Constran faz melhor proposta para obras da Linha 17-Ouro

Empresa ofereceu menor valor para conclusão das obras das estações do monotrilho, com proposta de R$ 494,9 milhões 

ALEXANDRE PELEGI

O Metrô de São Paulo realizou nesta sexta-feira, 16 de agosto de 2019, a sessão pública para entrega de propostas para as obras de conclusão de estações do monotrilho (trens leves com pneus que trafegam em elevados de concreto) da linha 17-Ouro, da zona Sul da capital paulista.

O certame havia sido adiado após ter sido marcado para o dia 02 de agosto.

Com a participação de 11 empresas e consórcios, a melhor proposta, com o menor preço, foi a da Constran Internacional Construções S.A, no valor de R$ 494.868.209,89 milhões.

O maior valor foi proposto pelo Consórcio T.A.S – Linha 17, de quase R$ 750 milhões. O Consórcio é composto pelas empresas  Trail Infraestrutura Eireli, A. Madeira Ind. e Com. Ltda e Construtora Saches Tripoloni Ltda.

Grupos que entregaram propostas, segundo a Ata Pública da sessão divulgada pela Companhia do Metrô de SP:

Carioca Christiani-Nielsen Engenharia SA

Cetenco Engenharia S.A.

Coesa Engenharia Ltda

Constran Internacional Construções S.A

Consorcio Contracta-Planova

Consorcio Marquise Comsa TCE – Linha 17

Consorcio Paulitec-Sacyr

Consorcio SA Paulista-Benito Roggio e Hijos-PowerChina

Consorcio T.A.S – Linha 17

Construcap CCPS Engenharia e Comercio S.A.

Construtora Ferreira Guedes S.A.

OBRAS

O contrato abrange a execução das obras civis remanescentes e a implantação de acabamento, paisagismo, comunicação visual e instalações hidráulicas das estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Pátio Água Espraiada. Inclui ainda a execução da ciclovia, recapeamento da Avenida Roberto Marinho, edificação do centro comunitário e esportivo, fabricação e lançamento de vigas guia pré-moldadas da Linha 17 de monotrilho.

O prazo de vigência contratual é de 36 meses.

Já a licitação do fornecimento de 14 trens leves, portas de plataforma e sistemas ainda tem data mantida de entrega de propostas para o dia 17 de setembro.

A Scomi, empresa da Malásia que iria fabricar as composições, entrou em processo de falência.

As concorrências ocorrem por causa da paralisação das obras pelo antigo consórcio e da situação financeira da fabricantes de monotrilho.

O Consórcio Monotrilho Integração (CMI) teve a contratação rompida pelo Governo do Estado e recebeu multa de R$ 88 milhões. O governo paulista ainda suspendeu a participação da empresas integrantes do consórcio em novas licitações e contratos com a administração estadual de São Paulo pelo período de dois anos.

A linha de monotrilho deveria ter ficado pronta em 2014 com um trajeto maior que o atual previsto.

ATA PÚBLICA:

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HISTÓRICO

(Adamo Bazani, Alexandre Pelegi e Jessica Marques)

A Companhia do Metropolitano de São Paulo decidiu rescindir o contrato de construção do monotrilho da Linha 17-Ouro em março deste ano. O governo do estado de São Paulo alegou que o Consórcio responsável vem atuando com lentidão na condução das obras.

As obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro estavam sob responsabilidade do Consórcio Monotrilho Integração, formado pelas empresas CR Almeida, Andrade Gutierrez, Scomi (que desistiu da obra) e MPE.

O grupo é responsável pela implantação de itens como vias, portas de plataformas, sistemas de sinalização, material rodante e CCO – Centro de Controle Operacional do trecho que vai das estações Jardim Aeroporto a Morumbi.

O governo informou ainda que buscou acelerar o ritmo da obra, mas com a falência da fábrica dos trens, a Scomi da Malásia, ficou inviável concluir o projeto.

Uma nova licitação deverá ser feita para a retomada da Linha 17-Ouro, cujo traçado prevê a ligação do aeroporto de Congonhas até a estação Morumbi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

No dia 27 de maio de 2019, o Metrô publicou o edital de licitação para conclusão das obras de estações da linha 17-Ouro de monotrilho.

A entrega das propostas foi marcada para 02 de agosto.

A concorrência envolve as estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Pátio Água Espraiada.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/05/24/metro-anuncia-licitacao-para-concluir-estacoes-da-linha-17-de-monotrilho/

Além do acabamento, paisagismo, instalações hidráulicas e comunicação visual, as intervenções envolvem implantação de ciclovia, recapeamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho, construção de um centro comunitário e esportivo e a construção das vigas pré-moldadas dos elevados dos trens leves de média capacidade.

O prazo de vigência contratual é de 36 meses e o critério de julgamento da licitação é o menor preço. O valor do orçamento estimado pelo Metrô para a licitação é sigiloso até a assinatura do contrato.

Já no dia 12 de julho de 2019, o Metrô publicou a abertura de licitação internacional para a compra de 14 trens e dos sistemas de sinalização para a linha 17-Ouro do monotrilho, no que chamou de última etapa para a conclusão da linha que deveria ter sido entregue em 2014.

A Scomi, empresa da Malásia que iria fabricar as composições, entrou em processo de falência.

A sessão de recebimento das propostas foi marcada para 15 de setembro.

A concorrência engloba também a instalação de portas de plataforma nas oito estações da linha e os equipamentos para o sistema de alimentação elétrica, aparelhos de mudança de via e de manutenção dos trens.

Em nota, o Metrô explica que o novo contrato vai substituir a contratação do Consórcio Monotrilho Integração (CMI)

Essa nova contratação vai substituir o Consórcio Monotrilho Integração (CMI), cujo acordo foi rescindido este ano pela atual gestão do Metrô, após constantes atrasos e redução no ritmo dos trabalhos pelo consórcio. Os problemas também levaram a aplicação de multas no valor de R$ 88 milhões, além da suspensão das empresas integrantes do consórcio de novas licitações e contratos com a administração estadual de São Paulo pelo período de dois anos.

Em 27 de julho, a Companhia do Metrô de São Paulo publicou o aviso de adiamento do dia 02 de agosto para o dia 16 a data da entrega das propostas para obras de conclusão de estações do monotrilho (trens leves com pneus que trafegam em elevados de concreto) da linha 17-Ouro, da zona Sul da capital paulista.

A estatal recebeu uma série de questionamentos de possíveis interessados na concorrência.

De acordo com comunicado do Metrô, as respostas a estes questionamentos no dia 31 de julho.

A licitação envolve as obras remanescentes das estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Pátio Água Espraiada.

PROMESSA PARA 2020

As obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro estavam previstas para terminar em 2014, ano da Copa do Mundo, mas prosseguem até hoje.

Em meados de janeiro deste ano, o vice-governador Rodrigo Garcia, em entrevista à rádio Jovem Pan, garantiu que o Monotrilho da Linha 17-Ouro estará funcionando até o final de 2020.

Relembre: Vice de Dória promete Monotrilho da Linha 17 até 2020

No dia 16 de fevereiro de 2019, em reportagem do Diário do Transporte realizada no canteiro de obras da estação Campo Belo, da Linha 5 Lilás de Metrô, o atual presidente da Companhia, Silvani Alves Pereira, disse que no próximo mês deve ser lançada uma licitação para o restante das intervenções do Monotrilho da Linha 17-Ouro, caso o consórcio responsável pela implantação da linha não sinalize o retorno aos trabalhos.

Sobre a linha 17, estamos tomando algumas decisões para que seja retomada de forma segura. Existe um consórcio que está cuidando de todo o processo de construção de via, material rodante [trens], sinalização e que não está conseguindo executar o que foi pactuado.  A decisão já é, caso o consórcio não solucionar nos próximos dez dias,  abrir um processo de licitação daquilo que falta até o final do mês de março. Tem um edital para a contratação de todos os serviços e agilizar a entrega da linha 17” – disse Silvani.

Relembre: Estação Campo Belo da Linha 5 está 95% pronta e Metrô deve lançar licitação para concluir linha 17

No dia 15 de março o Metrô de SP publicou no Diário Oficial do Estado a prorrogação dos prazos de vigência contratual e de execução dos serviços das obras da Linha 17-Ouro de Monotrilho com o Consórcio TIDP, formado pelas empresas Tiisa e DP Barros. O prazo foi estendido até 10 de janeiro de 2020.

Relembre: Metrô de SP prorroga contrato de obras do monotrilho da linha 17 Ouro

A concorrência envolve as estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Pátio Água Espraiada.

Além do acabamento, paisagismo, instalações hidráulicas e comunicação visual, as intervenções envolvem implantação de ciclovia, recapeamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho, construção de um centro comunitário e esportivo e a construção das vigas pré-moldadas dos elevados dos trens leves de média capacidade.

A OBRA

A linha 17 Ouro do monotrilho deveria ter 17,7 quilômetros de extensão, com 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do Estádio do Morumbi. O valor orçado em junho de 2010 era de R$ 2,64 bilhões, sem valores futuros referente aos reajustes contratuais, aditivos e novas contratações necessárias para implantação dos empreendimentos.

O custo então passou para R$ 3,17 bilhões – cifra que não inclui as estações previstas no primeiro trecho, com extensão de 7,7 quilômetros.

Em junho de 2018, o valor para conclusão das obras foi projetado em R$ 3.74 bilhões, com previsão para a entrega de oito estações até dezembro de 2019, o que pode ser reformulado com a eventual saída da Scomi.

O monotrilho não deve num primeiro momento servir as regiões mais periféricas.  Assim, os trechos entre Jabaquara e a Aeroporto de Congonhas e entre depois da Marginal do Rio Pinheiros até a região do Estádio São Paulo-Morumbi, passando por Paraisópolis, estão com as obras congeladas.

Com este congelamento, não haverá as conexões prometidas com a linha 4 Amarela do Metrô na estação São Paulo – Morumbi, e nem com estação Jabaquara e da Linha 1 Azul do Metrô e Terminal Metropolitano de Ônibus e Trólebus Jabaquara, do Corredor ABD. Segundo o site do próprio Metrô, quando estiver totalmente pronto, este sistema de monotrilho atenderá 417,5 mil passageiros por dia.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Carlos A. disse:

    Certamente os arquitetos do metrô não foram ouvidos sobre essa linha. Caso contrário ela não teria sido construída na superfície, em uma área já congestionada como é a região do aeroporto de Congonhas

    1. Ivo disse:

      Não só foram ouvidos como os arquitetos participaram ativamente desse projeto. E aí? Qual o próximo argumento furado que você vai empregar para tentar desqualificar a obra?

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa tarde.

    Ué; a CONSTRAN ainda existe?

    Fiquei surpreso.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Rodrigo Zika! disse:

    Só quero duas coisas, que a empresa tenha dinheiro e não seja envolvida com corrupção, e que finalize isso logo, pelo amor de deus.

  4. Fabio disse:

    Que lixo de obra! Gastar quase 4 bilhões de reais para não beneficiar ninguém, será uma linha morta, além de ser horrível com monte de viadutos e pilares em meios aos prédios. Como pode o metro aprovar um projeto em superfície com um monte de pilares percorrendo uma região tão bonita que é Brooklin e Campo Belo. Enquanto isso o pessoal do Jardim Angela, que até ja manifestaram diversas vezes, sofrem com o transito caótico na M.Boi mirim e Guarapinga.

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