19h30 e 22h.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/06/04/empresas-de-onibus-de-curitiba-tem-prejuizo-de-r-63-milhoes-por-ano-com-fura-catracas/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Rogerio Belda disse:

    Até na civilizada Curitiba há manifestações de desobediência a normas que levam a melhor convívio social, Mas isto não é exclusividade do Brasil. Onde não há “supervisão” aqui ou em outros países, há tendência maior ao desrespeito. A solução não é “mais policiamento”.
    Claro que é maior cultura, porém também sistemas remotos de supervisão e punição mais exemplar (que não é “detenção” mas a divulgação vexaminosa dos transgressores).,,,
    A finalidade não será o castigo e sim, a inibição do comportamento. E estes são distintos
    de uma cultura para outra e podem, até, ocorrerem efeitos contrário ao desejado…

  2. Alfredo disse:

    Basta o infrator ter que pagar uma fiança de 200,00 reais ou 3 dias de cadeia que acaba rapidíssimo essa vergonha

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