Eixo Anhanguera do BRT em Goiás deve ser privatizado até julho do ano que vem
Publicado em: 13 de agosto de 2019
Prefeito de Goiânia e Governador de Goiás se reuniram na manhã desta terça-feira. Em dois meses deve ser definido o modelo de concessão. A ideia é conceder toda a extensão metropolitana de 74 km.
ADAMO BAZANI
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, se reuniram na manhã desta terça-feira, 13 de agosto de 2019, para discutir o futuro do Eixo Anhanguera, o BRT de Goiás.
Ambos concordam com a concessão dos serviços à iniciativa privada, que hoje são operados pela Metrobus Transporte Coletiva S.A. sob gestão pública.
A estimativa é de que em até julho de 2020, o chamado Eixão esteja com um operador privado.
A ideia é que a concessão seja acompanhada de exigências como reforma do pavimento, das estações e dos terminais do sistema.
O modelo de como vão ser concedidas as linhas e a infraestrutura deve ser definido em dois meses.
O próprio poder público reconhece a degradação do sistema, com problemas na conservação dos ônibus na infraestrutura do corredor.
Em entrevista à TV Anhanguera, prefeito de Goiânia, Iris Rezende, classificou a Metrobus como “falida”.
“A Metrobus faliu, e o povo que está sofrendo com isso há cinco anos. O Estado e a prefeitura querem privatizar. Foi apresentado um estudo e representantes das duas partes vão analisar a melhor forma de fazer isso para que seja feita uma nova licitação para a concessão do Eixo”
Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse que não cabe ao poder público operar transportes.
“O Estado não tem como arcar com os custos e as melhorias do transporte coletivo. Não cabe ao Estado estar envolvido em troca de motor, pneu, de ônibus”
A ideia é conceder toda a extensão metropolitana de 74 km.
O eixo Anhanguera foi implantado em 1976 tendo como trecho básico uma extensão de 13,8 km.
Em 20 de junho de 2019, a Metrobus anunciou que deixaria de operar a extensão para os municípios de Senador Canedo, Goianira e Trindade, na região metropolitana, voltando a se limitar ao Eixo Anhanguera.
O motivo, de acordo com a empresa, é que desde quando começou a operar a extensão em 2014, ampliando a área de operação de 13,8 km para 74 km, houve aumento de custos com pessoal, combustível, peças e pneus, sem o retorno financeiro.
A empresa ainda explica que somente no ano passado, o Governo do Estado, que é o principal acionista, teve de fazer a injeção de R$ 23 milhões para não deixar a companhia operar no vermelho.
Relembre:
No último dia 02 de outubro, a reportagem do Diário do Transporte esteve em Goiânia para acompanhar e entrega de uma frota nova da empresa Rápido Araguaia e verificou problemas no pavimento em grande parte do eixo principal do corredor, que é de asfalto comum, estações e paradas em mau estado e ônibus com sinais de problemas de conservação.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Melhor privatizar mesmo. E que venha alguem com grana pra investir forte!
Mesma história da CMTC em São Paulo, privatizaram e as empresas que a sucederam faliram em poucos anos, só se fala em privatizar porque a cada 2 anos tem eleição, governos incompetentes que não conseguem fazer o básico, vergonha