Metrobus não irá mais atender a extensão para Senador Canedo, Goianira e Trindade
Publicado em: 20 de junho de 2019
Empresa diz que vai se concentrar apenas no Eixo Anhanguera e que operação neste trecho metropolitano voltará para empresas que são “donas” das linhas
ADAMO BAZANI
A Metrobus, de Goiás, informou nesta quinta-feira, 20 de junho de 2019, por meio de nota oficial que vai deixar de operar a extensão para os municípios de Senador Canedo, Goianira e Trindade, na região metropolitana, voltando a se limitar ao Eixo Anhanguera.
O motivo, de acordo com a empresa, é que desde quando começou a operar a extensão em 2014, ampliando a área de operação de 13,8 km para mais de 70 km, houve aumento de custos com pessoal, combustível, peças e pneus, sem o retorno financeiro.
A empresa ainda explica que somente no ano passado, o Governo do Estado, que é o principal acionista, teve de fazer a injeção de R$ 23 milhões para não deixar a companhia operar no vermelho.
A Metrobus diz ainda que as mudanças serão gradativas, com os passageiros pagando o mesmo valor de tarifa e com o atendimento a estes municípios pelas empresas particulares que são “donas da concessão” das linhas.
Em torno de 200 mil passageiros usam a Metrobus nestes municípios.
O comunicado à CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos de Goiânia, gestora do sistema, foi formalizado em 30 de maio.
Em 15 dias, a Metrobus apresentará um cronograma de mudanças e promete que vai intensificar o atendimento no corredor Novo Mundo – Padre Pelágio, com intervalos de dois em dois minutos.
Veja a nota na íntegra:
A Metrobus, no último dia 30, oficiou a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) para informar a decisão de descontinuar a operação estendida até os municípios de Senador Canedo, Goianira e Trindade.
O retorno à operação tradicional (somente no Eixo Anhanguera) será gradual, precedido de ampla divulgação e não trará nenhum prejuízo à população. Ao contrário, permitirá a colocação de mais ônibus no Eixo, em melhores condições e plataformas e Terminais mais confortáveis.
Quanto à população que utiliza as extensões, continuarão pagando o mesmo valor e sendo atendidos pelas empresas que são as “donas” das linhas, conforme definido nos contratos de concessão.
A decisão de não mais operar as extensões surgiu da necessidade de se equilibrar as contas da Companhia, pois a operação estendida aumentou drasticamente as despesas, especialmente com pessoal, combustível, peças e pneus, vez que a linha passou de 13,8 km para mais de 70km.
Somente no ano passado foram 23 milhões de reais de aporte do Governo do Estado para garantir o custeio da empresa. Essa não é obrigação do acionista majoritário, por isso a necessidade de retorno à operação somente na linha que lhe foi concedida.
Ao longo dos próximos 15 dias a Metrobus, após discutir com as demais empresas, apresentará à CMTC um cronograma para o retorno às operações originais, o qual priorizará a ausência de transtorno aos usuários dos trechos estendidos. A empresa ressalta que com mais ônibus a disposição no corredor Novo Mundo – Padre Pelágio, a população terá ônibus passando num intervalo menor: dois em dois minutos, talvez até menos, em especial nos horários de pico.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Rídiculo. Mas não se poderia esperar menos do trasporte coletivo da Grande Goiânia. Cada empresa faz o que quer, a hora que quer, e as empresas públicas fazem menos a cada dia que passa. Daqui a pouco o trajeto do “Eixão” vai ser uma volta na rotatória e voltar pro terminal.