Marginal Pinheiros será parcialmente interditada para obras da Linha 17-Ouro, na capital paulista

As obras estavam previstas para terminar em 2014, ano da Copa do Mundo, mas prosseguem até hoje. Foto: Divulgação.

Bloqueio de duas faixas será na pista expressa, sentido Castelo Branco, próximo à estação Morumbi

JESSICA MARQUES

O Metrô de São Paulo informou, em nota, que a continuidade das obras da Linha 17-Ouro vão resultar na interdição da pista expressa da Marginal Pinheiros, sentido Castelo Branco, de forma parcial.

A mudança no tráfego ocorre entre terça-feira (20) e sexta-feira (23), próximo à estação Morumbi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

“A intervenção foi solicitada pelo Metrô à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para a construção da futura estação Morumbi”, informou a Companhia do Metropolitano, em nota.

As obras da Linha 17-Ouro, que vai ligar o Aeroporto de Congonhas à estação Morumbi da CPTM, consistem na construção das oito estações do trecho e do pátio de manutenção.

O Metrô recebeu na última sexta-feira, 16 de agosto de 2019, as propostas das empresas para a conclusão das obras civis da via do monotrilho. Em setembro serão abertas as propostas para o fornecimento dos trens e sistemas da linha.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/08/17/constran-faz-melhor-proposta-para-obras-da-linha-17-ouro/

Confira abaixo as alterações no trânsito:

Terça-feira (20)

Das 12h30 às 15h: fechamento da faixa da esquerda (faixa 1/4) da pista expressa;

Das 22h às 5h do dia seguinte: fechamento de duas faixas da esquerda (faixas 1 e 2/4) da pista expressa.

Quarta-feira (21)

Das 22h às 5h do dia seguinte: fechamento de duas faixas da esquerda (faixas 1 e 2/4) da pista expressa.

Quinta-feira (22)

Das 22h às 5h do dia seguinte: fechamento de duas faixas da esquerda (faixas 1 e 2/4) da pista expressa.

Sexta-feira (23)

Das 22h às 5h do dia seguinte: fechamento de duas faixas da esquerda (faixas 1 e 2/4) da pista expressa.

A orientação aos motoristas e a adequação da sinalização viária no local durante as interdições ficarão a cargo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

PROMESSA PARA 2020

As obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro, em São Paulo, estão sob responsabilidade do Consórcio Monotrilho Integração, formado pelas empresas CR Almeida, Andrade Gutierrez, Scomi (que desistiu da obra) e MPE.

O grupo é responsável pela implantação de itens como vias, portas de plataformas, sistemas de sinalização, material rodante e CCO – Centro de Controle Operacional do trecho que vai das estações Jardim Aeroporto a Morumbi.

As obras estavam previstas para terminar em 2014, ano da Copa do Mundo, mas prosseguem até hoje.

Em meados de janeiro deste ano, o vice-governador Rodrigo Garcia, em entrevista à rádio Jovem Pan, garantiu que o Monotrilho da Linha 17-Ouro estará funcionando até o final de 2020.

Relembre: Vice de Dória promete Monotrilho da Linha 17 até 2020

No dia 16 de fevereiro de 2019, em reportagem do Diário do Transporte realizada no canteiro de obras da estação Campo Belo, da Linha 5 Lilás de Metrô, o atual presidente da Companhia, Silvani Alves Pereira, disse que no próximo mês deve ser lançada uma licitação para o restante das intervenções do Monotrilho da Linha 17-Ouro, caso o consórcio responsável pela implantação da linha não sinalize o retorno aos trabalhos.

Sobre a linha 17, estamos tomando algumas decisões para que seja retomada de forma segura. Existe um consórcio que está cuidando de todo o processo de construção de via, material rodante [trens], sinalização e que não está conseguindo executar o que foi pactuado.  A decisão já é, caso o consórcio não solucionar nos próximos dez dias,  abrir um processo de licitação daquilo que falta até o final do mês de março. Tem um edital para a contratação de todos os serviços e agilizar a entrega da linha 17” – disse Silvani.

Relembre: Estação Campo Belo da Linha 5 está 95% pronta e Metrô deve lançar licitação para concluir linha 17

HISTÓRICO

A linha 17 Ouro do monotrilho deveria ter 17,7 quilômetros de extensão, com 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do Estádio do Morumbi. O valor orçado em junho de 2010 era de R$ 2,64 bilhões, sem valores futuros referente aos reajustes contratuais, aditivos e novas contratações necessárias para implantação dos empreendimentos.

O custo então passou para R$ 3,17 bilhões – cifra que não inclui as estações previstas no primeiro trecho, com extensão de 7,7 quilômetros.

Em junho de 2018, o valor para conclusão das obras foi projetado em R$ 3.74 bilhões, com previsão para a entrega de oito estações até dezembro de 2019, o que pode ser reformulado com a eventual saída da Scomi.

O monotrilho não deve num primeiro momento servir as regiões mais periféricas.  Assim, os trechos entre Jabaquara e a Aeroporto de Congonhas e entre depois da Marginal do Rio Pinheiros até a região do Estádio São Paulo-Morumbi, passando por Paraisópolis, estão com as obras congeladas.

Com este congelamento, não haverá as conexões prometidas com a linha 4 Amarela do Metrô na estação São Paulo – Morumbi, e nem com estação Jabaquara e da Linha 1 Azul do Metrô e Terminal Metropolitano de Ônibus e Trólebus Jabaquara, do Corredor ABD. Segundo o site do próprio Metrô, quando estiver totalmente pronto, este sistema de monotrilho atenderá 417,5 mil passageiros por dia.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Semy Arbache disse:

    Obras que nunca terminam…. ambiente nocivo e moralmente insalubre !

  2. Marcelo Vitorio da Silva disse:

    Nossa quando vejo videos desta obra nunca termina vamos ver se termina agora

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