Liminar determina que 70% dos ônibus municipais voltem a operar em Itanhaém

Segundo a liminar, 80% dos ônibus da frota total devem operar durante os horários de pico. Foto: Divulgação.

Rodoviários cruzaram os braços no início da manhã desta segunda-feira

JESSICA MARQUES

Uma decisão liminar da Justiça determinou que 70% da frota dos ônibus municipais de Itanhaém, no Litoral de São Paulo, voltem a operar nesta segunda-feira. 05 de agosto de 2019.

Os rodoviários da Litoral Sul cruzaram os braços no início da manhã desta segunda-feira.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/08/05/rodoviarios-de-itanhaem-entram-em-greve-por-tempo-indeterminado/

A decisão é da desembargadora Tereza Aparecida Asta Gemignani, que afirmou que a paralisação infringe o Artigo 11 da Lei n° 7.793 e prejudica o atendimento de necessidades básicas dos moradores.

Segundo a liminar, 80% dos ônibus da frota total devem operar durante os horários de pico e 60% devem circular nos demais períodos. A multa por descumprimento da decisão é de R$ 50 mil por dia.

Conforme publicado pelo portal A Tribuna, após a decisão, os ônibus municipais já voltaram a circular pela cidade.

A greve ocorre porque os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 5,07% e R$ 1 a mais no vale-refeição de R$ 16, além da manutenção dos direitos adquiridos.

A paralisação foi decidida na última terça-feira, 30 de julho, em assembleia da categoria. Ao todo, são 130 empregados, entre motoristas, pessoal de manutenção e administrativo, que operam 40 ônibus municipais.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Edson Profeta Ramos de Araujo disse:

    A justiça como sempre foi rápida para decidir a favor dos empresários. Uma das características interessantes em Itanhaém é a proximidade entre motoristas e passageiros do transporte público. A maioria das pessoas conhece pelo nome os motoristas de seu itinerário diário e conhece suas dificuldades. A greve foi anunciada com 5 dias de antecedência mas a Litoral e a prefeitura de Itanhaém preferiram a via judicial à negociação. Vivemos tempos difíceis para os trabalhadores!

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